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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Será o fim do começo ou o começo do fim? (Renata Lima)


Antes de começar a resenha, vou logo dizendo que sou fã do autor e por mais que ele me decepcione, não sei meter o malho nele, então vamos adiante! 

Nossa Avaliação: 90
"A Fúria" é parte integrante da duologia com o mesmo nome que tem como segundo livro "A Tempestade", que resenharei para vocês daqui a 15 dias. O livro do excepcional autor da série A Fuga de Furnace, Alexander Gordon Smith, foi publicado aqui no Brasil em livro físico e e-book também pela Editora Benvirá!

No primeiro livro da duologia, conhecemos os personagens principais Daisy, Cal e Brick. Nossos três mocinhos, que não se conhecem e moram em lugares diferentes, notam que as pessoas ao seu redor do nada começam a ter atitudes violentas para com eles. Daisy, uma menina de 13 anos, toma uma cusparada na cara de um parceiro de teatro, Cal, o astro de futebol do colégio, é hostilizado, e perseguido por colegas e funcionários da escola, Brick é ferozmente atacado pela própria namorada.

Sendo assim, os jovens, e outras pessoas ao redor do mundo, são obrigados a se esconder e Brick abre um fórum para buscar entender o que está acontecendo e verificar se há outras pessoas na mesma situação que ele. Alvo de chacota online, Brick resolve se exilar em uma parque de diversões desativado até que recebe uma mensagem de Cal, afirmando que a mesma coisa está acontecendo com ele. Mas o que é isso? Um ataque terrorista? Uma doença? Os dois combinam um encontro na área próxima ao parque onde Brick está escondido.

Ao mesmo tempo, um inspetor da Scotland Yard, Alan Murdoch, é chamado ao necrotério para verificar algo bastante incomum: um corpo foi encontrado, mas apesar de clinicamente morto o cadáver ainda respira sem ajuda de qualquer aparelho. O problema é que o ar que esse cadáver inspira não vai para os pulmões, simplesmente desaparece sem qualquer explicação e os legistas estão apavorados.

Voltando para nossos heróis, Cal está a caminho do local que Brick indicou no fórum quando algo faz com que ele saia da estrada e acabe parando na cidade de Daisy e consiga resgatá-la de ser morta por vizinhos e policiais. Mesmo traumatizada, Daisy aceita a ajuda de Cal e em pouco tempo descobre que além de Cal ela consegue "sentir" e se "comunicar" com Brick. Ela sabe que pode confiar nos dois rapazes e, quando os três finalmente se encontram, apesar de um problema inicial, eles precisam descobrir porque o mundo inteiro parece estar contra eles!

Como eu disse no início, sou suspeita. A capa do livro é tudo de bom e o livro ótimo, muito bem escrito, cheio de aventuras e momentos "ai, meu Deus!". Só que uma coisa me tirou um pouco a atenção: eu ficava o tempo todo me perguntando onde o autor iria parar com tudo aquilo. Se ele conseguiria amarrar as histórias direitinho, se haveria uma explicação plausível para a Fúria. Por um lado, adorei de verdade, por outro fiquei bem preocupada com o desfecho de tantos personagens e da história como um todo.

A dica por enquanto é: leiam esse livro, sofram com os personagem, preocupem-se com o fim, como eu. Vale a pena!



sexta-feira, 2 de novembro de 2018

A aventura continua no segundo livro da distopia Eva, "Uma Vez". (Renata Lima)


Atenção, essa  resenha pode conter spoilers do primeiro livro da série, intitulado Eva. Se você ainda não leu o primeiro livro, não leia essa resenha!

O primeiro livro da série Eva acaba com a personagem principal e seu protetor Caleb chegando à Califa, uma fortaleza só de mulheres que acolhe todas aquelas que buscam refúgio por diversos motivos. Caleb é proibido de ficar e vai embora deixando Eva em segurança. Pouco tempo depois, outra mulher chega em Califa: Arden, que havia se separado de Eva e Caleb no livro anterior.

Nossa Avaliação: 7,5
Por mais que a aparente tranquilidade da vida em Califa seja tentadora, Eva percebe que precisa saber se Caleb está bem e ao saber da notícia de que um homem apareceu na cidade mais próxima usando as botas de Caleb e dizendo que tinha retirado as botas de um moribundo escondido, Eva e Arden decidem sair de Califa e ajudar Caleb. Claro, as duas caem em uma armadilha e Eva é levada para a Cidade de Areia, onde está o rei com quem ela deve se casar e Arden é levada de volta para a escola onde deverá se tornar uma procriadora.

Eva passa então a viver no castelo, cercada de luxo e riqueza, tudo bem diferente do que ela vivenciou em sua fuga e tem uma revelação bombástica que a deixa mais confusa quanto ao seu papel no mundo depois da praga.

Em sua estadia no castelo, ela toma conhecimento de que há um grupo de dissidentes que precisa de seu acesso aos documentos internos do castelo para transitarem pela cidade sem serem vistos e assim conseguirem resgatá-la de seu destino.

Assim como o primeiro livro, a leitura é bem rápida e não tem muita enrolação. São quase 300 páginas em que tudo que acontece tem relevância. É interessante ver que a personagem principal evolui de acordo com as informações que ela recebe dos personagens secundários juntamente com as coisas que ela já sabe e já passou em sua jornada no primeiro livro.

Vejo uma certa influência de "O Conto da Aia" da Margareth Atwood nessa distopia, principalmente nessa questão das meninas serem enviadas para uma escola onde aprenderão a temer os homens e depois serão enviadas para outro prédio onde serão inseminada artificialmente para se tornarem procriadoras de um novo mundo. Eu diria que é "O Conto da Aia" com uma pegada menos política e mais adolescente. Vale a pena ler!




quarta-feira, 15 de junho de 2016

O fim de mais uma distopia! (Renata Lima)


Oi, pessoal, vocês lembram da Lucy, Chuva (Rain), Kyla ou Riley? Todas são a mesma pessoa, acreditem! E não, não estou falando de um livro de múltiplas personalidades, estou falando do último livro da trilogia Slated da autora Teri Terri chamado "Despedaçada", publicado aqui no Brasil pela Farol Literário. Se você quiser relembrar essa história, é só clicar aqui. 

Nossa Avaliação - 9.5
Nesse último livro, Kyla vai em busca de respostas que só sua mãe verdadeira - aquela que denunciou seu desaparecimento no site do DEA - pode lhe dar. Ela sofre uma transformação física, porque é procurada pelos Lordeiros, e ganha uma nova identidade (Riley) e é assim que consegue se infiltrar na república estudantil administrada por sua mãe. 

Mesmo estando fisicamente perto de sua mãe, Kyla não se sente conectada a ela e a medida que novas lembranças e resquícios do seu passado continuam a surgir, ela continua lidando com um quebra-cabeça difícil de ser montado. Que memórias são realmente suas e que memórias não são? Cada lembrança traz novas dúvidas. 

As pessoas continuam a desaparecer, entre elas Ben, mas logo Kyla descobre segredos irreveláveis sobre os Lordeiros e sobre sua própria descendência.

Tenho que dar todo o crédito merecido a autora. Ela realmente não só escreveu três livros interessantes, mas conseguiu segurar todos os segredos para revelá-los de uma forma magistral no último livro e fazer com que nada que a gente imaginasse realmente o fosse. 

Não sei se todos vão gostar do final, eu gostei. A série como um todo é nota 8,0, mas esse livro, sem dúvida, é o melhor de todos. Acho que porque o romance ficou em segundo plano em meio a tantas descobertas e Kyla finalmente tomou as rédeas e foi fundo para tentar descobrir sua verdadeira identidade e recuperar suas memórias.

Não quero falar muito para não dar spoiler dos livros anteriores, mas recomento bastante!!!

Vocês já leram? Deixei um recado pra gente!

Até a próxima!



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Contos complementam a série A Rainha Vermelha! (Renata Lima)



Antes de começar a falar desses contos, quero dizer que quase me enganei e comprei o livro "Coroa Cruel" achando que eram contos inéditos, quando na verdade é um livro com os dois contos "Canção da Rainha" e Cicatrizes de Aço" juntos e mais um trecho do novo livro da série A Rainha Vermelha que saiu ontem, chamado "Espada de Vidro".

Nossa Avaliação - 8.5
O primeiro conto, "Canção da Rainha" conta um pouco da história da rainha Coriane, a mãe do príncipe Cal. Através de seu diário pessoal, conhecemos sua família, suas ambições e sua inimiga Elara, que voltou-se contra ela depois que ela e o príncipe ficaram amigos.

É um conto interessante que mostra como os poderes dos prateados podem ser usados e como os interesses de Elara se mostravam claros desde o início: ela seria rainha, independente do príncipe ter descartado a Prova Real para se casar por amor. Ambiciosa e decidida, Elara, com seu poder de ler e controlar mentes, fará de tudo para ter o trono real.

Nossa Avaliação - 7.0
O segundo conto da série, "Cicatrizes de Aço", para mim foi bem chatinho. Esse conto narra a história de Farley e como ela se tornou uma figura importante dentro da Guarda Escarlate e foi incumbida da rebelião vermelha.

Em sua primeira operação no comando, Farley recruta membros para o ataque à capital sem saber que sua maior aliada já está dentro dos muros do Palácio Real. 

A melhor parte é o final, quando descobrimos que do que o irmão de Mare, Shade, é capaz de fazer e temos assim um vislumbre de tudo que ainda pode acontecer nessa série!

Logo eu volto para falar sobre o segundo volume "Espada de Vidro"!

Até a próxima!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Uma espiã vermelha entre prateados! (Renata Lima)


Nossa Avaliação - 8.5
Em "A Rainha Vermelha", uma distopia de Victoria Aveyard, o mundo é dividido pelo sangue. Os Prateados são a classe dominante e são divididos por Casas de acordo com os poderes que têm. Os Vermelhos não tem poderes, são a classe trabalhadora, condenados a viver nas periferias, a guerrear por eles e a servir os arrogantes Prateados.

Mare Barrow é uma jovem vermelha que sustenta a família com pequenos furtos até que um acontecimento a leva a servir aos nobres no Palácio Real durante as provas para a escolha da consorte do príncipe herdeiro.

Em meio a uma das provas, Mare desenvolve poderes jamais imaginados para uma vermelha na frente de todas as Casas Prateadas. O rei e a rainha a obrigam a entrar em um mundo de mentiras para que a notícia de que uma Vermelha tem poderes não agitar ainda mais a revolução vermelha que está por vir.

Eles criam uma história de que Mare foi criada como vermelha, mas que é a filha perdida de nobres de uma grande Casa há muito desaparecida. Para controlá-la, eles anunciam o casamento de Mare e do príncipe mais jovem, Maven.

Obrigada a viver no Palácio, Mare vê uma oportunidade de salvar seus irmãos da guerra e seus pais e irmã da miséria e então aceita a vida de luxos e regalias, mas também de aulas de etiqueta e de luta. O mundo de Mare muda para sempre, mas o pior ainda está por vir: a revolução vermelha quer Mare ao lado deles e ela vai precisar de todas as suas forças para fazer o papel de espiã, contando com ajudar inesperadas, fazendo amizades e sendo traída por quem ela menos esperara.

No meio disso tudo, ela precisa definir seus sentimentos por Cal, o príncipe herdeiro, Maven, seu noivo e Kilorn, seu amigo vermelho de longa data.

É, Mare, não vai ser fácil!

Confesso que algumas partes do livro me lembraram muito "Jogos Vorazes", principalmente quando ela vai passando pelas cidades que parecem distritos, e chega à capital, mas isso não tira o mérito do livro, que traz essa novidade de seres humanos com poderes (quase X-Men) que exploram os menos favorecidos. Surge também essa dúvida: porque Mare tem poderes, será que outros vermelhos também os têm? Será que são forçados a trabalhar e a sobreviver para não desenvolverem poderes?

Há muitos erros de revisão, mas no geral a tradução é boa, só precisa de um cuidado a mais da Seguinte. Uma coisa que não me atraiu muito foram as capas muito parecidas entre si, mas acho que a edição americana também é assim, então, paciência!

Ansiosa pelo livro dois, "A Espada de Vidro" que será lançado agora em fevereiro!

Por falar em livro dois, entre os livros estão sendo lançados contos, que realmente viraram moda, e complementam as histórias de outros personagens. Vou fazer um post só dos contos!

Por hoje é só!

Mentira! Esqueci de dizer que o livro vai virar filme, com provável estreia em 2018!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A vida às vezes nos permite consertar nossos erros.(Lucyclenia)


Atenção esta resenha poderá apresentar spoilers dos livros anteriores!
Quando soube que "Simplesmente Ana" e "De repente, Ana" teriam continuação fiquei mega ansiosa para ter o livro em mãos e devorá-lo. Terminei e vim correndo resenhar para vocês.

Nossa avaliação: 8.0
Apenas noves meses após o tão sonhado casamento da princesa Ana com o afilhado do rei Andrej, Alex, recebemos a notícia de que eles estão grávidos. 

Tudo ia bem até que no meio da noite Ana acorda Alex e avisa que chegou a hora do parto! O moço se desespera sem saber o que fazer e só se acalma ao ver o rostinho da sua pequena Elena, nome dado por causa dos seus cachinhos dourados, e apelidada carinhosamente de Slinko.
E foi impossível não amar aquele serzinho minúsculo e enrugado desde o momento em que olhamos para ela pela primeira vez.
Apesar de viver em meio à realeza e aprender a se comportar como uma verdadeira princesa, Elena herdou da mãe e da tia Marieva o coração humanitário, a vontade de fazer o bem ao próximo. Aos 19 anos, ela parte para a Nigéria mesmo contra a vontade dos pais a fim de trabalhar como voluntária em meio à pobreza extrema do país, com o objetivo de apresentar as crianças à língua inglesa e ao mundo fantástico da leitura.

Um belo dia, Ana, que já havia desistido de ter mais filhos, agora que já tem 43 anos, se descobre gravida novamente, e agora de gêmeos! A alegria só não é completa porque devido à idade já avançada a gravidez é de risco, o que lhe obriga a manter-se em repouso absoluto. Ao receber a ligação do pai pedindo sua volta para casa no intuito de apoiar a mãe em um momento tão especial, sem precisar pedir duas vezes, Elena arruma as coisas e volta depressa para Krósvia.

E ela não poderia ter voltado em melhor época: Luce, sua prima, filha da tia Marieva, está prestes a se casar, o que significa reunir toda a família para a cerimônia. O que Elena não esperava era que o seu primo e primeiro amor, Luka, também estivesse presente e apesar de saber que a paixonite não dará certo porque o cara é um tremendo galinha, ela ainda se sente abalada só com a notícia da volta dele à Perla. Surpreendentemente, no reencontro Luka não reconhece Elena, mas fica boquiaberto com tamanha beleza, enquanto ela se precavia para não cair novamente na lábia dele.

O que ninguém esperava, nem mesmo a minha pessoa, era que um país tão calmo e tranquilo, esteja prestes a entrar em guerra com o objetivo de abolir a monarquia! Não vou soltar mais spoiler, mas as coisa ficam feias por lá.
O perdão não isenta nossas faltas, mas permite que a gente conviva melhor com as culpas. Você deveria ter aceitado, querido. Teria sido mais fácil. Mas agora é hora de deixar tudo para trás e começar de novo.
Narrado em primeira pessoa, com capitulos intercalados entre Elena e Luka, o romance do novo casal em nada se compara ao da princesa Ana e Alex! Marina Carvalho decidiu inovar com cenas mais quentes, mas nada muito detalhado.

Uma das coisas que mais me encantou foi a relação de Ana e Elena, mãe e filha, confidentes e amigas. Apesar de fofo, o livro de Elena não me prendeu tanto quanto os de Ana, principalmente porque uma revolução estava acontecendo e pouco foi falado.

Apesar de tudo, indico a leitura. Continuo sendo fã da Marina e espero paciente e ansiosamente por novas histórias! 

No mais, a capa está linda!

Até a próxima.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Hora de tomar decisões importantes! (Renata Lima)


Atenção, essa resenha contém spoilers do primeiro livro da trilogia, intitulado "Eva" e resenhado aqui na semana passada!

No final do primeiro livro, Eva e Caleb finalmente conseguem fugir das garras dos guardas do rei, mas não sem antes precisarem cometer alguns crimes, inclusive assassinatos. No fim dessa odisseia, eles encontra um refúgio, mas Caleb não pode ficar, já que o local não aceita homens, e é obrigado a dizer adeus à Eva.

Nossa Avaliação - 8.0
Esse segundo livro, "Uma Vez", começa descrevendo o local onde Eva ficou e as pessoas que lá residem. Todos sabem bem suas responsabilidades e têm noção de que esconder uma fugitiva pode não ser um bom negócio e as coisas começam a se complicar quando uma nova pessoa aparece procurando refúgio. Depois de alguma deliberação, Eva é entregue aos guardas e logo está diante do rei, que tem uma revelação surpreendente a fazer, revelação essa que balança o coração de nossa protagonista.

Eva agora precisa decidir o que fazer da vida: assumir de vez seu papel na corte do rei ou continuar a ajudar os rebeldes, procurando por Caleb para fugir e viver a vida na clandestinidade.

Confesso que gostei muito mais desse livro do que do primeiro, apesar de continuar achando que a autora tem uma história muito boa na mão, mas acabou pecando um pouco na previsibilidade do desenvolvimento. A personagem Eva realmente tem uma boa evolução, assim como Arden e Caleb. Novos personagens dão mais dinamismo à história e a vida da elite x a vida dos trabalhadores é muito bem descrita.

A editora optou por manter as mesmas capas americanas e elas são bem interessantes porque realmente exploram cenas descritas nos livros! A edição em si também está muito boa, sem erros de tradução ou de revisão, mais um ponto para o selo Galera da Editora Record!

O terceiro livro da série, "Rise", ainda sem título no Brasil, deve ser publicado no final desse ano ou no início do ano que vem. Espero que a história continue na pegada desse livro para que o final não seja decepcionante e sim uma bela surpresa!

Até logo!


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Nada é o que parece. (Lucyclenia)


Olá, leitores! Hoje, vim resenhar para vocês o segundo livro de uma série que a Aline já resenhou aqui e que me interessei bastante: a série Legend. Como já tem a resenha dela do primeiro livro,"Legend", aqui, venho hoje falar do segundo livro, "Prodigy", um livro de linguagem simples, personagens cativantes e cheio de mistérios que com plena certeza irá prender vocês do início ao fim. Mas atenção: esta resenha poderá ter spoiler do livro anterior.
Nossa avaliação:  100
"Prodigy" é escrito em primeira pessoa, com capítulos intercalados entre Day e June, o que nos permite saber seus pensamentos e conflitos internos. Ele começa exatamente onde o livro anterior terminou: Day e June estão fugindo para Las Vegas para se encontrarem com os Patriotas, mas o que eles não esperavam é que o Primeiro Eleitor morresse e Anden, seu filho, assumisse o posto.
Cada segundo agora é uma ponte entre a vida e a morte.
Chegando em Vegas, eles descobrem que os Patriotas só ajudarão com uma condição: June deve voltar para a República, ganhar a confiança do novo Primeiro Eleitor, lhe contar um falso plano de assassinato e lhe levar ao local onde Day deverá assassiná-lo em uma morte que será transmitida para toda a América.

June consegue conquistar a confiança de Anden, assim como Anden conquista também sua confiança. Com a convivência ela passa a perceber que ele é o oposto do pai, é um jovem rapaz de coração bom que está disposto a salvar de vez a República. June então passa a desconfiar das verdadeiras intenções dos Patriotas.

Em quem confiar? Quem realmente é seu verdadeiro inimigo? Essa e outras dúvidas serão respondidas no decorrer do livro.

Pelo fato de estarem separados,  o romance entre June e Day dá uma esfriada e a ação toma conta de cada página. O amor e a confiança que ambos sentem um pelo outro serão postos a prova. Como ela poderá avisar a Day para abortar a missão sem que os Patriotas desconfiem? Será que Day aceitará  e entenderá essa sua decisão?

Marie Lu, a autora, mais uma vez prova que mesmo tão novinhos June e Day sabem muito bem se cuidar. June é uma jovem forte, inteligente, esperta e independente. Suas provas de amor a Day são feitas através de gestos simples e discretos, e muitas vezes até com poucas palavras. Acredito que a maior prova foi abrir mão de tudo para estar com ele, que nos conquistou no primeiro livro. Agora é a vez de June ser a nossa queridinha. 

Alguns mistérios são esclarecidos, outros se tornam ainda mais difíceis de desvendar. Descobrimos como foi o surgimento da República, como funciona a formação das Colônias, a necessidade de se haver provas, o uso das armas químicas, mas quanto à praga acredito que só iremos saber o porque dela em "Champion", o último livro da trilogia. 

Um livro cheio de traição, explosões, fugas, descobertas e capítulos de tirar o fôlego.

Simbora correr pra ler "Champion" e até a próxima!



terça-feira, 15 de setembro de 2015

A fuga da prometida do rei! (Renata Lima)


Nossa Avaliação - 7.0
"Eva", de Anna Carey, conta a história da protagonista que leva o mesmo nome do livro. Eva vive em um mundo distópico que foi assolado por uma guerra. Os sobreviventes vivem na Cidade da Areia sob o domínio de um rei que lhes fornece todo o necessário e o supérfluo. Mas também, claro, há rebeldes, contraventores e pessoas contra o governo que se espalham pelas periferias e pelas sombras da floresta. As meninas são enviadas para internatos até completarem a idade de 17 anos, quando se formam e teoricamente são enviadas à Cidade da Areia para exercer funções administrativas.

No entanto, pouco antes de sua formatura, Eva descobre que na verdade as meninas só são transferidas para outro prédio da escola onde serão submetidas à inseminações artificiais com o objetivo de repopular o mundo devastado pela praga e pela guerra.

Decidida a fugir, Eva precisa de toda a sua inteligência, mas se ressente de não poder levar consigo suas melhores amigas. Ela precisa fugir com Arden, a jovem que a alertou de que o futuro das formandas não seria tão interessante quanto ao que elas achavam. Eva praticamente odeia Arden, mas precisa dar razão à ela e aturá-la durante a fuga. Ensinadas desde sempre a temer os homens, Eva e Arden encontram Caleb e se surpreendem com as mentiras que lhes contaram a vida inteira.

A fuga de Eva não passou despercebida na escola e logo ela começa a ser perseguida por soldados do rei, descobrindo então que ela estava prometida ao soberano da nação e que o rei não vai descansar enquanto não recuperá-la.

A história pode parecer um tanto simples e bobinha, mas é bem interessante, bem narrada e o livro acaba bem rapidinho! A autora soube criar um universo distópico bem diferente dos já apresentados e traz personagens intensos e complexos. Não é um livro maravilhoso, mas é legal, vale a pena ler!

Logo mais voltaremos com o segundo livro da série, intitulado "Uma Vez"!



quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Um final decepcionante para uma trilogia promissora. (Renata Lima)


A resenha de hoje é sobre o terceiro e último livro da série distópica Sozinhos de James Phelan, então se você não leu o livro 1 "Caçadores" nem o livro 2 "Sobreviventes", é melhor não ler esta resenha porque ela contém spoilers desses livros!

No final do livro anterior, Jesse reencontra Caleb e reafirma sua necessidade de sair de Nova York e procurar um lugar mais seguro juntamente com suas amigas sobreviventes Felicity e Rachel, que estão escondidas no Zoológico. Caleb afirma ter encontrado um assentamento com pelo menos 50 sobreviventes e diz a Jesse onde podem encontrá-los. No meio do caminho, porém, os rapazes encontram o mesmo comboio do exército que Jesse havia encontrado anteriormente, mas desta vez o comboio é atacado, liberando o vírus de um míssil recuperado pelos soldados e que não havia sido detonado no primeiro ataque. Nessa liberação do vírus, Jesse é contaminado e vira um Caçador.

Nossa Avaliação - 5.0
No livro "Quarentena", Jesse finalmente encontra outros sobreviventes, mas será preciso mais do que palavras para convencê-los a abandonar o local que eles consideram um porto-seguro e seguir para fora da cidade. O local é "administrado" por um médico, que vê perigo ao expôr a família e os sobreviventes às ruas devastadas de NY e um padre, que é a favor da migração para o Norte.

Por alguns dias, Jesse precisa deixar suas amigas e conviver com essas pessoas em meio a tensão constante, a ataques iminentes e a perigosas incursões pela cidade. Ele também precisa descobrir se há uma cura para Caleb e onde ele está. Ainda existe consciência na mente de um infectado? Apesar de tê-lo atacado, o Caleb que ele conhece está em algum lugar dentro daquele corpo?

O que me decepcionou no livro é que nos primeiros 70% ele caminha para um lado interessante. Os sobreviventes estão reticentes em deixar seu abrigo, há uma série de túneis sob o Central Park que pode tirá-los de lá, mas os Caçadores vivem no Central Park, então o que fazer? Tudo parece muito interessante - apesar de arrastado demais - até que acontece algo que vira o livro em uma direção completamente diferente e só aí aparece a questão da quarentena.

Não digo que não valeu a pena, porque a série é legal, bem escrita, mas a tradução deixa muito a desejar. Os 15% finais trazem a resolução de uma história que se arrastou por três livros curtos que poderiam ser resumidos em um único livro de 300 páginas, talvez até menos.

Não é uma distopia ótima. O final foi bem decepcionante, mas o argumento é interessante e quem sabe não pode ser reaproveitado pelo autor em outro projeto.

Quem já leu, deixe sua opinião!

Até a próxima!


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Mais sobreviventes, mais dúvidas... (Renata Lima)


Atenção: Essa resenha pode conter spoilers do livro anterior da trilogia Sozinhos, intitulado "Caçadores".

No livro anterior, acompanhamos Jesse e seus amigos tentando sobreviver nos escombros de Nova York após um suposto atentado terrorista. No final do livro anterior, eles decidiram deixar a segurança do prédio 30 Rock e se aventurar nas ruas buscando informações e uma possível saída da cidade. Tivemos também uma revelação de cair o queixo e agora seguiremos com Jesse e os demais sobreviventes nesse mundo caótico.

Nossa Avaliação - 8.0
Logo no início do livro, Jesse encontra abrigo em uma construção e lá encontra o diário em vídeo de uma jovem chamada Felicity. No diário, Felicity afirma que iria tentar encontrar outros sobreviventes no Central Park e preciso lembrar que Jesse não tem boas lembranças do Central Park, onde encontrou um tipo diferente de Caçadores: seres inteligentes, diferente dos demais Caçadores que só querem beber desarvoradamente.

Jesse deixa uma mensagem para Felicity e abandona o local, encontrando não apenas Caçadores no meio do caminho, mas também um comboio de supostos soldados que parecem saber um pouco mais sobre o que acontecem a Nova York, mas não têm informações suficientes sobre a praga que assolou o local. O mundo inteiro está infectado? Eles não sabem. Há locais seguros, livre da doença? Eles também não sabem, mas recomendam que Jesse vá para o Norte, onde é mais frio. Parece que a doença não sobrevive ao frio sem um hospedeiro.

Os soldados, entretanto, não aceitam levar Jesse com eles e, mais uma vez, nosso herói se vê perseguido pelos Caçadores inteligentes e acaba entrando em um zoológico, onde encontra mais uma sobrevivente: Rachel, uma jovem que tem mantido os animais limpos e alimentados, mas não por muito tempo.

Na tentativa de ajudar Rachel a alimentar os animais, Jesse deixa o zoológico e, novamente perseguido, é salvo por Caleb, um jovem que vive na livraria em que trabalhava em meio aos livros e aparatos tecnológicos como videogames e filmes.

Agora Jesse, Caleb, Rachel e Felicity precisam decidir o que fazer: abandonar a cidade de Nova York e seguir para o gélido Norte ou manter o esconderijo no zoológico, fortificando as instalações e alimentando os animais enquanto sobrar comida?

Mais um livro interessante e rápido de ler, apesar da história um pouco arrastada e da minha total e completa descrença na personagem de Rachel. O mundo está acabando, há humanos caçando humanos e ela está preocupada com os animais do zoológico? Surreal. Mas, claro, ela está abalada psicologicamente e se apegando ao pouco de razão que resta em seu mundinho, fazendo das tarefas repetitivas do dia a dia uma espécie de terapia ou uma forma de negação. Enquanto ela mantiver a rotina, tudo permanece igual, então o mundo não mudou. 

De certa forma, Caleb também faz isso ao não abandonar o local em que trabalhava antes, apesar de ele sair e fazer excursões constantes ao resto da cidade. Caleb sabe o que está acontecendo, Rachel está em negação, Felicity e Jesse têm urgência em conseguir notícias, encontrar outras pessoas. O que eles decidirão fazer? Como convencer os outros de que NY oferece mais perigos do que abrigo? Saberemos no final do livro.

Os problemas de tradução e revisão continuam, acho que a editora Fundamento tinha que fazer uma nova e mais cuidadosa revisão em seus livros! Apesar disso, a história prende e vale a pena. Vou engatar o terceiro livro e volto pra falar do último e derradeiro livro dessa história.

Até a próxima!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Metade zumbi, metade vampiro em uma nova trilogia! (Renata Lima)


Hoje vamos falar do primeiro livro da série Sozinhos de James Phelan, publicado no Brasil pela Editora Fundamento, a mesma editora que publicou a incrível série "A 5a Onda".

Nossa Avaliação - 8.0
Nessa distopia, conhecemos a história de Jesse, um jovem australiano que está em Nova York fazendo um intercâmbio na ONU. Neste intercâmbio, ele conhece outros três jovens: Dave, Anna e Mini e os quatro se tornam inseparáveis nos dias seguintes, até o fatídico do "ataque".

Os jovens estão no metrô quando de repente há um abalo e uma forte explosão que lança uma imensa bola de fogo contra o vagão. Ao sobreviver ao acidente, os jovens nem imaginam o que está acontecendo na superfície, mas ao acessá-la descobrem que houve algo de muito errado: prédios estão desabando, túneis estão em chamas, a cidade está um caos.

Inicialmente aliviados ao encontrar um grupo de pessoas, os jovens descobrem que esse grupo está infectado com algum tipo de doença que faz com que eles tenham uma necessidade intensa de líquidos. Poças de água, água do mar, água de rios e, na ausência de água, sangue. Eles passam a perseguir pessoas que tenham algum corte ou que exibam sangue nos ferimentos.

Assustados, eles decidem se refugiar em um dos prédios mais altos de Nova York, o 30 Rock, que tem um observatório com grandes binóculos no 67o andar. Lá, encontram um restaurante onde passam a dormir, fazer suas refeições e vigiar a cidade em turnos para planejar cautelosamente suas excursões em meio aos escombros, procurando uma saída.

O livro é legal, rápido de ler, interessante, mas acontece exatamente a mesma coisa que aconteceu no livro "A 5a Onda": há problemas de tradução e de revisão. O tempo verbal se alterna sem necessidade e há erros ortográficos que tiram a concentração. Por ser um livro bem curto e muito fácil, acho tais erros inaceitáveis e portanto dei nota 3 para o livro como um todo, apesar da história (principalmente a reviravolta do final) merecer uma nota maior.

Independente disso, já engatei na leitura do segundo livro, "Sobrevivente", e pretendo engatar no terceiro, "Quarentena", então provavelmente na semana que vem eu volto para contar pra vocês se vale a pena investir na leitura dessa trilogia!

Até mais!


terça-feira, 9 de junho de 2015

Preparem-se: uma nova seleção vai começar! (Lucyclenia)


O livro "A Herdeira" começa vinte anos depois do livro "A Escolha". Maxon e America se casaram e juntos tiveram quatro filhos: os gêmeos Eadlyn (futura rainha de Iléa por ser a primogênita) e Ahren (que nasceu exatamente sete minutos após Eadlyn), Kaden e Osten.

Nossa avaliação - 100
A narração do livro fica por conta de Eadlyn, uma menina linda, independente, inteligente e super esforçada, que sabe que sempre precisará dar o seu melhor. Ela é determinada e não admite fracassos.

Quem leu os livros anteriores sabe que Maxon tanto lutou que conseguiu o fim das castas, só que mesmo depois de tanto tempo a população de Iléa continua a julgar um ao outro de acordo com o passado de cada família. Revoltas, infelizmente, voltam a acontecer e agora Maxon, America e principalmente Eadlyn, que está treinando para assumir o reinado, precisam encontrar uma solução o mais rápido possível antes que as coisas piorem de vez.

Enquanto não descobrem o que fazer, para amenizar e distrair a população, mesmo contra a vontade da futura rainha, é proposto que haja uma nova Seleção: serão sorteados 35 garotos de toda Iléa (como a Seleção que todos já conhecem). O problema é que a futura rainha colocou na cabeça que não precisa de um homem para ajudá-la a governar o país. Ela não deseja se casar e consegue fazer um acordo com os pais: não vai se casar com nenhum dos selecionados se não conseguir se apaixonar.

Será que alguém conseguirá amolecer o coração da princesa? 

Eu amei o livro! Se for colocar na balança, na verdade, todos os livros têm pesos iguais, mas uma coisa me incomodou: America não parecia ser aquela que conhecemos nos livros anteriores, ela pouco aparece aqui e está sempre muito serena, calma, tranquila... Tudo bem que vinte anos se passaram e que as pessoas amadurecem, mas pareciam duas pessoas diferentes. 

Se eu tenho um selecionado preferido? Por incrível que pareça NÃO. Acho que nesta seleção a decisão vai ser mais difícil porque uns cinco ou seis parecem ser bom partido.

E o final? Gente do céu, quase tive um troço. Passamos tanto tempo esperando essa resolução e a autora Kiera Cass vem e apronta uma dessa. PRE-CI-SO da continuação para ontem! Mas não adianta chorar, espernear, arrancar os cabelos, só nos resta sentar e ler outros livros enquanto a Kiera não acaba a continuação, que só deve sair em 2016 nos EUA e ainda não tem título!

Espero que tenham gostado da resenha sem nenhum spoiler.

Leiam e comentem aqui o que você achou.

Até a próxima pessoal.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Um livro cansativo que melhora no final! (Renata Lima)


Antes de falar sobre esse livro, é melhor eu dizer que tentei lê-lo umas três vezes e em todas elas ele foi abandonado na mesma parte, em torno de 25% do livro. A história não me prendia, os eventos demoravam a acontecer, eu já tinha visto o filme, o que geralmente não faço (ver o filme antes de ler o livro), mas aí veio a Carola do Desafio das Estrelas e fez a gente ler um livro que tinha abandonado e, apesar de ter muitos para escolher, resolvi dar uma quarta chance a esse livro porque a maioria das pessoas considerava o livro bom ou ótimo e eu tinha que entender o motivo disso.

Nossa Avaliação - 7.5
A história de "A Hospedeira" livro da Stephenie Meyer (sim, a autora de Crepúsculo) publicado aqui no Brasil pela Intrínseca é uma distopia que se passa num futuro onde alienígenas são como parasitas que tomam corpos de humanos até que um dia a consciência desse humano desapareça e fique somente a entidade alienígena ali dentro.

A protagonista do livro na verdade são duas pessoas distintas vivendo no mesmo corpo: Melanie, humana e parte da resistência terráquea que foi capturada e parasitada, e Peregrinas, a alienígena parasita que não consegue controlar a terráquea que está parasitando e que luta com unhas e dentes para não "sumir" dentro do próprio corpo. Essa é a sacada mais interessante do livro... talvez a única na verdade.

Ao resistir à presença da Peregrina em seu corpo e sua mente, Melanie faz com que a entidade alienígena comece a compreender e vivenciar características e principalmente emoções humanas tornando Peregrina um ser de sensibilidade aflorada e paixões à flor da pele, seja através do amor fraternal que ela tem pelo irmão ou pelo amor carnal que ela sente por Jared.

Ao escapar para se unir à Resistência e encontrar o irmão e o namorado, Melanie/Peregrina precisam fugir da Buscadora, uma alienígena cruel e especialista em localizar inserções problemáticas. Até aí, tudo muito interessante, cenas de ação, apesar do eterno divagar de Melanie/Peregrina, e uma história que teria tudo pra engatar.

A chegada à Resistência é cercada de desconfiança e hostilidade, juntamente com uns capítulos que parece que nunca vão acabar e com cenas completamente desnecessárias que não contribuem em nada para o desenvolver ou para as resoluções posteriores e um entra e sai de personagens que não passavam de nomes, destacando apenas um ou outro e, é claro, Ian, o príncipe encantado que forma o quadrado amoroso Melanie/Peregrina, Jared e Ian.

Obviamente Melanie/Peregrina estão sendo procuradas ininterruptamente e alguma coisa vai dar errado. Não temos como torcer por uma sem torcer pela outra e existe um "tcharam" de surpresa no final que convence e acaba deixando o livro melhor do que ele realmente é só por ter fornecido um final convincente e interessante.

Não sei se o problema do livro é a narração da Stephenie Meyer propriamente dita, como sugerido por algumas pessoas. Na minha opinião, o problema do livro está no excesso de páginas, no excesso de diálogos e cenas absolutamente descartáveis, no excesso de confiança de ter uma história muito interessante nas mãos, mas no fundo não saber exatamente o que fazer com ela. Há conflitos esmiuçados sem necessidade e outros, com carga dramática melhor, descartados sem desenvolvimento adequado.

No final, não achei o livro ruim, mas também não adorei e nem sei se leria novamente.

Apesar das mudanças, que são inevitáveis, essa é uma das raras exceções em que prefiro o filme, mas pelo menos é um livro que saiu da minha lista de abandonados, certo? Já serviu para alguma coisa!


sexta-feira, 17 de abril de 2015

O mundo como o conhecemos acabou! (Renata Lima)


Nossa Avaliação - 7.5

"A Vida Como Ela Era", da autora americana de 67 anos Susan Beth Pfeffer, publicado no Brasil pela Editora Bertrand Brasil, é o primeiro livro da série Os Últimos Sobreviventes. Ela conta com quatro livros distópicos muito diferentes das distopias que temos visto até hoje, apesar de trazer na capa uma alusão, muito equivocada, diga-se de passagem, à trilogia Jogos Vorazes.


Neste primeiro livro, através de diários, conhecemos Miranda, uma jovem vivendo o dia a dia de uma estudante do Ensino Médio que tem duas amigas: a periguete Sammi e a cristã fervorosa Megan, mas as três se afastaram bastante depois da morte de Becky por uma doença que não é nomeada, mas que eu acredito que tenha sido câncer. 

Miranda se sente um tanto solitária, já que seu irmão, e melhor amigo, Matt está na faculdade e o irmão mais novo, Jonny não pensa em outra coisa senão jogar beisebol quando for mais velho.

A normal e pacata vida de Miranda sofre uma pequena reviravolta quando o pai anuncia que sua segunda esposa, Lisa, está grávida. Apesar do divórcio e da distância, os pais de Miranda tem uma relação de amizade, a mãe está conhecendo o médico da cidade, Peter Elliot. Miranda acredita que todos têm alguém, menos ela e diz que sua vida está estagnada, mas tudo isso muda quando um asteroide colide com a lua.

Inicialmente aquele seria um fenômeno normal e os astrônomos não estavam preocupados porque asteroides atingiam a lua o tempo todo, embora esse fosse um pouco maior, mas o evento poderia ser visto a olho nu, então as pessoas começam a organizar festas nos telhados, montar telescópios nas ruas e nos noticiários não se fala em outra coisa. Mas na noite do dia 18 de maio quando o asteroide finalmente atinge a lua, os estragos são bem maiores do que os astrônomos previam e, além de bater na lateral lunar, o asteroide empurra a lua para mais perto da terra, inicialmente influenciando nas marés e gerando tsunamis por toda a costa mundial dizimando ilhas, cidades, estados e até mesmo países inteiros.

A proximidade da lua assusta bastante, mas na cidade de Miranda não há muita diferença a não ser o fato da maioria das emissoras de TV e rádio saírem do ar, assim como as linhas de telefonia fixa e celular não funcionarem, provavelmente devido ao congestionamento. No dia seguinte a lua ainda aparece no céu, mas todos seguem normalmente para a escola, mas uma tempestade nunca vista antes começa e a mãe de Miranda vai pegá-la na escola, levando-a direto para fazer compras emergenciais juntamente com Jonny e a vizinha, a idosa Sra. Nesbitt. O mercado está vendendo o carrinho cheio a 100 dólares, e é um leve o que puder, com pessoas brigando por causa de carrinhos e de produtos.

A gasolina começa a aumentar vertiginosamente e é aí que começa a negação da nossa personagem principal, achando que tudo vai ficar bem e que ninguém deixaria as pessoas sem gasolina para passar o inverno, dali a mais de seis meses.

Miranda é a típica americana mimada que só pensa em si mesma e é alheia aos acontecimentos ao redor do mundo, o que deixa o livro um tanto auto-centrado na figura dessa família, não dando uma visão mais ampla dos acontecimentos mundiais, a não ser pelos raros relatos da mãe, que ouve rádio quase todos os dias enquanto há transmissões. Claro, essa postura vai mudando com o passar do livro, mas há tantas discussões inúteis, atitudes infantis e frases do tipo "minha mãe ama mais Matt e Jonny", "tudo é para eles e nada para mim", "ela acha que eu sou fraca e não sobreviveria sozinha" que irrita e torna quase impossível a missão do leitor de se identificar com ela. O ápice foi "vai ser um verão quente sem ar-condicionado"... filha, o mundo está morrendo! 

Claro que com o tempo as coisas só pioram: a energia vai embora de vez, terremotos e maremotos começam a atingir outros lugares, mosquitos começam a disseminar doenças e, apesar disso tudo isso, Miranda ainda consegue levar uma relativamente normal e desenvolver uma relação afetiva com Dan, um rapaz de sua equipe de natação, até que os dias passam a ser mais escuros porque vulcões começam a entrar em erupção e a espalhar cinzas por toda a parte. Agora sim, a vida como ela era praticamente não existe mais!
Às vezes penso como a vida costumava ser. Nunca fui a lugar algum, não longe de verdade. Fui uma vez à Flórida e visitei Boston, Nova York, Washington, Montreal e só. Queria ir para a América do Sul, para a África. Sempre achei que isso seria possível algum dia. Mas meu mundo está cada vez menor. Sem escola. Sem lago. Sem cidade. Sem quarto. Agora não tenho nem mesmo a vista das janelas.
Com um estoque limitado de água e comida, com o inverno chegando e pulando refeições, nos preocupamos com essa família, com a família do pai de Miranda, com Peter e com a idosa sra. Nesbitt, que se recusa a deixar sua casa e ir para a casa de Miranda, mas ainda sim sentimos que o ritmo lento do livro prejudica a leitura. Em algumas partes eu me perguntava:  "sim, e daí?" para depois me lembrar que nem sempre tudo que se escreve num diário é relevante para outras pessoas.

Algumas partes do livro poderiam ser suprimidas, como por exemplo o encontro de Miranda com seu ídolo maior, o patinador Brandon, em um lago congelado. Nem ela mesma sabe se foi real ou imaginação, mas o fato é que ela fala em Brandon o livro todo e quanto finalmente tem a chance de encontrá-lo mais vezes, ela simplesmente para de ir até o lago, algumas vezes com motivo, mas outras vezes sem qualquer razão, no mínimo irrelevante para o resto da história.

O interessante desse livro é lê-lo nas entrelinhas através dos diálogos que Miranda tem com outras pessoas, como por exemplo o guarda que alerta que garotas não devem mais andar sozinhas pela cidade, e das cartas que chegam quando o pai dela e a esposa, Lisa, se arriscam a ir para o sul para ficaram com os pais de Lisa. As cartas falam sobre restrições de viagem, sobre milícias cercando fronteiras, sobre campos de refugiados, finalmente mostrando, mesmo que bem pouco, uma visão mais ampla da tragédia que se desenrola mundo afora.

A edição do livro é super bem feita e só encontrei uns poucos erros, como por exemplo trocar o nome do personagem de Jon para John uma ou outra vez, e um posicionamento duvidoso de vírgulas em frases muito pequenas, que são comuns no inglês. Fora isso, adorei o desenho da casa que abre todos os capítulos e as pequenas diferenças nesses desenhos que vão aos poucos se desintegrando à medida que o mundo também vai. Super interessante.

Como entretenimento, o livro é bom e vale a pena. Ouvi dizer que os livros posteriores são bem melhores, então já estou ansiosa pelo segundo volume. Espero que a Pandorga não demore muito a lançar!

segunda-feira, 30 de março de 2015

O Inimigo está mais perto do que você imagina... (Renata Lima)


Antes de começar a falar desse livro, devo alertar sobre os possíveis e inevitáveis spoilers sobre o primeiro livro da série "A 5a Onda". Se você ainda não começou a série A 5a Onda, não leia esse post!

No primeiro livro da série, houve uma invasão alienígena e os humanos foram dizimados em 4 ondas: um pulso eletrônico que acabou com nossa eletricidade e todos os eletrônicos, matando meio milhão de pessoas, uma alteração nas placas tectônicas, provocando maremotos e terremotos, varrendo assim 40% da população mundial (ou certa de três bilhões de pessoas) que viviam a 90km do litoral, uma doença que se espalhou matando a população restante e deixando para a quarta onda, os Silenciadores, a tarefa de eliminar os 3% de humanos que restaram.

Nossa heroína, Cassie, foi tratada e resgatada por um Silenciador, Evan, e, com ele, ela pôde resgatar seu irmão Sam do campo de treinamento que também serve como base da ofensiva alienígena. No campo também está nosso segundo mocinho Zumbi ou Ben Parish, um jovem que estudava com Cassie na época do colégio e descobre que o campo está, na verdade, treinando os humanos para serem a quinta e derradeira onda. Lá, os humanos sofre uma lavagem cerebral chamada País das Maravilhas e recebem um implante que "marca" os alienígenas (que na verdade marca os humanos sem o implante que eles devem matar).

Nossa Avaliação - 9.0
Depois do difícil resgate de Sam com a ajuda de Evan e dos companheiros de esquadrão de Zumbi, agora, em "O Mar Infinito", os jovens sobreviventes precisam se agrupar e se esconder, mesmo sabendo que não existe lugar no mundo longe das garras do comandante Vosch. Eles precisarão enfrentar a fome, o frio, os iminentes ataques, a difícil convivência entre os membros.

Cassie precisa convencer os outros de que Evan não é o inimigo e de que ele vai voltar do ataque à base e portanto eles precisam ficar no ponto de encontro marcado! Especialista, a amiga de Zumbi, discorda e vai buscar um lugar mais escondido no meio da floresta sem saber que está sendo seguida por amigos e inimigos, o que resulta não só na sua captura, mas também em uma transformação impressionante que nos deixa chocados!

No meio disso tudo, os jovens começam a se questionar sobre a necessidade alienígena das cinco ondas para derrotar os terráqueos tão frágeis. Por que infligir o terror e a doença, por que causar tanto pânico e destruição? Por que não acabar com os humanos em uma única e derradeira onda que deixaria o planeta disponível para eles?

Não quero contar muito sobre o livro porque o livro é muito curtinho, dinâmico, muito rápido de ler e tem ação do início ao fim, o que prende o leito e faz com que a gente não queira mesmo parar em determinado capítulo, nos impulsionando a ler "só mais um capítulo" até chegar ao final.

Quanto à parte editorial, está 90% melhor do que a do livro anterior, mas em alguns momentos existe uma incompatibilidade entre presente e passado. Umas poucas vezes, a narração oscila entre presente e passado causando uma certa estranheza, mas isso não prejudica a leitura.

Para quem gosta de distopias, garanto que essa série se destaca! Leia e você não vai se arrepender!


sexta-feira, 27 de março de 2015

"Não abra os olhos", o melhor subtítulo ever! (Renata Lima)


Nossa Avaliação - 9.5
Em "Caixa de Pássaros" o mundo enlouqueceu depois que pessoas começaram a atacar e matar outras pessoas depois de verem alguma coisa que ninguém sabe exatamente o que é. Pais mataram seus filhos e depois tiraram a própria vida, estranhos atacaram outros estranhos no meio da rua. O pânico se espalha, várias teorias surgem na TV e na internet, os acontecimentos pipocam em várias partes do mundo e o governo só diz para os cidadãos trancarem suas portas.

No meio de tudo isso, Malorie está trancada em casa com sua irmã Shannon e acaba de descobrir que está grávida. É uma gravidez não planejada, mas ela pretende levá-la até o fim, mesmo sem conseguir contato com o pai da criança no meio do caos que se instalou.

Presas dentro de casa, as irmãs sobrevivem por um tempo até que Shannon se mata no banheiro e Malorie lembra de ter visto um anúncio de um abrigo no jornal e resolve procurar essas pessoas para não morrer sozinha.

Ao abandonar sua casa, tentando manter ao máximo os olhos fechados e ainda sim dirigir por quilômetros, Malorie encontra um mundo abandonado, onde pessoas fecharam as janelas de suas casas cobrindo-as com madeiras ou cortinas escuras para não ver o que está do lado de fora. Não há som, não há nada que indique que ainda há vida lá fora.

Chegando ao abrigo, Malorie descobre que o mesmo foi idealizado por George, agora já falecido, e que outras pessoas atenderam ao seu chamado, assim como ela: Don, Tom, Cheryl, Jules e Felix. Posteriormente também aparece outra grávida, Olympia. Aos poucos, esses tantos estranhos começam a viver em harmonia, mas com o medo permeando cada ação deles, desde as excursões em busca de comida longe até pegar água no poço ali perto, tudo isso vendados. Mas como nada é perfeito, surge um homem misterioso chamado Gary que pode mudar tudo isso.

Em paralelo à história de Malorie dentro da casa, (na verdade os capítulos se alternam entre presente e passado) temos a história da própria Malorie mais velha e com duas crianças de quatro anos, nomeadas apenas como Garoto e Menina, que precisam deixar a segurança da casa (do abrigo) e descer o rio em busca de comida e melhores condições de vida. 

Aos poucos vamos descobrindo o que houve com os antigos moradores da casa e também como Malorie criou Garoto e Menina, privando-os da luz do dia, nunca permitindo que andassem sem vendas do lado de fora da casa. Agora, na descida do rio, eles são os ouvidos da mãe, sendo a audição o sentido mais apurado que os dois têm.

Esse é mais um livro que quanto mais se fala, mais se revela, e o interessante dele é a novidade, aquilo que a gente não espera, o medo do que a gente não pode ver. Um trabalho narrativo primoroso de Josh Malerman que, de acordo com as últimas notícias, está escrevendo uma continuação, e um trabalho editorial muito bem feito, com pouquíssimos problemas, da Intrínseca, a começar por essa capa um pouco diferente da original, mas igualmente instigante! 

Muito ansiosa para ler o segundo livro!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Nunca julgue um livro pela capa... (Lucyclenia)



Nossa Avaliação - 100
"A Seleção" é o primeiro livro da trilogia homônima escrito por Kiera Cass. A história se passa em Illéia, onde costumavam ser os Estados Unidos, agora um país dividido em oito castas, onde uma pessoa da casta oito é a que tem uma vida mais sofrida em relação às outras castas e as da casta um fazem parte da família real. 

America Singer, uma ruiva rebelde de 16 anos, é uma garota da quinta casta que vive com a família de uma forma simples e humilde. Eles têm que lidar todos os dias com a falta de comida. Todos eles são artistas, sendo ela uma incrível musicista, e trabalham para as castas mais ricas, se apresentando em festas de casamento e aniversário. Desde que seus dois irmãos mais velhos saíram de casa ela assumiu total responsabilidade como a irmã mais velha da casa em ajudar seus pais a conseguir o sustento da família. 

De todos ela esconde um segredo: ela é apaixonada por Aspen, um rapaz da sexta casta, e, por ele ser de uma casta inferior, o namoro de dois anos entre eles é às escondidas. Ela acredita que juntos ele podem enfrentar de tudo para fazer esse amor dar certo, mas Aspen acha que nunca poderá dar uma vida digna à sua amada e termina o relacionamento.

Nesse meio tempo, o príncipe Maxon acaba de atingir a maioridade e deverá se casar. Certo dia, America, assim como todas as garotas em idade apropriada, recebem um convite para se escreverem na Seleção: 35 garotas de todo o país serão selecionadas para viver no palácio por um tempo, enquanto o príncipe escolhe qual delas será sua princesa. Tudo isso televisionado e exibido à nação em tempo real.

Preocupada com o sustento da família, América acaba se inscrevendo, ainda que seu coração pertença a Aspen. No fundo, ela não tem esperanças de se tornar princesa. Porém, como sempre, o destino interfere e adivinha o que acontece?

Assim como acontece com todos os livros que leio, não li nada a respeito deste antes de começar a leitura. Achei totalmente viciante e na mesma hora em que terminei de ler a última página já peguei o conto que vem logo depois do livro para continuar dar continuidade à série. Li ambos em apenas um domingo, só pra vocês terem noção. 

O que é o príncipe Maxon, gente? Que homem perfeito, exatamente tudo o que uma princesa iria querer. Eu ria, ficava triste e queria certas vezes bater em um ou dois personagens por sua teimosia, como por exemplo na Celeste, rival da America. Outra personagem que me conquistou desde a primeira página foi a América, sabendo demonstrar a sua coragem e seu lado extrovertido e engraçado.
Eu não vou lutar. Meu plano é aproveitar a comida até me expulsarem.
É um livro bem leve, com personagens simples e uma história sem muitas novidades, mas é impossível não se envolver. Cada um dos personagens deixa transparecer o seu jeito de ser, o seu EU interior e isso é tão explicito que o leitor acaba torcendo por todos e não sabe se fica triste por um ou feliz pelo outro. 

Por que coloquei esse titulo no post? Nós leitores costumamos escolher o livro pela capa, alguém ao se deparar com esta belíssima capa pode até imaginar "Ah! É um daqueles contos de fadas tipo Cinderela". Pois bem, você está muito enganado. Este livro te prende do inicio ao fim, você não consegue parar de ler e quando terminar, pode ter certeza, você irá querer como vai terminar está história.

Super, super, super indico.

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Acima, falamos do livro "A Seleção" e agora falaremos do conto "O Príncipe", que tem início nos dias antecedentes à Seleção das 35 garotas que entrarão na luta para conquistar não só o coração do príncipe, como também a coroa real. O texto abaixo PODE CONTER SPOILERS!

Nossa Avaliação - 100
Escrito sob o ponto de vista do Príncipe Maxon, esse conto mostra como ele está despreparado e inseguro quanto à decisão que tem que tomar. Antes de 35 garotas serem escolhidas para participar da Seleção, Maxon já rondava de um lado para o outro, sem saber como agir: as exigências do pai, os conselhos da mãe, tudo o deixava ainda mais nervoso. Escolher a futura esposa e ainda por cima em um programa transmitido pela TV, não seria uma tarefa fácil e ele tinha plena consciência disso. Ele está com os nervos à flor da pele, mas deve ser forte, seguro e manter suas dúvidas trancadas a sete chaves em seu coração.

Em meio a tantos fatores de estresse, ele ainda tem que lidar com a festa organizada para comemorar seu aniversário de 19 anos. Neste grandioso evento ele reencontra Daphne, princesa-herdeira da França e é então que descobre que a moça morre de amores por ele e está desconsolada por descobrir que não tem mais chance nenhuma com ele. 

Nos deparamos então com uma grande revelação: a Seleção não é aleatória como somos levados a acreditar no primeiro livro, sendo, portanto, o pai de Maxon, rei de Illéia, quem seleciona as garotas que acha que têm mais chances, incluindo algumas outras de castas inferiores para que ninguém desconfie. É por este motivo que America é escolhida.

Maxon, por sua vez, não sabe de nada e no dia seguinte precisa conhecer as selecionadas, mas America causa confusão com os guardas, o que faz com que Maxon desça para verificar o que está acontecendo. Assustado com a sinceridade e raiva que ela deixa transparecer, Maxon se encanta por ela e por sua beleza estonteante.
Ela não pareceu notar minha aproximação, então esperei ali por uns momentos até que ela levantasse o olhar. Depois de um tempo, comecei a me sentir constrangido. Imaginando que ela ao menos gostaria de me agradecer, tomei a palavra:
- Está tudo bem, minha querida?
- Eu não sou sua querida – ela replicou, lançando um olhar de raiva.
Se o pai de Maxon soubesse que America é totalmente rebelde e que a falta de interesse em ser selecionada é justamente o que chama a atenção de Maxon para ela, ele não a teria escolhido para ser uma das 35, com certeza! 

Neste conto, temos a oportunidade de conhecer melhor a Rainha que aparentemente demonstra ser bastante protetora com relação ao único filho. Fica bem claro que a educação e o respeito do príncipe foram herdados dela, já o Rei, pelo contrário, só se interessa pelas questões políticas do país ou pelas necessidades e questionamentos do filho, que está a se perguntar: "E se eu não conseguir amar nenhuma delas? E se eu me apaixonar por todas e não conseguir escolher apenas uma?"

Adorei o conto. Fiquei ainda mais apaixonada pelo Maxon. Adorei ver os acontecimentos sob seu ponto de vista.

Sugiro que você leia "O Príncipe" logo depois de "A Seleção", ao meu ver as informações se completam já que o primeiro livro é narrado pela America e o conto por Maxon.

Em breve voltaremos com a resenha do próximo livro da série: "A Elite".

Beijos.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Humanos reinicializados viram Reboots (Renata Lima)


Nossa Avaliação - 8.0
Em um futuro distante, um vírus conhecido como KDH matou grande parte da população. Algumas pessoas, porém, em sua maioria os jovens, tiveram uma reação diferente ao vírus e, em vez de simplesmente morrerem, elas morreram e ressuscitaram (ou foram reinicializadas, como o livro chama). 

A reinicialização torna a pessoa mais forte, mais rápida, quase indestrutível, mas também as torna mais insensíveis, sem emoções. A teoria é de que quanto mais tempo a pessoa demora para se reinicializar, menos humana e mais Reboot ela fica.

Se inicialmente os Reboots foram considerados milagres, depois que os humanos descobriram que os Reboots tinham características especiais e não eram tão humanos assim decidiram bani-los ou matá-los, iniciando assim uma guerra, até que um belo dia a CRAH, Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, iniciou o Projeto Reboot percebendo que era mais útil colocar os Reboots para trabalhar em missões especiais do que simplesmente matar uma população já quase sem nenhum recurso para sobreviver.

Quando o Projeto Reboot começou, os Reboots faziam todo tipo de serviço dentro da CRAH, mas os humanos reclamaram da falta de empregos e a corporação criou cargos que permitiam que Reboots e humanos interagissem, apesar dessa interação não ser pacífica, muito menos amistosa. E apesar de quase serem prisioneiros e viverem trancados e vigiados na maior parte do tempo, os Reboots tinham privilégios que os humanos invejavam; banhos e roupas limpas e acima de tudo uma alimentação saudável.

Aos 12 anos, Wren Connolly, conhecida como Wren 178 porque demorou todo esse tempo para reinicializar depois de levar três tiros no peito, foi entregue à CRAH. Ela foi treinada e logo se destacou como uma das melhores Reboots que se tem notícia, virando um mito tanto dentro da CRAH como nas favelas onde ela atua cumprindo mandados de prisão. Agora, cinco anos depois, Wren é uma treinadora de Reboots e como é a mais forte e a que demorou mais tempo para se reinicializar, escolhe seus recrutas pelo número mais alto (ou os que têm menos características humanas). 

Em um dia de seleção de novatos, um número baixo chama a atenção de Wren. O número 22 tem 17 anos e é um jovem risonho e divertido que se opõe a todas as convenções pré-estabelecidas na sede. Ele se mistura com os +120 (Reboots que reinicializaram depois de 120 minutos mortos) e faz com que Wren se questione sobre as convenções, as regras, as missões, sobre o que acontece com os Reboots que desaparecem depois que fazerem 20 anos etc. É por causa de tantos questionamentos que Wren 178 escolhe um simples 22 para ser seu novato e quanto mais tempo passa com ele, mais se encanta com seu espírito jovial e humano.

Em paralelo aos treinamentos, Wren descobre através de Ever, sua colega de quarto, que a CRAH está fazendo experimentos científicos com os -60 (ou os que reinicializaram com menos de 60 minutos após a morte). Sua colega de quarto passa a ter noites conturbadas, a ficar agressiva e tenta atacar Wren mais de uma vez. Ela precisa descobrir o que está acontecendo para poder ajudar Ever e parte dessa resposta ela encontra em uma missão com Callum 22, onde descobre que Reboots rebeldes existem e estão tentando se unir para agir contra a CRAH.

Wren agora precisa decidir se vai tomar parte nesse conflito ou não como outros humanos já tomaram.

No geral, achei o livro muito bom! A narrativa é interessante, a história prende, há poucos problemas de revisão, mas o final me deixou muito decepcionada porque foi um final muito fácil, sem muita ação e poderia ter sido bem melhor desenvolvido, mesmo que houvesse (e há) uma continuação. A sensação que eu tive era que não deveria temer a CRAH porque não há necessariamente uma organização em seus domínios e portanto ela é uma instituição fácil de ser derrotada. Pelo menos essa foi a minha impressão!

Nos agradecimentos, a autora fala sobre a venda dos direitos para o cinema, mas ainda não há qualquer informação oficial sobre o assunto. Creio que seja um livro que tem realmente uma linguagem mais visual e merece uma adaptação sim, mas espero que mudem o final, porque ficou bem difícil de digerir.

Quem já leu, deixa aí a opinião, tomando cuidado com os spoilers, tá?

Até mais!

sexta-feira, 6 de março de 2015

Colonos em perigo depois de 21 dias na Terra! (Renata Lima)


Se você ainda não leu "The 100 - Os Escolhidos" da Kass Morgan, é melhor não ler essa resenha. E se você acha que consegue entender essa resenha só porque assiste à série de TV, repense seus conceitos e vá ler o livro porque as coisas acontecem muito mais lentamente e há personagens no livro que nem aparecem na série!

Pra relembrar um pouco do primeiro livro: a Terra foi devastada por uma guerra nuclear e os humanos restantes estavam em órbita há muitos anos vivendo em uma nave dividida em três partes: Phoenix, Arcadia e Walden. Tantos anos em órbita exigiu muito na nave e há uma demanda cada vez maior por água, comida, oxigênio e espaço. Para saber se a Terra pode ser novamente habitada, 100 delinquentes juvenis presos por crimes bobos ou hediondos são enviados em uma nave. Mas um certo motim acontece durante o lançamento e Bellamy entra na nave para descer à Terra com sua irmã Octavia, enquanto Glass, uma jovem apaixonada, foge da nave e volta para os corredores da nave maior, em busca de seu grande amor Luke e de sua mãe.

Nossa Avaliação - 9.0
Assim como no primeiro livro, em "Dia 21" os pontos de vista se alternam entre os narradores que estão na Terra com Glass, mantendo a narração em terceira pessoa e o nome de quem será o ponto de vista no início do capítulo.

Apesar de terem passado 21 dias e os jovens na Terra estarem passando fome e frio, eles ainda estão vivos. Ainda existe uma certa divisão de classes entre phoenicianos (que seriam a elite, os privilegiados), waldenitas e arcadianos (a classe operária, os trabalhadores braçais), que gera briga e confusões, mas o maior dos problemas agora é que os jovens descobrem que não estão sozinhos no Planeta Terra e agora eles são considerados invasores.

Assassinatos e sequestros começam a ocorrer, entre eles o sequestro de Octavia que faz Bellamy, seu irmão, perder o controle e se embrenhar na floresta, com a ajuda de Clarke, mas conforme Bellamy e Clarke se aproximam descobrem que os dois têm uma pessoa em comum: Lilly. Um segredo que Clarke guarda a sete chaves está prestes a ser revelado e essa revelação pode mudar para sempre a relação dela com Bellamy.

Enquanto Graham mobiliza um exército para defender o campamento, os colonos encontram uma terráquea espiã e Wells precisa intervir para que a jovem, que é tão parecida e ao mesmo tempo tão diferente dos colonos, não seja executada em retaliação às mortes já ocorridas no acampamento e à uma doença misteriosa que começa a se disseminar.

Na nave-mãe, Glass e Luke descobrem que a nave está com problemas e que algumas áreas serão isoladas e privadas de oxigênio, o que matará grande parte da população. Decididos, os dois precisam voltar à Phoenix e acessar as naves que serão enviadas para a Terra a qualquer custo. Porém, assim como Clarke, Glass guarda um segredo que pode separá-la de Luke.

Como segundo livro, "Dia 21" não decepciona! Trazendo uma série de acontecimentos cheios de ação e aventura, segredos (que para o leitor não são segredos, já que já os conhecemos desde o primeiro livro) que poderão afetar as relações de amizade e de amor, momentos "oh, meu Deus!" quando decidem lacrar as outras áreas da nave e cenas emocionantes. 

Editorialmente falando, o livro é impecável. Só tem um tal de "risco de vida" que não se usa mais, mas até isso passou despercebido no meio de tanta ação! E eu gosto muito da capa não ser a capa da série, como é o caso do terceiro livro, por exemplo. Apesar disso, estou muito ansiosa pelo Homecoming, lançado em 24 de fevereiro lá fora e prometido para julho no Brasil. Aliás, quem não está? Com certeza todos que leem essa série ficam assim!

Agora é sentar e aguardar mais uma vez!