segunda-feira, 27 de junho de 2022

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sábado, 30 de março de 2019

DESATIVADO POR TEMPO INDETERMINADO

Boa tarde, pessoal,

Estamos procurando uma forma melhor de falar sobre livros, sobre autores e trazer novidades e entretenimento para vocês, então, por enquanto, optamos por desativar novamente o blog por tempo indeterminado.

Se querem se manter atualizados com o que acontece no mundo literário em geral (lançamentos, notícias etc.) não deixem de seguir nosso Facebook clicando aqui!

Beijos,
Carla, Lucy e Renata

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Decepção? Sim ou com certeza? (Lucyclenia Santana)

Olá, amigos.
Tudo bem com vocês?

Começar essa resenha, foi bem difícil. Tenho certeza que muitos fãs da Julia Quinn vão querer me bater, mas algumas coisas precisam serem ditas.

Pra começo de conversa (posso até vir a me arrepender do que estou dizendo, pagar pela língua ou mudar de ideia mas...) JULIA QUINN NÃO É TUDO ISSO!

Bom, vamos a resenha.

Nossa avaliação: 4.0
Sendo o primeiro romance da duologia Irmãs Lyndon, o livro "Mais Lindo que a Lua" chegou ao Brasil em 2018, lançado pela Editora Arqueiro. A sinopse nos promete um romance de época sobre um casal que, devido a um mal entendido, foi separado por anos. Claro, né, por ser Julia Quinn e pela capa linda, já desperta o interesse na leitura. 

Se antes mesmo de começar a resenha já deixei alguns sinais de que não gostei do livro, agora vou dizer um ponto positivo que muito me encantou: Julia Quinn escreve uma carta aos leitores logo no inicio do livro, antes sequer da história começar. ACHEI BEM FOFO ISSO! Nesta carta, ela explica o que lhe motivou a escrever um livro com esta temática e seus anseios de que o livro nos toque de alguma forma. E por mais impressionante que seja, Julia Quinn confessa que não acredita em amor à primeira vista, pois bem, eu também não. Mas voltemos à história do livro!

Robert avista Victoria na beira do lago e antes mesmo de ouvir sua voz ou de se aproximar para ver a garota de perto já decide que vai se casar com ela e já chega IMPONDO isso. Mas como assim? É isso mesmo que vocês acabaram de ler. Depois de muita conversa vai, conversa vem, encontrinhos as escondidas com a ajuda de Ellie, irmã mais nova de Victoria, passam-se poucas semanas e a mocinha acaba se apaixonando e decide que ele tem razão e aceita a imposição do casamento. Mas espera que o que já é ruim, fica pior. 

Robert é conde, herdeiro de uma grande herança e vive na alta sociedade, mas Victoria é a simples filha de um vigário, portanto os pais de Robert são contra o relacionamento, já que acreditam que Victoria só está interessada na herança dele, e o pai de Victoria também, porque acredita que o rapaz quer apenas se divertir com sua filha. Confesso que até entendo a maneira de pensar dos pais, eu até que concordei. Mas, enfim, certo dia os noivinhos resolvem fugir e, obviamente, tudo dá errado. Calma, isso não é spoiler.

Anos se passam e eles se reencontram. Só que as feridas causadas naquela época de adolescência ainda não cicatrizaram. Victoria agora é preceptora de um garotinho insuportável e odeia seu trabalho; Robert é um homem amargurado e decidido a se vingar de seu ex-amor. E os dois passam a vivem em pau de guerra e como será que esta história vai acabar?

Como eu disse antes, foi meu primeiro contato com a autora e não achei a Rainha dos Romances de Época lá essas coisas. A leitura foi bem rápida (graças a Deus), mas não me conquistou. Tem o romantismo, dá pra dar altas gargalhadas em algumas parte porem o mocinho é absurdamente INSUPORTÁVEL. Ele é autoritário, persuasivo, possessivo, arrogante, ignorante, abusivo, machista, infantil, não aprendeu a ouvir não, mimado, só serve o que ele quer, não aceita opiniões de ninguém, acredito que por ser filho único, mas, pelo amor de Deus, nada justifica tanto egocentrismo.

Victoria é Victoria, uma garota doce, solícita em ajudar o próximo, amei-a ainda mais por ela impor sua autonomia, sua independência, por levantar a cabeça e ir em busca de sua felicidade, de procurar saber o que ela ama. Deu até vontade de abraçá-la em alguns momentos, mas ela também teve atitudes que me irritaram!

Enfim, a verdade é que o casal não me conquistou, e nem sei se deveria chamá-los de casal, porque sinceramente o que li aqui não foi em nenhum momento demonstração de amor.

O livro tem continuação e a resenha sairá na próxima quinzena, já adianto que valeu a pena insistir na série.

Por favor, quem já leu ou vai ler o livro, venha me dar sua opinião.
Preciso MUITOOO conversar sobre ele.

Até a próxima. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Será o fim do começo ou o começo do fim? (Renata Lima)


Antes de começar a resenha, vou logo dizendo que sou fã do autor e por mais que ele me decepcione, não sei meter o malho nele, então vamos adiante! 

Nossa Avaliação: 90
"A Fúria" é parte integrante da duologia com o mesmo nome que tem como segundo livro "A Tempestade", que resenharei para vocês daqui a 15 dias. O livro do excepcional autor da série A Fuga de Furnace, Alexander Gordon Smith, foi publicado aqui no Brasil em livro físico e e-book também pela Editora Benvirá!

No primeiro livro da duologia, conhecemos os personagens principais Daisy, Cal e Brick. Nossos três mocinhos, que não se conhecem e moram em lugares diferentes, notam que as pessoas ao seu redor do nada começam a ter atitudes violentas para com eles. Daisy, uma menina de 13 anos, toma uma cusparada na cara de um parceiro de teatro, Cal, o astro de futebol do colégio, é hostilizado, e perseguido por colegas e funcionários da escola, Brick é ferozmente atacado pela própria namorada.

Sendo assim, os jovens, e outras pessoas ao redor do mundo, são obrigados a se esconder e Brick abre um fórum para buscar entender o que está acontecendo e verificar se há outras pessoas na mesma situação que ele. Alvo de chacota online, Brick resolve se exilar em uma parque de diversões desativado até que recebe uma mensagem de Cal, afirmando que a mesma coisa está acontecendo com ele. Mas o que é isso? Um ataque terrorista? Uma doença? Os dois combinam um encontro na área próxima ao parque onde Brick está escondido.

Ao mesmo tempo, um inspetor da Scotland Yard, Alan Murdoch, é chamado ao necrotério para verificar algo bastante incomum: um corpo foi encontrado, mas apesar de clinicamente morto o cadáver ainda respira sem ajuda de qualquer aparelho. O problema é que o ar que esse cadáver inspira não vai para os pulmões, simplesmente desaparece sem qualquer explicação e os legistas estão apavorados.

Voltando para nossos heróis, Cal está a caminho do local que Brick indicou no fórum quando algo faz com que ele saia da estrada e acabe parando na cidade de Daisy e consiga resgatá-la de ser morta por vizinhos e policiais. Mesmo traumatizada, Daisy aceita a ajuda de Cal e em pouco tempo descobre que além de Cal ela consegue "sentir" e se "comunicar" com Brick. Ela sabe que pode confiar nos dois rapazes e, quando os três finalmente se encontram, apesar de um problema inicial, eles precisam descobrir porque o mundo inteiro parece estar contra eles!

Como eu disse no início, sou suspeita. A capa do livro é tudo de bom e o livro ótimo, muito bem escrito, cheio de aventuras e momentos "ai, meu Deus!". Só que uma coisa me tirou um pouco a atenção: eu ficava o tempo todo me perguntando onde o autor iria parar com tudo aquilo. Se ele conseguiria amarrar as histórias direitinho, se haveria uma explicação plausível para a Fúria. Por um lado, adorei de verdade, por outro fiquei bem preocupada com o desfecho de tantos personagens e da história como um todo.

A dica por enquanto é: leiam esse livro, sofram com os personagem, preocupem-se com o fim, como eu. Vale a pena!



sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Há esperança na humanidade! (Lucyclenia Santana)

Olá queridos!

A resenha de hoje é de um daqueles LIVROS com letras maiúsculas e em negrito, que na minha visão deveriam ser lidos por todos, daqueles que tocam lá no fundo da alma e que, com certeza, irá te emocionar, assim como também me emocionou. Estamos falando de nada mais, nada menos que "Sonata em Auschwitz", de autoria da brasileirinha Luize Valente, lançado pela Editora Record. 

Nossa avaliação: 10.0

Amália é portuguesa, filha de imigrante alemão, cuja família imigrou para Portugal após a segunda guerra mundial. Conversas sobre o tema foram banidas por seu pai, que criou até inimizade com os demais membros da família devido ao seu posicionamento contra o nazismo.

A história começa a se desenrolar logo nas primeiras páginas, quando Amália chega em casa e sem querer ouve uma ligação, onde a sua bisavô Frida, já com idade centenária, procura o seu pai para tratar assuntos de família. Sabendo que o pai abomina o passado e não quer ter envolvimento com os membros da própria família, Amália, sem o conhecimento do pai, pede que sua bisavó lhe conte esse passado da família.

Dias após o encontro, Frida vem a falecer e, atendendo ao pedido da sua bisa, Amália parte para o Rio de Janeiro a procura de Adele e Haya que são peças fundamentais para o desvendamento desse passado obscuro.

"Olhar pra trás é como entrar na contramão em uma avenida movimentada".

Amo demais um grupo que me faz ler temas diversos, me dá oportunidade de conhecer novos autores e tomar conhecimento de livros magníficos que eu normalmente não leria ou não procuraria por mim mesma, então, obrigada! #DesafioDasEstrelasForever.

Sendo este meu primeiro contato com a autora, achei sensacional a maneira que ela transmitiu sua mensagem sobre um tema pesado, de forma fluida, leve e envolvente. Com certeza, vou pôr na lista outros livros dela para serem lidos em 2019, na primeira oportunidade que surgir.

Confesso que livros acerca da segunda guerra mundial, nazismo, holocausto e Hitler, são livros que me deixam com o coração na mão. Mas, este com certeza, devido a maneira em que foi abordado, de forma envolvente e riquíssimo em detalhes, com certeza entrou pra lista de favoritos de 2018.

Estou simplesmente embasbacada com a forma que a autora encontrou para transformar um assunto tão pesado, em algo tão belo, emocionante, real e palpável. Quando digo que o livro é rico em detalhes, podem acreditar, Luize nos transporta para dentro dos campos de concentração, nos faz sentir na pele o que os personagens sentiram e passaram.

O livro é narrado em primeira e terceira pessoa, flui de forma bem rápida, porém não é um livro para ser lido às pressas. Apesar de fluido, em 90% do livro me vi com um nó na garganta e as lágrimas insistiam em surgir, o que me fez pausar a leitura em diversos momentos para digerir o que estava sendo lido e sentido, recuperar o fôlego e enxugar as lágrimas. 

"Frida foi direta, sem floreios. Jogou-me o passado que voltou a atormentá-la em pesadelos noturno. Não partiria com ele. Fridedich era o filho amado de um casamento de conveniência com Hans, alto oficial do Reich que se suicidou no fim da guerra."

Espero que gostem da resenha, dividam comigo suas opiniões.

Boa leitura.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Nem tudo é o que parece! (Renata Lima)


Oi, gente!

Esse é meu segundo livro da autora Shari Lapena e já posso adiantar que, apesar da narrativa da autora ser ágil e os livros serem bem-construídos, no geral a autora peca nos finais. Você pode acessar ao post do livro "O Casal que Mora ao Lado" aqui.

Nossa avaliação: 85
Nesse novo livro, "Uma Estranha em Casa", publicado aqui no Brasil pela Editora Record, a autora conta a vida do casal Krupp, Tom e Karen, que vivem vidas perfeitas até que um dia Tom chega em casa e encontra uma situação inusitada: a porta destrancada e os todos documentos e dinheiro da esposa em casa. Já passa das 21h e Karen está desaparecida e, sem saber exatamente o que fazer, Tom começa a procurar pela esposa, mas logo recebe a notícia de que Karen sofreu um acidente de carro dirigindo em alta velocidade em um local bem barra-pesada. Porém, ao acordar no hospital, Karen não se lembra do que aconteceu.

Tom e Karem são tranquilizados pelos médicos que dizem que isso é comum em casos como o dela e que normalmente a memória volta sozinha em questão de dias, ou nunca mais, e, um tanto desorientada, Karen volta para casa e passa a ser cuidada por Tom e pela vizinha solícita demais e um tanto fofoqueira, Brigid, de quem Tom não é muito fã.

Acontece que um corpo masculino é encontrado na mesma região e no mesmo dia em que Karen se acidentou, então a polícia começa a se perguntar se Karen tem algum papel no assassinato do homem desconhecido. 

Como ela demora a recuperar a memória, uma investigação é aberta e Karen passa a ser a principal suspeita para horror Tom, Brigid e da própria Karen, que afirma nunca ter visto aquele homem na vida.

Correndo risco de ser repetitiva, ressalto que o livro é bem interessante, a história é cheia de reviravoltas, segredos e mistérios bem desenvolvidos e tem o mérito de não ser muito longo (nem o livro, com menos de 300 páginas, nem os capítulos). Mas, infelizmente, a autora peca mais uma vez no final, colocando um epílogo completamente desnecessário, mudando o foco do livro e dando a entender que apesar do enredo principal estar concluído, há outra história a ser desenvolvida que pode ou não tema de mais um livro com os mesmos personagens (ainda não confirmado pela própria autora).

Fora esse pequeno-grande detalhe, o livro é bem interessante e acho que os amantes de suspense não ficarão completamente decepcionados, como eu mesma não fiquei.

Até mais!


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Corações partidos que juntos formam um só! (Lucyclenia Santana)


"Na minha família, sempre que passamos por bons ou maus momentos, a gente dá um chave para ao outro. É um lembrete de que você tem um lugar para chamar de lar, não importa o que aconteça. Além disso, sempre que tiver um dia ruim, você pode segurar a chave e se lembrar de que não está sozinha. Não de verdade. Será a sua fo-força nos dias difíceis. É um lembrete de que você sempre terá um lar para onde voltar."


Olá, queridos!

Antes de começar a resenha desse livro, que por sinal é MARAVILHOSO e um dos meus favoritos do ano, gostaria de agradecer pela companhia neste ano que passou e por nos incentivarem a continuar a cada dia. Ah, não esquecendo também de desejar um FELIZ NATAL só um pouco atrasado, um FELIZ E PRÓSPERO ANO NOVO, que o Senhor abençoe a cada um de nós.

Bom, vamos a resenha, né?


Nossa avaliação: 9.0
Elliot Adams e Jasmine Greene, se conhecem aos 16 anos. Ela é uma jovem garota que vive para atender às expectativas da mãe, que cismou que a filha tem que ser uma cantora pop e, para isso, ela faz de tudo um pouco para que a mãe se orgulhe dela: canta, dança, faz teatro... Só que Jasmine também quer ser uma garota normal, frequentar a escola e ter amigos, coisas que, segundo a sua mãe, são suas maiores fontes de distração e consequentemente atrapalham sua promissora carreira. Mas o que Jasmine quer mesmo é ser cantora soul music.

Depois de muita insistência por parte da filha, a mãe de Jasmine finalmente permite que ela frequente à escola e por sua beleza e postura, ela se encaixa logo onde? No grupo dos populares!

É na escola que ela conhece seu oposto: Elliot. Ele é alto, magro, frágil, tímido e desengonçado, o saco de pancada dos populares, principalmente por ser gago. O que ninguém sabe é que Elliot tem características especiais: uma personalidade cativante, uma enorme disposição de estender a mão não importa a quem e uma gigantesca paixão por música.

Ao conhecer essa paixão, Jasmine tenta se aproximar do garoto no colégio e depois de muita desconfiança por parte dele, eles vão se conhecendo e percebem que têm mais coisas em comum do que haviam imaginado.

"Éramos completamente opostos de muitas formas. Eu era a nova garota popular da escola, e ele, o garoto tímido que sofria bullying. Eu era extrovertida; ele, controlado. Eu estava perdida; ele era o caminho de volta para casa".

O que eu senti ao ler esse livro foi fora do comum: raiva, ódio, angustia, tristeza, revolta, mas também uma alegria sem fim em pequenos momentos singelos que fizeram com que me apaixonasse perdidamente pelo casa, terminando o livro em lágrimas e de cara inchada, porque sou dessas!

Cada página traz detalhes que vão se revelando da vida dos protagonistas e de suas famílias. A autora consegue materializar o amor pela música de uma forma tão mágica que dá até vontade de soltar a voz ou aprender a tocar algum instrumento. 

De modo apaixonante e envolvente, o livro trata de assuntos recorrentes em nosso dia-a-dia como bullying, assedio moral, abuso sexual e problemas familiares, e, claro, não posso esquecer, fala também sobre o poder do perdão e de como é importante resolver as coisas, mesmo que não seja da forma como a gente quer. A leitura me fez parar, refletir e repensar sobre a vida, sobre as escolhas que fazemos e as decisões que somos obrigados a tomar ao longo do caminho.

É um livro clichê? Sim, é um livro clichê, mas um clichê diferente, com doses bem leves de erotismo, que mostra que clichê pode ser bom, pode trazer aquela sensação de pureza, de algo profundo e singelo entre duas pessoas.

Um dos pontos que me chamou bastante atenção foi que a Brittainy não nos contou a história apenas de Elliot Adams e Jasmine Greene, mas de todos aqueles que estavam ao lado e de alguma forma contribuíram para o crescimento deles e para o desenvolvimento do livro, tornando-o mais bem construído.

Apesar de encher a história de elogios, também encontrei alguns pontos contraditórios: na sinopse do livro, a autora nos descreve uma Jasmine que era educada em casa, pois a mãe acreditava que frequentar ao colégio e ter amigos eram fontes de distração. Pois bem, idealizei uma Jasmine tímida, retraída, envergonhada, mas me enganei. Depois de tanta insistência, ao começar a frequentar a escola, em um estalar de dedos a garota está cheia de amigos e ainda é uma das populares. Simples assim.

Outra questão também citada na sinopse é que Jasmine conhece Elliot e fará de "tudo" que estiver ao seu alcance para mostrar que ele não está sozinho. Okay, acredito que na primeira oportunidade que ela encontrou pra fazer isso foi algo meio que muito, muito inocente e sem pretensão da parte dela mas, ela foi lá, aceitou a condição, fez o que fez, viu que não deu resultado e continuou fazendo? Pelo amor de Deus, um abuso não justifica outro. Esse ponto não me convenceu.

O fato é que esse é meu primeiro contato com a autora Brittainy C. Cherry e já pude notar que ela gosta de fazer pedacinhos dos nossos corações, então preparem-se, juntem os lenços e bebam muita água pra não desidratar, porque nesse livro as lágrimas serão garantidas.

Espero que tenham gostado da resenha.

Espero também que leiam o livro e venham me contar suas opiniões.

Até a próxima!

  

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Mãe possessiva, namorada psicopata! (Renata Lima)


Oi, gente!

Como vocês sabem, leio praticamente de tudo, mas meus gêneros preferidos são policial, suspense e terror. Não posso ver uma promoção de livros que já vou procurar algo nesse gênero (e que não tenha e-book) para gastar meu suado dinheirinho!

Na Black Friday eu estava surfando pelas lojas e dei de cara com esse livro e com os livros do Charlie Donlea saindo a 12,00 cada. Obviamente, comprei todos. Ainda não li os do Charlie Donlea (A Garota do Lago, Deixada para Trás e Não Confie em Ninguém), mas estão na lista desse ano! Já esse, não consegui esperar e mergulhei nele no primeiro dia de 2019!

Nossa Avaliação: 90
O livro conta a história de Laura, uma mulher madura que trabalha no meio televisivo além de dedicar a vida ao filho Daniel e ao marido Howard. Apesar de Daniel estar estudando Medicina, ele e a mãe mantém um laço estreito de amizade até o dia em que Cherry entra na vida de Daniel.

Em pouco tempo, Daniel e Cherry começam a namorar e o que parece ser um relacionamento normal vai mudando de figura quando os capítulos são narrados pelo ponto de vista de Cherry, uma jovem ressentida por nunca ter tido oportunidades na vida e, principalmente, por ter sofrido preconceito por causa de sua condição social. Ela agora quer ascender socialmente e vê em Daniel uma grande oportunidade de finalmente fazer sua vida deslanchar.

Enquanto Daniel permanece alheio aos anseios da nova namorada, Laura, que ainda por cima está sendo traída pelo marido, começa a perceber coisas estranhas e Cherry. Em uma viagem para a França, ela descobre que foi o filho quem pagou a passagem da moça e que ela mentiu ao comprar uma passagem sem data de retorno, ficando assim as férias quase todas separando Laura de seu filho, com quem ela gostaria de passar mais tempo.

A partir daí o livro entra em um ritmo frenético de coincidências que culminam num acidente. E quando você acha que o acidente vai ser o fim, uma mentira faz com que o ódio entre as mulheres seja reaceso. A pergunta que não quer calar é: quem vai ganhar a disputa pela atenção de Daniel, a mãe possessiva ou a namorada psicopata?

Tenso, muito tenso!

Até a próxima!


segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Quando Deus quer algo, Ele faz acontecer. LUCYCLENIA

"E se você ainda não encontrou o amor da sua vida, confie, espere em Deus e quando você menos esperar o amor baterá em sua porta de uma forma inesperada."


Olá, queridos.

Hoje mais uma vez trago a resenha de mais um livro estilo sessão da tarde, para ser lido em uma única sentada.

Nossa avaliação: 8.0
Nas primeiras páginas, somo apresentados a Patricia Queen, filha única de um dos maiores empresários do Rio de Janeiro, patricinha assumida, daquele tipo de pessoa que só nos irrita, que menina mais mimada e ridícula, meu Deus. Namora o carinha mais popular da faculdade e ainda tem duas amigas que praticamente lambem os seus pés. 

Já nos primeiros dias de aula, pós ferias, ela e sua turma é convidada para uma festa e voltando para casa, ela sem sequer sintoniza na rádio e se depara com uma voz que lhe desperta alguns sentidos, como se o rapaz estivesse olhando em seus olhos e dizendo palavras que ela precisava mesmo ouvir.

Pati então passa a ouvir o programa de rádio diariamente e o locutor lhe faz começar a ver as coisas de um jeito diferente e mesmo que (acredito) inconscientemente ela passa aos poucos, se tornar alguém melhor. 

Ao longo do enredo, ela se encanta ainda mais com a voz do locutor, que não se identifica, o qual ela o apelidou de "O garoto da rádio". O fato dele preferir não se identificar, aguça ainda mais a curiosidade de Pati. 

Até que certo dia, ela manda uma menagem para a rádio e pede um louvor evangélico a escolha do locutor, que não a decepciona, atende o seu pedido com uma música que, eu particularmente, gosto muito e para surpresa de todos, ainda responde a sua mensagem. Daí se inicia,  a troca de mensagens pelo celular.

Como está história irá terminar, hein? Deem os seus palpites nos comentários abaixo.


Gostei muito do livro, tanto que inconscientemente terminei em poucas horas.
O livro tem uma mensagem muito bonita, onde nos mostra que devemos parar de julgar as pessoas, deixar o preconceito do lado e buscar conhecer mais as pessoas que estão ao nosso redor. 
Como já falei, Patricia no começo é uma menina extremamente arrogante, ignorante e antipática. Gostei do fato de "O garoto do rádio", mesmo que só por troca de mensagens e ligações, conseguiu quebrar esse coração de pedra e ajudar essa pobre criatura a ser uma pessoa melhor. 

Ah, Lucy. Se gostou tanto da História, porque não favoritou ou deu nota 10?

A Rayna Alencar é extremamente detalhista, nunca vi ninguém tomar tantas duchas na minha vida. E sem contar que este fato se tornou bastante repetitivo "tomo uma ducha, enrolo a toalha em meu corpo e vou até o meu closet", isso ao acordar, ao chegar da faculdade, pra sair e a mesma frase todos os dias. Além da maneira que "O garoto da rádio" iniciar o programa, de segunda a sexta, todos os dias com o mesmo textinho decorado.
O livro também apresenta alguns erros na revisão, mas nada que interfira na leitura.


"Eu o aguardo todas às noites como uma coisa sarada que eu precisasse para sobreviver. As suas palavras mexem comigo, me fazem me sentir alguém melhor. Sabe aquelas pessoas que sempre tem a resposta para as suas perguntas e te acalmam? Ele é assim, isso é algo quase impossível, surreal."


Até a próxima e ótimas leituras.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Almas quebrantadas se encontram através da Arte da Música. (Renata Lima)


Antes de começar a resenha desse livro propriamente dito, tenho que pedir desculpas a vocês por nunca ter resenhado um dos melhores romances que li na minha vida e que é da mesma autora desse livro, Brittainy C. Cherry, intitulado "O Ar que Ele Respira". Isso é quase uma falta de caráter minha e prometo resolver essa gafe logo logo!

Mas vamos ao que interessa, que é o livro de hoje "Arte & Alma", publicado pelo selo Galera Record ("O Ar que Ele Respira" é um livro mais adulto, então foi publicado pela Editora Record). 

Nossa Avaliação - 8.5
Nesse livro, conhecemos Aria Watson, de 16 anos, que é amante das artes, principalmente de arte abstrata. Apesar de seu irmão ser um dos mais populares do colégio, Aria sempre se sentia meio invisível, sem saber que isso estava prestes a mudar agora que ela está grávida e não quer revelar a ninguém, nem à sua melhor amiga, quem é o pai do bebê.

É quando está se sentindo-se incrivelmente solitária e enfrentando brigas homéricas entre os pais (a mãe decide apoiá-la, mas o pai muda completamente seu comportamento com ela e até para de falar com a própria filha, PASMEM!) que Aria conhece o novato na cidade Levi Myres, que vem do Alabama para morar com o pai a quem não vê há muitos anos.

Levi não teve uma vida muito fácil e decide morar com seu pai para fugir da mãe, que tem sérios problemas emocionais e psicológicos. Mas morar com o pai se mostra tão difícil quanto ter que lidar com as crises da mãe, já que seu pai (antes tão amoroso) revela-se um homem estúpido e muito ranzinza. Apesar disso, Levi é um rapaz divertido, lindo e comunicativo e, portanto, não encontra problemas para se encaixar na cadeia alimentar do colégio, atraindo a atenção dos mais populares, mas Levi escolhe se juntar à turma de Aria, os excluídos, principalmente depois que os professores de Música (Levi toca violino) e Artes (a turma de Aria) resolvem juntar as duas turmas e fazer pares para uma apresentação de final de ano.

Aria e Levi se tornam parceiros e, mais que isso, amigos e, mesmo depois que a escola inteira descobre a gravidez de Aria, Levi não a abandona. Existe uma conexão entre a alma desses dois que as adversidades não conseguem penetrar. O fato é que esses dois jovens perdidos e desesperançados encontram um no outro um motivo para continuar, mesmo que a vida seja difícil e que as pessoas tornem tudo ainda mais complicado. É uma relação difícil e ao mesmo tempo bonita porque é como se um virasse a tábua de salvação do outro. Sabe quando você tem problemas, mas conhece pessoas que está passando por coisas piores que você e você tenta ajudar, mesmo estando sobrecarregado? É exatamente assim.

Não sou muito de confessar essas coisas, mas em diversas partes do livro fiquei com um nó na garganta. Pela Aria e seus problemas, pelo Levi e seus problemas, pelos dois juntos e ao mesmo tempo separados, tentando lidar de forma madura com suas aflições quando os adultos, que deveriam ter uma postura mais serena e conciliatória, têm posturas absurdamente infantis e revoltantes (como o pai da Aria e o pai do Levi).

A parte cômica fica por conta do Simon, amigo da Aria, um rapaz cheio de TOCs e que, sem querer, acaba falando demais e revela para a fofoqueira de plantão a gravidez da amiga, mas não é por mal, ele só é uma pessoa muito efusiva. Gostaria que Simon e sua parceira tivessem tido mais destaque, mas entendi que havia uma história para ser desenvolvida ali e a autora não queria tirar o foco do tema principal.

No geral, apesar de ter lido duas resenhas bem negativas, gostei bastante do livro, mas confesso que fui sem muitas expectativas, porque não gostei muito do livro "A Chama Dentro de Nós", da mesma autora. Há muitas referências nerds, musicais e artísticas interessantes que aparecem quando menos a gente espera e achei que por isso houve sim uma identificação forte entre os personagens, ao contrário do que li nas resenhas a história ganha força a partir do momento em que os dois personagens principais se identificam e se compreendem respectivamente como Arte (a Aria) e Alma (o Levi).

Espero que vocês gostem do livro! Eu adorei!

Até a próxima!






sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Uma segunda chance para ser feliz! (Lucyclenia Santana)


“Pela primeira vez questionei por que estava tão motivada a demolir um mundo que podia ser muito melhor do que aquele no qual eu vivia.”


Nossa avaliação: 9.0
No livro "Uma Curva no Tempo" de Dani Atkins, publicado no Brasil pela editora Arqueiro, jovens amigos de colégio e de infância se reune para uma despedida. Eles estão prestes a irem para a faculdade e cada um seguirá seu caminho, em busca do desconhecido, de novas experiências. Eles sentem que têm a vida toda frente.

Acontece que a vida é um caixinha de surpresas e uma grande tragédia se abate sobre eles, despedaçando seus sonhos, destruindo amores e ceifando, prematuramente, uma vida.

Rachel tinha tudo o que sempre quis e sonhava com o futuro, mas ao perder seu melhor amigo, Jimmy, lhe dá a sensação de não ter mais nada além de uma enorme cicatriz no rosto e um coração partido pelo pela perda do amigo, o fim de um relacionamento e o afastamento dos amigos.  

Rachel passa a ser uma pessoa solitária e deprimida. Sua vida passa de uma forma entorpecida. Seus sonhos foram deixados para trás, seu pai está com câncer, sua carreira está na pior e, como se tudo isso já não fosse ruim o suficiente, Rachel está fugindo dos médicos para não realizar o tratamento de suas dores de cabeças constantes, ocasionadas pelo grande impacto no acidente.

Mas agora uma das suas amigas daquela turma de amigos que foi destruída está prestes a se casar e Rachel terá que reunir forças para enfrentar sua antiga cidade e rever antigos amigos. Tudo é tão difícil e dolorido, que o estresse emocional está lhe causando dores de cabeça que estão a cada dia pior, o que resulta em um apagão. A partir daqui a história toma um rumo completamente diferente e voltamos a um passado diferente.

Rachel sente que recebeu uma segunda chance: ela acorda em um leito de hospital, noiva, com uma vida bem-sucedida e de repente, Jimmy está ali do seu lado. VIVO. Seus amigos estão bem, seu pai não está com câncer e sua carreira vai muito bem. Só que Rachel insiste que nada disso faz sentindo, ela não se lembra de nada do que aconteceu após o acidente, ou melhor, ela até se lembra, mas não do jeito que realmente aconteceu.

O que vocês acham que podem ter acontecido? Como ela pode ser uma lembrança distorcida da realidade?

 “Quando é que um sonho se torna pesadelo? Sempre achei que fosse no momento em que o que é familiar de súbito se torna estranho e ameaçador; ou quando você se perde em algum lugar que pensou conhecer bem; ou ao ser invadido por um sentimento de impotência – quando sabe que está falando com clareza, mas ninguém parece ouvir. Mas meu verdadeiro pesadelo começou com o entendimento de que eu não ia acordar: que, de alguma forma, impossível e inacreditavelmente, aquilo estava mesmo acontecendo.” 

Li este livro totalmente às escuras e a primeira coisa que me chamou atenção foi a capa (como de costume), mas venhamos e convenhamos que capa linda essa, né? O livro é bem fluído, a autora conseguiu construir uma história ótima, mas o final não me surpreendeu, muito pelo contrário, me decepcionou pela obviedade.

Claro que me senti na pele da personagem, tudo o que ela passou, perder seu melhor amigo, enfrentar a doença do pai, a confusão ao acordar e todos acharem que ela estava louca. O fato é que a vida anterior de Rachel era uma vida sem propósito, que gerou uma depressão profunda, tema esse que me doeu muito, principalmente por perceber que a depressão é algo sorrateiro e que todos estamos passiveis a ela. Infelizmente tem muitas Rachel pelo mundo e muitas Rachel dentro de nós. Triste realidade.

Uma curva no tempo é narrado em primeira pessoa pela Raquel. Com uma narrativa envolvente e emocionante, a obra é bem reflexiva e que deve ser lido minunciosamente a fim de se absorver todos os detalhes e a mensagem que ele quer nos passar. O livro é recheado de detalhes, daqueles que temos que descobrir sozinhos e mexe  muito com  o emocional, o que me faz acreditar que cada um de nós terá sua experiencia particular ao se entregar à essa leitura.

Na nova realidade, onde ela é bem sucedida, Rachel é uma mulher bem diferente, que vai em busca dos seus sonhos e confesso que isso me fez torcer muito pela protagonista. Desejei com todas as forças que esta realidade fosse a "real". Foi muito boa a sensação de que a esperança ressurgia, de que o amor iria curar toda a dor que ela passou e de que o final feliz, embora sem surpresas e já revelado a mim, estava tão próximo, ou melhor, bem ao lado dela.

Não esperem um simples romance, chick-lit, até tem um pouco, mas a autora não romantizou muito os fatos, nem os dramatizou demais. Para mim, o foco principal do livro foi a realidade paralela que resgatou o sentido da vida em Rachel. E, apesar do livro não ser de cunho espiritual, ao resenhá-lo me veio a seguinte reflexão: às vezes passamos por muitas coisas nessa vida e é incrível como, por maior que seja a nossa dor, Deus tem um futuro lindo reservado para cada um de nós. Muitas vezes o final de uma história, seja, na verdade, a segunda chance que Deus nos proporciona de buscarmos nossos sonhos e objetivos, de sermos felizes. O final de uma história pode ser o começo de novas oportunidades.

Pensem nisso.

Leiam e voltem para contar suas experiencias.

Até a próxima.



quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A difícil tarefa de amadurecer sem perder a graça! (Renata Lima)


Hoje trago para vocês um livro com o qual me identifiquei muito e que me tirou ótimas gargalhadas nesse mês de novembro: "Adulta sim, Madura nem sempre" da roteirista e escritora Camila Fremder, publicado pela editora Paralela.

Nossa Avaliação - 100
Em um livro leve, pequeno, divertido e autobiográfico, Camila Fremder nos conta como está sendo seu desbravamento do mundo adulto e da maternidade.

Como diz o subtítulo, entre "fraldas, boletos e pouco colágeno", a autora fala sobre a gravidez e todos os seus altos e baixos, no caso dela puns e a barriga virando domínio público, sobre a insônia da juventude e a insônia da vida adulta, sobre opinião alheia e sobre amizade, entre outras coisas.

O que deixa o livro legal é que Camila parece gente como a gente e sua forma de escrita parece uma conversa informal que você teria com uma amiga numa mesa de bar (ou de restaurante, no caso de uma pessoa adulta) às 18h para não chegar em casa muito tarde e alterar a rotina do bebê!

Se você é mulher e tem mais de 30 anos, vai se identificar com certeza. Se você é mulher, tem mais de 30 anos e ainda por cima é casada e tem filhos, vai se ver descrita em cada linha, como eu me vi!

A autora dá exemplos de situação de dia a dia para mostrar como as pessoas são sem noção (como a moça que vai visitar seu bebê de dias levando o marido e duas crianças, uma dela resfriada ainda por cima, a tiracolo), ou como você pode se aproveitar da gravidez para que as pessoas façam tudo por você ou ainda como é injusto a mulher passar por tantas transformações físicas e hormonais durante a gravidez e o homem não ter absolutamente nada!

Sempre com muito bom-humor, e por ser uma temática leve, o livro, que tem 120 páginas, é daqueles que você lê em uma sentada e faz cara de triste quando ele acaba! E olha que capa fantástica!!!

Recomento muito para quem precisa rebater uma ressaca literária ou para quem, como eu, simplesmente não está conseguindo engatar nas leituras do mês!

Até a próxima! 




sexta-feira, 23 de novembro de 2018

As mulheres também podem mudar o mundo!!! (Lucyclenia)

Olá, meus amigos!!!

Hoje decidir trazer pra vocês um livro considerado por mim um dos melhores do ano! Foi acabar o livro e vir correndo contar minha experiência a vocês!

Nossa avaliação: 100
O livro da vez é "Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes 1", composto por pequenas narrativas em forma de fábulas, aquelas narrativas curtas escritas em prosa ou versos, comumente encontrada na literatura infantil. Nestas fábulas estão as histórias de cem mulheres inspiradoras e extraordinárias. 

Escrito por Elena Favilli e Francesca Cavallo e publicado aqui no Brasil pela V&R Editoras, o livro também contou com a participação e contribuição de sessenta mulheres ilustradoras que juntas acrescentaram um toque mais que especial ao livro.

"Que essas valentes mulheres inspirem vocês. Que os retratos delas imprimam em nossas filhas e filhos a profunda convicção de que a beleza se manifesta em todas as formas, cores e idades. Em Histórias de ninar para garotas rebeldes, tudo o que podemos sentir é esperança e entusiasmo pelo mundo que estamos construindo. Um mundo onde gênero não defina quão alto você pode sonhar nem quão longe você pode ir."
Com uma linguagem bem acessível, o livro traz biografias de uma pagina só que vêm acompanhadas de uma ilustração da pessoa cuja história está sendo contada e de elementos que nos remetem aos seus feitos. São histórias de inspiração e superação que incentivam meninas de pouca idade, e meninas-mulheres que todas temos dentro de nós, a não abrir mão de sonhos e projetos e a exercitar a autoconfiança.

É importante notar que desde a infância lemos livros em que os protagonistas são sempre masculinos: príncipes, guerreiros, reis, médicos, inventores, artistas, escritores, enquanto a mulher está sempre colocada no papel da mocinha indefesa, que necessita ser salva por um desses protagonistas. Já neste livro, conhecemos mulheres revolucionárias, aventureiras, que usam as roupas que querem, guerreiras, rainhas, médicas, engenheiras, enfermeiras, astronautas, bailarinas, surfistas, aquelas que empunharam espadas e mudaram o mundo com suas próprias mãos.

Particularmente, eu desconhecia a história de muitas dessas mulheres, porém tinha ciência de que grandes histórias sempre são recheadas de inúmeras dificuldades, sendo - nesse contexto - a maior delas o preconceito machista de que "mulher não pode isso ou aquilo" ou "aqui não é lugar de mulher" ou até mesmo "isso não é trabalho de mulher". Mas essas opiniões só serviram para engrandeceram ainda mais o enredo e comprovar que mulher pode sim ser e fazer o que quiser.

Um livro incrível, inspirador e muito pertinente para os dias atuais! Apenas leiam!

“Para as garotas rebeldes de todo o mundo:
Sonhe grande
Mire distante
Lute com bravura
E, na dúvida, lembre-se:
Você está certa.”


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Você é quem você é ou quem os outros querem que você seja? (Renata Lima)


Em "Tudo o que Nunca Contei", livro de estreia da americana com descendência chinesa Celeste Ng, publicado aqui no Brasil pela Intrínseca, Lydia morre no começo do livro e ninguém parece entender o motivo de um ato tão trágico.

Nossa Avaliação -  9.5
Na Ohio dos anos 70, o desenrolar da história nos mostra o retrato de uma família sino-americana quebrantada e desiludida. A mãe casou-se com o pai de origem chinesa e os filhos, Nathan, Lydia e Hanna, sempre se sentiram diferentes.

Com o desaparecimento, e a consequente descoberta de que Lydia está morta e foi encontrada em um rio, uma série de perguntas começa a surgir. O que houve com Lydia, a estrela da família, aquela com quem tudo parecia estar indo tão bem, a filha promissora, aquela em quem todos apostavam suas fichas, aquela que era tudo que seus pais não foram: popular na escola, cheia de amigos, super integrada à comunidade?

Através de uma narrativa incrível, Celeste Ng nos mostra o que nem sempre é visto: os dramas familiares, as situações de tensão, a preferência dos pais pela filha perfeita em detrimento dos outros filhos, principalmente à filha mais nova, Hannah, jogada no porão junto com tudo que é excedente, que não serve mais, que é deixado de lado.

No meio disso tudo, temos Lydia, uam jovem tentando viver sua vida, mas sempre para atender às altas expectativas que não são dela. A pressão do dia a dia, a crescente necessidade de agradar a todos, a vida controlada por regras rígidas, estudos sem fim, um futuro à vista que parece não ser o seu, mas o que querem para ela.

Apesar de ser um livro datado na década de 70, como não trazer essa história para os dias atuais? Preconceito, drama familiar, expectativas capitalistas não-atendidas, sonhos que talvez nunca se tornem realidade e uma pergunta que muitos de nós se fazem até hoje: quem sou eu?

Por fim, na minha opinião, o livro traz dois sentimentos que deveriam estar em voga hoje em dia, mas que na verdade estarmos sempre tentando resgatar em meio a tanta mesquinharia, que se chamam EMPATIA e ACEITAÇÃO. A capacidade de se conectar com o outro, de tentar enxergar os problemas do outro, de ajudá-lo, de se colocar no lugar dele e por fim de dizer que está tudo bem não ser o melhor em tudo, não ser o mais inteligente, o mais esperto, o mais bonito. Está tudo bem ser quem a gente é, com defeitos e qualidades, mas seres humanos dotados de características únicas, de opiniões individuais e em constante processo de melhoria e de aprendizado.

Recomendo demais esse livro e espero que vocês tenham a sensibilidade de tomar essa história para si, como eu fiz!

Até mais!


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O amor é fazer escolhas corajosas todos os dias!!! (Lucyclenia Santana)


Atenção, essa resenha pode conter spoilers dos livros anteriores da série, intitulados Para todos os garotos que já amei e P.S.: Ainda amo você. Se você ainda não os leu, não leia essa resenha!

Olá, queridos!

Chegamos ao fim de mais uma série queridinha em nossos corações! Confesso que enrolei bastante pra ler o último livro mas enfim, aproveitei uma oportunidade no Desafio das Estrelas que propôs ler infanto-juvenis e este foi o primeiro livro em que pensei.

Vamos a resenha!

Nossa avaliação - 8.0

Só para recapitular, no primeiro livro da série, Lara Jean escrevia cartas para os garotos pelos quais ela já havia se apaixonado (O título do livro já deixa isso bem óbvio), cartas essas em que ela se despedia do sentimento, dizia o que a tinha conquistado no garoto e porque imaginava que o relacionamento não daria. O pulo do gato é que ela escondia as cartas e não as enviava, até que, inexplicavelmente, estas cartas acabaram sendo enviadas aos seus respectivos destinatários. E a partir daí sua vida vira de cabeça para baixo.


No segundo livro "P.S.: Ainda Amo Você", Lara Jean teve que assumir a responsabilidade das cartas escritas, entre conversas e explicações dadas. Após ter combinado com Peter que iriam fingir um namoro, ela se deu conta de que ainda nutria um sentimento por ele. |O segundo livro é todo explorando o fingimento do namoro, um possível namoro de verdade (será?) e as muitas inseguranças típicas de relacionamento adolescente.

No terceiro e último livro, um ano se passa, Lara Jean e Peter estão no último ano do colegial, o mais importante e decisivo de todos! O foco aqui é a própria protagonista, diferente dos outros livros que tinham um enfoque mais voltado para seus relacionamentos.
"Não sei o que há depois da curva, mas vou acreditar que é algo melhor."
Resumindo este livro em palavras-chaves, eu destacaria: amor, recomeços e amadurecimento. Lara Jean agora não é mais aquela garota bobinha que precisou aprender a conviver com as dificuldades da vida sem a ajuda da mãe e agora também sem a ajuda da irmã mais velha, que foi fazer faculdade fora da cidade. Ela agora é uma moça muito madura, decidida e, como qualquer garota do último ano do ensino médio, quer aproveitar seus últimos momentos com os amigos antigos, as viagens da escola e a festa de formatura, enquanto espera, com apreensão e ansiedade, as cartas de aceitação das universidades nas quais se inscreveu.

Peter, por ser atleta, já está com a vaga garantida na universidade dos sonhos, a UVA, universidade em que Lara também se inscreveu, por ser na cidade, perto da sua casa, e, é claro, porque é onde Peter estará. Mas algo inesperado acontece e ela terá que rever suas escolhas.

O que mais gostei nessa série é que Lara Jean é muito parecida comigo: muito família, ligada aos princípios ensinados pelo pai, muito companheira, com uma dose de romantismo um pouco além da conta, ama cozinhar e fazer artesanato. Ela se entrega a essas paixões para se distrair dos assuntos mais sérios de modo que aproveita o fato de que o pai está preste a casar para desviar o foco da sua atenção das inseguranças da vida.

Quando digo que ela é parecida comigo, ela é tipo muito mesmo. E achei isso impressionante como, na minha adolescência, pensei como Lara e até fiz muitas das coisas que ela fez. Ao ler o livro, me deparei com situações em que eu dizia: "Não faça isso, Larinha! Não siga por esse caminho!" e fiquei feliz demais da conta por ver que de alguma forma a autora parece que me ouviu!
“Mas parece que tudo ao meu redor está mudando de formas inesperadas, quando eu só queria que permanecesse igual.”
Como toda a série, este livro é fluido, leve e envolvente, daqueles de ler em uma sentada e morrer de amores.

Super indico!!

Depois me conta o que achou.

Até a próxima!

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

A aventura continua no segundo livro da distopia Eva, "Uma Vez". (Renata Lima)


Atenção, essa  resenha pode conter spoilers do primeiro livro da série, intitulado Eva. Se você ainda não leu o primeiro livro, não leia essa resenha!

O primeiro livro da série Eva acaba com a personagem principal e seu protetor Caleb chegando à Califa, uma fortaleza só de mulheres que acolhe todas aquelas que buscam refúgio por diversos motivos. Caleb é proibido de ficar e vai embora deixando Eva em segurança. Pouco tempo depois, outra mulher chega em Califa: Arden, que havia se separado de Eva e Caleb no livro anterior.

Nossa Avaliação: 7,5
Por mais que a aparente tranquilidade da vida em Califa seja tentadora, Eva percebe que precisa saber se Caleb está bem e ao saber da notícia de que um homem apareceu na cidade mais próxima usando as botas de Caleb e dizendo que tinha retirado as botas de um moribundo escondido, Eva e Arden decidem sair de Califa e ajudar Caleb. Claro, as duas caem em uma armadilha e Eva é levada para a Cidade de Areia, onde está o rei com quem ela deve se casar e Arden é levada de volta para a escola onde deverá se tornar uma procriadora.

Eva passa então a viver no castelo, cercada de luxo e riqueza, tudo bem diferente do que ela vivenciou em sua fuga e tem uma revelação bombástica que a deixa mais confusa quanto ao seu papel no mundo depois da praga.

Em sua estadia no castelo, ela toma conhecimento de que há um grupo de dissidentes que precisa de seu acesso aos documentos internos do castelo para transitarem pela cidade sem serem vistos e assim conseguirem resgatá-la de seu destino.

Assim como o primeiro livro, a leitura é bem rápida e não tem muita enrolação. São quase 300 páginas em que tudo que acontece tem relevância. É interessante ver que a personagem principal evolui de acordo com as informações que ela recebe dos personagens secundários juntamente com as coisas que ela já sabe e já passou em sua jornada no primeiro livro.

Vejo uma certa influência de "O Conto da Aia" da Margareth Atwood nessa distopia, principalmente nessa questão das meninas serem enviadas para uma escola onde aprenderão a temer os homens e depois serão enviadas para outro prédio onde serão inseminada artificialmente para se tornarem procriadoras de um novo mundo. Eu diria que é "O Conto da Aia" com uma pegada menos política e mais adolescente. Vale a pena ler!




sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Um menino sob as asas do nazista (Renata Lima)


Se você ainda não leu "O Menino do Pijama Listrado" do John Boyne, corre que ainda dá tempo! É um dos meus favoritos da vida! Por esse motivo e alguns outros, John Boyne se tornou um dos meus autores preferidos dos últimos tempos e nesse livro que vou resenhar hoje "O Menino no Alto da Montanha" só fez deixar ainda mais claro para mim porque adoro o autor.

Nossa avaliação - 90
Publicado no Brasil pela Editora Seguinte, "O Menino no Alto da Montanha" conta a história de Pierrot, que ainda muito novo perdeu os pais (a mãe francesa e o pai alemão) e foi enviado para um orfanato, perdendo contato com seu amigo judeu Anrshel. A amizade dos dois é tão bonita que eles criaram uma linguagem de sinais cheia de símbolos para se comunicarem (já que Anrshel é surdo).

Depois de passar algumas dificuldades no orfanato, Pierrot descobre que tem uma tia ainda viva e essa tia decide levá-lo do orfanato para a mansão onde trabalha como governanta, no alto de uma montanha na Alemanha e, como eu não tinha lido a sinopse, não fazia a menor ideia de que a casa em questão era a casa de campo do próprio Adolf Hitler!

No começo, Pierrot não entende muito o que está acontecendo na Alemanha e em outros locais, afinal de contas ele é apenas uma criança de 7 anos, mas ele nota comportamentos estranhos e conversas sussurradas. Ao ter seu nome francês mudado para um nome mais neutro, Pieter, e conhecendo pela primeira vez o ditador, o menino acaba caindo nas graças do homem mais temido do mundo na época. Ao se encantar com Hitler, notamos que, aos poucos, a personalidade de Pierrot realmente vai se tornando cada vez mais agressiva e ditatorial a ponto de não querer mais receber as cartas de seu grande amigo por ele ser judeu.

Ao receber seu uniforme da Juventude Hitlerista das mãos do próprio Hitler, Pierrot se torna um mini-monstro, dedurando pessoas, tratando os empregados da casa como lixo e se achando de tal forma superior que chega a ver outros amigos de Hitler como ameaça.

Ficamos divididos entre amar e odiar o pequeno Pierrot, porque, se por um lado ele chegou ali ainda uma criança e portanto foi manipulado e influenciado pelas ideias e atitudes de Hitler, por outro ele, que já havia sido humilhado pelo exército nazista, se torna uma pessoa genuinamente cruel, ainda que não tenha muita noção das consequências de suas ações.

O livro é bem curtinho (272 páginas) e traz uma mensagem bem interessante no final (que não vou contar para não dar spoiler), mas que nos faz crer que ainda que a Humanidade tenha passado por esses momentos tão sombrios, há uma luz no fim do túnel!

Vocês já leram? Deixem suas opiniões nos comentários!

Abraços!
 

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Estilo Sessão da Tarde, para ler comendo pipoca! (Lucyclenia Santana)


Olá, queridos. 

Quem me conhece sabe o quanto eu gosto dos livros da Carina Rissi, a ponto de já ter lido quase todos os livros publicados por ela. Sabem também que não leio sinopses e que os livros dela vão para a minha lista sem que eu saiba nada a respeito.

Nossa avaliação: 80
Como de costume, Carina costuma surpreender com suas histórias apaixonantes com toques de humor, o que torna a leitura ainda mais gostosa. E não é diferente em Quando a Noite Cai que, além de ser uma história sentimental recheada de reviravoltas, tem um pouco de drama e um relacionamento familiar de dar inveja

Carina sabe nos envolver, é daquelas que te arranca altas gargalhadas, suspiros e te faz, além de tudo, esquecer do mundo lá fora e mergulhar em suas histórias.

“Muito tempo atrás, nas belas terras misteriosas da Irlanda, dois jovens se encontraram de todas as maneiras possíveis. Da amizade nasceu o querer, do anseio brotou a paixão, e dela o amor. E assim as duas almas se fundiram uma na outra, os dois corações bateram como um. Eles se amaram profundamente e intensamente, vivendo felizes, ainda que o "para sempre" tenha sido breve. Algumas pessoas acreditam que aquele sentimento tão puro e ardente não se perdeu, e que ainda hoje pulsa no peito daqueles que se recordam. E elas estão certas.

Nas primeiras páginas, conhecemos a história de Briana Pinheiro, uma moça de 23 anos, que vive com a mãe e irmã mais nova em uma pensão que herdaram da avó. Após a morte do pai, como filha mais velha, ela precisou abandonar seus sonhos e focar nas necessidades da sua família. Só que ela é pessoa mais azarada da face da terra. Por onde ela passa, desastres acontecem. Coisas quebram, voam, acidentes acontecem, e essa lista só aumenta. Coitada (risos).

Obviamente por isso ela não dura nos empregos e portanto continuar trabalhando no mesmo lugar por uma semana é um milagre.

Como se tudo isso não fosse o suficiente, Briana carrega um segredo:  há cinco anos ela sonha, quase que diariamente, quando a noite cai, com uma terra medieval, onde ela vê Lorcan, um guerreiro irlandês que sabe como ninguém manejar uma espada. Lorcan é lindo, romântico, fiel e protetor e apaixonado por sua princesa Ciara. Em seus sonhos Briana não apenas os imagina, mas vivencia tudo que acontece, como se no sonho ela tivesse sido transportada para séculos atrás.

Surpreendentemente, e sem pretensão nenhuma, ela consegue um novo emprego. O que ninguém esperava, e Briana também não, é ver que Gael O’Connor, seu patrão, tem a aparência idêntica ao guerreio que habita os seus sonhos, com exceção do olhar negro e do mau humor insuportável. Como isso é possível? Como separar sonhos da realidade?

“Eu reconheceria aquele rosto em qualquer lugar do mundo. (…) Era o rosto de um anjo. Do meu anjo guerreiro. Lorcan, suspirou meu coração. E ele estava ali, bem na minha frente.”

Apesar de  ser um livro grande, a leitura flui maravilhosamente bem. Como já falei, é bem envolvente e fiquei apaixonada pelos mocinhos e torcendo por um final feliz. A obra gira em torno daquele velho e tão famoso clichê de que o amor supera todas as barreiras, inclusive a do tempo. Unindo realidade com fantasia, a história nos impressiona, cativa e nos deixa com aquele sorriso bobo no rosto.  

Porém por ser um livro da Carina, acho que fui com muita sede ao pote, comecei a ler cheia de expectativas e algumas foram frustradas ao longo do livro. Acho que algumas cenas não eram necessárias e que ela enrolou um pouco para desvendar alguns mistérios, o livro não precisava ser tão extenso.

Ainda sim, gostei muito. Amei o fato de ter cultura irlandesa (afinal de contas Lorcan era irlandês). e do livro trazer uma mensagem sobre perdão e recomeços. Acredite, o amor pode bate duas vezes na sua porta e está história comprova isso muito bem. 

Sério, gente.
Simplesmente leiam!

Beijos.

“O amor encontra alegria na felicidade do outro, porque não é feito de posse, de matéria, mas de abnegação e doação".

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

A leitura de romances leves nem sempre dá certo. (Renata Lima)


Wait for You é uma série da escritora americana Jennifer L. Armentrout, escrevendo sob o pseudônimo de J. Lynn, publicada aqui no Brasil pela editora Novo Conceito, e podem ser lidos fora de ordem porque não seguem o mesmo casal.

Nossa avaliação: 8.0
No primeiro livro da série "Espero por Você", Avery é uma universitária incomum: ela tem poucos amigos, não é muito dada a festas e saídas e está muito longe de casa. Mesmo com a personalidade introvertida, ela conhece seu vizinho de apartamento, Cam, e os dois começam uma amizade. Por meses a fio Cam convida Avery para sair, até que ela finalmente aceita e assim começa o relacionamento amoroso entre os dois.

Com o avançar do relacionamento, Cam nota que Avery esconde um segredo e para que ela confie nele, ele também divide um segredo com ela, mas para Avery seu segredo é inconfessável e ela teme que contar tudo possa acabar com o pouco da tranquilidade que ela ainda tem.

Obviamente, resumir o livro em dois parágrafos foi fácil, mas dizer os motivos pelos quais eu gostei do livro não é, mas vou tentar! Não é que eu não goste de romance fast food (daqueles que a mocinha e o mocinho se olham e de repente é aquilo, já se pegam, viram namorados e um não consegue mais viver longe do outro), tem ótimos romances fast food por aí, mas o que eu gostei nesse livro é que o romance se desenvolve com o tempo.

Cam vai aos poucos conquistando Avery com seu bom humor e seu jeito relaxado de ser e antes de caírem na cama os dois passam por uma fase bem bonitinha de amizade, ainda que desde o início ele tenha segundas intenções. O romance é bem desenvolvido, a escrita é ágil, não tem muita enrolação.

Já no segundo livro, a história é outra!

Nossa Avaliação -  4.0
"Fique Comigo" narra a história de Jase e Tess, que se beijaram há algum tempo, mas desde então não tinham muito contato, além de Jase ser o melhor amigo do irmão de Tess. O plano A de Tess falha quando ela sofre uma lesão e é obrigada a abandonar a carreira de bailarina, então ela coloca em prática o plano B que é ir para a faculdade. Lá ela encontra Jase, o mocinho que (como sempre) guarda um segredo e carrega o mundo nas costas.

O que me incomodou nesse livro é o fato de que mocinha e mocinho vivem praticamente embriagados até a metade do livro, quando um acontecimento finalmente joga um nos braços do outro e eles se rendem à paixão e mandam para o espaço as dúvidas.

Outra coisa que me incomodou bastante foi a lesão do joelho da Tess e o fato de que ela largou o sonho de toda uma vida para ir para a faculdade não terem sido mais explorados, foram apenas uma desculpa para que ela fosse pra faculdade e pouco se fala sobre o assunto ao longo do livro. 

O segredo de Jase fica bem óbvio para um leitor mais atento, então não tem nenhuma surpresa aí. 

Achei esse livro bem ruim, de verdade!

A série já está no sexto livro (publicados aqui, só esses dois) e tem também um monte de contos (nenhum deles foi publicado no Brasil ainda). Haja paciência!