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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Há esperança na humanidade! (Lucyclenia Santana)

Olá queridos!

A resenha de hoje é de um daqueles LIVROS com letras maiúsculas e em negrito, que na minha visão deveriam ser lidos por todos, daqueles que tocam lá no fundo da alma e que, com certeza, irá te emocionar, assim como também me emocionou. Estamos falando de nada mais, nada menos que "Sonata em Auschwitz", de autoria da brasileirinha Luize Valente, lançado pela Editora Record. 

Nossa avaliação: 10.0

Amália é portuguesa, filha de imigrante alemão, cuja família imigrou para Portugal após a segunda guerra mundial. Conversas sobre o tema foram banidas por seu pai, que criou até inimizade com os demais membros da família devido ao seu posicionamento contra o nazismo.

A história começa a se desenrolar logo nas primeiras páginas, quando Amália chega em casa e sem querer ouve uma ligação, onde a sua bisavô Frida, já com idade centenária, procura o seu pai para tratar assuntos de família. Sabendo que o pai abomina o passado e não quer ter envolvimento com os membros da própria família, Amália, sem o conhecimento do pai, pede que sua bisavó lhe conte esse passado da família.

Dias após o encontro, Frida vem a falecer e, atendendo ao pedido da sua bisa, Amália parte para o Rio de Janeiro a procura de Adele e Haya que são peças fundamentais para o desvendamento desse passado obscuro.

"Olhar pra trás é como entrar na contramão em uma avenida movimentada".

Amo demais um grupo que me faz ler temas diversos, me dá oportunidade de conhecer novos autores e tomar conhecimento de livros magníficos que eu normalmente não leria ou não procuraria por mim mesma, então, obrigada! #DesafioDasEstrelasForever.

Sendo este meu primeiro contato com a autora, achei sensacional a maneira que ela transmitiu sua mensagem sobre um tema pesado, de forma fluida, leve e envolvente. Com certeza, vou pôr na lista outros livros dela para serem lidos em 2019, na primeira oportunidade que surgir.

Confesso que livros acerca da segunda guerra mundial, nazismo, holocausto e Hitler, são livros que me deixam com o coração na mão. Mas, este com certeza, devido a maneira em que foi abordado, de forma envolvente e riquíssimo em detalhes, com certeza entrou pra lista de favoritos de 2018.

Estou simplesmente embasbacada com a forma que a autora encontrou para transformar um assunto tão pesado, em algo tão belo, emocionante, real e palpável. Quando digo que o livro é rico em detalhes, podem acreditar, Luize nos transporta para dentro dos campos de concentração, nos faz sentir na pele o que os personagens sentiram e passaram.

O livro é narrado em primeira e terceira pessoa, flui de forma bem rápida, porém não é um livro para ser lido às pressas. Apesar de fluido, em 90% do livro me vi com um nó na garganta e as lágrimas insistiam em surgir, o que me fez pausar a leitura em diversos momentos para digerir o que estava sendo lido e sentido, recuperar o fôlego e enxugar as lágrimas. 

"Frida foi direta, sem floreios. Jogou-me o passado que voltou a atormentá-la em pesadelos noturno. Não partiria com ele. Fridedich era o filho amado de um casamento de conveniência com Hans, alto oficial do Reich que se suicidou no fim da guerra."

Espero que gostem da resenha, dividam comigo suas opiniões.

Boa leitura.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Corações partidos que juntos formam um só! (Lucyclenia Santana)


"Na minha família, sempre que passamos por bons ou maus momentos, a gente dá um chave para ao outro. É um lembrete de que você tem um lugar para chamar de lar, não importa o que aconteça. Além disso, sempre que tiver um dia ruim, você pode segurar a chave e se lembrar de que não está sozinha. Não de verdade. Será a sua fo-força nos dias difíceis. É um lembrete de que você sempre terá um lar para onde voltar."


Olá, queridos!

Antes de começar a resenha desse livro, que por sinal é MARAVILHOSO e um dos meus favoritos do ano, gostaria de agradecer pela companhia neste ano que passou e por nos incentivarem a continuar a cada dia. Ah, não esquecendo também de desejar um FELIZ NATAL só um pouco atrasado, um FELIZ E PRÓSPERO ANO NOVO, que o Senhor abençoe a cada um de nós.

Bom, vamos a resenha, né?


Nossa avaliação: 9.0
Elliot Adams e Jasmine Greene, se conhecem aos 16 anos. Ela é uma jovem garota que vive para atender às expectativas da mãe, que cismou que a filha tem que ser uma cantora pop e, para isso, ela faz de tudo um pouco para que a mãe se orgulhe dela: canta, dança, faz teatro... Só que Jasmine também quer ser uma garota normal, frequentar a escola e ter amigos, coisas que, segundo a sua mãe, são suas maiores fontes de distração e consequentemente atrapalham sua promissora carreira. Mas o que Jasmine quer mesmo é ser cantora soul music.

Depois de muita insistência por parte da filha, a mãe de Jasmine finalmente permite que ela frequente à escola e por sua beleza e postura, ela se encaixa logo onde? No grupo dos populares!

É na escola que ela conhece seu oposto: Elliot. Ele é alto, magro, frágil, tímido e desengonçado, o saco de pancada dos populares, principalmente por ser gago. O que ninguém sabe é que Elliot tem características especiais: uma personalidade cativante, uma enorme disposição de estender a mão não importa a quem e uma gigantesca paixão por música.

Ao conhecer essa paixão, Jasmine tenta se aproximar do garoto no colégio e depois de muita desconfiança por parte dele, eles vão se conhecendo e percebem que têm mais coisas em comum do que haviam imaginado.

"Éramos completamente opostos de muitas formas. Eu era a nova garota popular da escola, e ele, o garoto tímido que sofria bullying. Eu era extrovertida; ele, controlado. Eu estava perdida; ele era o caminho de volta para casa".

O que eu senti ao ler esse livro foi fora do comum: raiva, ódio, angustia, tristeza, revolta, mas também uma alegria sem fim em pequenos momentos singelos que fizeram com que me apaixonasse perdidamente pelo casa, terminando o livro em lágrimas e de cara inchada, porque sou dessas!

Cada página traz detalhes que vão se revelando da vida dos protagonistas e de suas famílias. A autora consegue materializar o amor pela música de uma forma tão mágica que dá até vontade de soltar a voz ou aprender a tocar algum instrumento. 

De modo apaixonante e envolvente, o livro trata de assuntos recorrentes em nosso dia-a-dia como bullying, assedio moral, abuso sexual e problemas familiares, e, claro, não posso esquecer, fala também sobre o poder do perdão e de como é importante resolver as coisas, mesmo que não seja da forma como a gente quer. A leitura me fez parar, refletir e repensar sobre a vida, sobre as escolhas que fazemos e as decisões que somos obrigados a tomar ao longo do caminho.

É um livro clichê? Sim, é um livro clichê, mas um clichê diferente, com doses bem leves de erotismo, que mostra que clichê pode ser bom, pode trazer aquela sensação de pureza, de algo profundo e singelo entre duas pessoas.

Um dos pontos que me chamou bastante atenção foi que a Brittainy não nos contou a história apenas de Elliot Adams e Jasmine Greene, mas de todos aqueles que estavam ao lado e de alguma forma contribuíram para o crescimento deles e para o desenvolvimento do livro, tornando-o mais bem construído.

Apesar de encher a história de elogios, também encontrei alguns pontos contraditórios: na sinopse do livro, a autora nos descreve uma Jasmine que era educada em casa, pois a mãe acreditava que frequentar ao colégio e ter amigos eram fontes de distração. Pois bem, idealizei uma Jasmine tímida, retraída, envergonhada, mas me enganei. Depois de tanta insistência, ao começar a frequentar a escola, em um estalar de dedos a garota está cheia de amigos e ainda é uma das populares. Simples assim.

Outra questão também citada na sinopse é que Jasmine conhece Elliot e fará de "tudo" que estiver ao seu alcance para mostrar que ele não está sozinho. Okay, acredito que na primeira oportunidade que ela encontrou pra fazer isso foi algo meio que muito, muito inocente e sem pretensão da parte dela mas, ela foi lá, aceitou a condição, fez o que fez, viu que não deu resultado e continuou fazendo? Pelo amor de Deus, um abuso não justifica outro. Esse ponto não me convenceu.

O fato é que esse é meu primeiro contato com a autora Brittainy C. Cherry e já pude notar que ela gosta de fazer pedacinhos dos nossos corações, então preparem-se, juntem os lenços e bebam muita água pra não desidratar, porque nesse livro as lágrimas serão garantidas.

Espero que tenham gostado da resenha.

Espero também que leiam o livro e venham me contar suas opiniões.

Até a próxima!

  

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Uma segunda chance para ser feliz! (Lucyclenia Santana)


“Pela primeira vez questionei por que estava tão motivada a demolir um mundo que podia ser muito melhor do que aquele no qual eu vivia.”


Nossa avaliação: 9.0
No livro "Uma Curva no Tempo" de Dani Atkins, publicado no Brasil pela editora Arqueiro, jovens amigos de colégio e de infância se reune para uma despedida. Eles estão prestes a irem para a faculdade e cada um seguirá seu caminho, em busca do desconhecido, de novas experiências. Eles sentem que têm a vida toda frente.

Acontece que a vida é um caixinha de surpresas e uma grande tragédia se abate sobre eles, despedaçando seus sonhos, destruindo amores e ceifando, prematuramente, uma vida.

Rachel tinha tudo o que sempre quis e sonhava com o futuro, mas ao perder seu melhor amigo, Jimmy, lhe dá a sensação de não ter mais nada além de uma enorme cicatriz no rosto e um coração partido pelo pela perda do amigo, o fim de um relacionamento e o afastamento dos amigos.  

Rachel passa a ser uma pessoa solitária e deprimida. Sua vida passa de uma forma entorpecida. Seus sonhos foram deixados para trás, seu pai está com câncer, sua carreira está na pior e, como se tudo isso já não fosse ruim o suficiente, Rachel está fugindo dos médicos para não realizar o tratamento de suas dores de cabeças constantes, ocasionadas pelo grande impacto no acidente.

Mas agora uma das suas amigas daquela turma de amigos que foi destruída está prestes a se casar e Rachel terá que reunir forças para enfrentar sua antiga cidade e rever antigos amigos. Tudo é tão difícil e dolorido, que o estresse emocional está lhe causando dores de cabeça que estão a cada dia pior, o que resulta em um apagão. A partir daqui a história toma um rumo completamente diferente e voltamos a um passado diferente.

Rachel sente que recebeu uma segunda chance: ela acorda em um leito de hospital, noiva, com uma vida bem-sucedida e de repente, Jimmy está ali do seu lado. VIVO. Seus amigos estão bem, seu pai não está com câncer e sua carreira vai muito bem. Só que Rachel insiste que nada disso faz sentindo, ela não se lembra de nada do que aconteceu após o acidente, ou melhor, ela até se lembra, mas não do jeito que realmente aconteceu.

O que vocês acham que podem ter acontecido? Como ela pode ser uma lembrança distorcida da realidade?

 “Quando é que um sonho se torna pesadelo? Sempre achei que fosse no momento em que o que é familiar de súbito se torna estranho e ameaçador; ou quando você se perde em algum lugar que pensou conhecer bem; ou ao ser invadido por um sentimento de impotência – quando sabe que está falando com clareza, mas ninguém parece ouvir. Mas meu verdadeiro pesadelo começou com o entendimento de que eu não ia acordar: que, de alguma forma, impossível e inacreditavelmente, aquilo estava mesmo acontecendo.” 

Li este livro totalmente às escuras e a primeira coisa que me chamou atenção foi a capa (como de costume), mas venhamos e convenhamos que capa linda essa, né? O livro é bem fluído, a autora conseguiu construir uma história ótima, mas o final não me surpreendeu, muito pelo contrário, me decepcionou pela obviedade.

Claro que me senti na pele da personagem, tudo o que ela passou, perder seu melhor amigo, enfrentar a doença do pai, a confusão ao acordar e todos acharem que ela estava louca. O fato é que a vida anterior de Rachel era uma vida sem propósito, que gerou uma depressão profunda, tema esse que me doeu muito, principalmente por perceber que a depressão é algo sorrateiro e que todos estamos passiveis a ela. Infelizmente tem muitas Rachel pelo mundo e muitas Rachel dentro de nós. Triste realidade.

Uma curva no tempo é narrado em primeira pessoa pela Raquel. Com uma narrativa envolvente e emocionante, a obra é bem reflexiva e que deve ser lido minunciosamente a fim de se absorver todos os detalhes e a mensagem que ele quer nos passar. O livro é recheado de detalhes, daqueles que temos que descobrir sozinhos e mexe  muito com  o emocional, o que me faz acreditar que cada um de nós terá sua experiencia particular ao se entregar à essa leitura.

Na nova realidade, onde ela é bem sucedida, Rachel é uma mulher bem diferente, que vai em busca dos seus sonhos e confesso que isso me fez torcer muito pela protagonista. Desejei com todas as forças que esta realidade fosse a "real". Foi muito boa a sensação de que a esperança ressurgia, de que o amor iria curar toda a dor que ela passou e de que o final feliz, embora sem surpresas e já revelado a mim, estava tão próximo, ou melhor, bem ao lado dela.

Não esperem um simples romance, chick-lit, até tem um pouco, mas a autora não romantizou muito os fatos, nem os dramatizou demais. Para mim, o foco principal do livro foi a realidade paralela que resgatou o sentido da vida em Rachel. E, apesar do livro não ser de cunho espiritual, ao resenhá-lo me veio a seguinte reflexão: às vezes passamos por muitas coisas nessa vida e é incrível como, por maior que seja a nossa dor, Deus tem um futuro lindo reservado para cada um de nós. Muitas vezes o final de uma história, seja, na verdade, a segunda chance que Deus nos proporciona de buscarmos nossos sonhos e objetivos, de sermos felizes. O final de uma história pode ser o começo de novas oportunidades.

Pensem nisso.

Leiam e voltem para contar suas experiencias.

Até a próxima.



sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O amor é fazer escolhas corajosas todos os dias!!! (Lucyclenia Santana)


Atenção, essa resenha pode conter spoilers dos livros anteriores da série, intitulados Para todos os garotos que já amei e P.S.: Ainda amo você. Se você ainda não os leu, não leia essa resenha!

Olá, queridos!

Chegamos ao fim de mais uma série queridinha em nossos corações! Confesso que enrolei bastante pra ler o último livro mas enfim, aproveitei uma oportunidade no Desafio das Estrelas que propôs ler infanto-juvenis e este foi o primeiro livro em que pensei.

Vamos a resenha!

Nossa avaliação - 8.0

Só para recapitular, no primeiro livro da série, Lara Jean escrevia cartas para os garotos pelos quais ela já havia se apaixonado (O título do livro já deixa isso bem óbvio), cartas essas em que ela se despedia do sentimento, dizia o que a tinha conquistado no garoto e porque imaginava que o relacionamento não daria. O pulo do gato é que ela escondia as cartas e não as enviava, até que, inexplicavelmente, estas cartas acabaram sendo enviadas aos seus respectivos destinatários. E a partir daí sua vida vira de cabeça para baixo.


No segundo livro "P.S.: Ainda Amo Você", Lara Jean teve que assumir a responsabilidade das cartas escritas, entre conversas e explicações dadas. Após ter combinado com Peter que iriam fingir um namoro, ela se deu conta de que ainda nutria um sentimento por ele. |O segundo livro é todo explorando o fingimento do namoro, um possível namoro de verdade (será?) e as muitas inseguranças típicas de relacionamento adolescente.

No terceiro e último livro, um ano se passa, Lara Jean e Peter estão no último ano do colegial, o mais importante e decisivo de todos! O foco aqui é a própria protagonista, diferente dos outros livros que tinham um enfoque mais voltado para seus relacionamentos.
"Não sei o que há depois da curva, mas vou acreditar que é algo melhor."
Resumindo este livro em palavras-chaves, eu destacaria: amor, recomeços e amadurecimento. Lara Jean agora não é mais aquela garota bobinha que precisou aprender a conviver com as dificuldades da vida sem a ajuda da mãe e agora também sem a ajuda da irmã mais velha, que foi fazer faculdade fora da cidade. Ela agora é uma moça muito madura, decidida e, como qualquer garota do último ano do ensino médio, quer aproveitar seus últimos momentos com os amigos antigos, as viagens da escola e a festa de formatura, enquanto espera, com apreensão e ansiedade, as cartas de aceitação das universidades nas quais se inscreveu.

Peter, por ser atleta, já está com a vaga garantida na universidade dos sonhos, a UVA, universidade em que Lara também se inscreveu, por ser na cidade, perto da sua casa, e, é claro, porque é onde Peter estará. Mas algo inesperado acontece e ela terá que rever suas escolhas.

O que mais gostei nessa série é que Lara Jean é muito parecida comigo: muito família, ligada aos princípios ensinados pelo pai, muito companheira, com uma dose de romantismo um pouco além da conta, ama cozinhar e fazer artesanato. Ela se entrega a essas paixões para se distrair dos assuntos mais sérios de modo que aproveita o fato de que o pai está preste a casar para desviar o foco da sua atenção das inseguranças da vida.

Quando digo que ela é parecida comigo, ela é tipo muito mesmo. E achei isso impressionante como, na minha adolescência, pensei como Lara e até fiz muitas das coisas que ela fez. Ao ler o livro, me deparei com situações em que eu dizia: "Não faça isso, Larinha! Não siga por esse caminho!" e fiquei feliz demais da conta por ver que de alguma forma a autora parece que me ouviu!
“Mas parece que tudo ao meu redor está mudando de formas inesperadas, quando eu só queria que permanecesse igual.”
Como toda a série, este livro é fluido, leve e envolvente, daqueles de ler em uma sentada e morrer de amores.

Super indico!!

Depois me conta o que achou.

Até a próxima!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Estilo Sessão da Tarde, para ler comendo pipoca! (Lucyclenia Santana)


Olá, queridos. 

Quem me conhece sabe o quanto eu gosto dos livros da Carina Rissi, a ponto de já ter lido quase todos os livros publicados por ela. Sabem também que não leio sinopses e que os livros dela vão para a minha lista sem que eu saiba nada a respeito.

Nossa avaliação: 80
Como de costume, Carina costuma surpreender com suas histórias apaixonantes com toques de humor, o que torna a leitura ainda mais gostosa. E não é diferente em Quando a Noite Cai que, além de ser uma história sentimental recheada de reviravoltas, tem um pouco de drama e um relacionamento familiar de dar inveja

Carina sabe nos envolver, é daquelas que te arranca altas gargalhadas, suspiros e te faz, além de tudo, esquecer do mundo lá fora e mergulhar em suas histórias.

“Muito tempo atrás, nas belas terras misteriosas da Irlanda, dois jovens se encontraram de todas as maneiras possíveis. Da amizade nasceu o querer, do anseio brotou a paixão, e dela o amor. E assim as duas almas se fundiram uma na outra, os dois corações bateram como um. Eles se amaram profundamente e intensamente, vivendo felizes, ainda que o "para sempre" tenha sido breve. Algumas pessoas acreditam que aquele sentimento tão puro e ardente não se perdeu, e que ainda hoje pulsa no peito daqueles que se recordam. E elas estão certas.”

Nas primeiras páginas, conhecemos a história de Briana Pinheiro, uma moça de 23 anos, que vive com a mãe e irmã mais nova em uma pensão que herdaram da avó. Após a morte do pai, como filha mais velha, ela precisou abandonar seus sonhos e focar nas necessidades da sua família. Só que ela é pessoa mais azarada da face da terra. Por onde ela passa, desastres acontecem. Coisas quebram, voam, acidentes acontecem, e essa lista só aumenta. Coitada (risos).

Obviamente por isso ela não dura nos empregos e portanto continuar trabalhando no mesmo lugar por uma semana é um milagre.

Como se tudo isso não fosse o suficiente, Briana carrega um segredo:  há cinco anos ela sonha, quase que diariamente, quando a noite cai, com uma terra medieval, onde ela vê Lorcan, um guerreiro irlandês que sabe como ninguém manejar uma espada. Lorcan é lindo, romântico, fiel e protetor e apaixonado por sua princesa Ciara. Em seus sonhos Briana não apenas os imagina, mas vivencia tudo que acontece, como se no sonho ela tivesse sido transportada para séculos atrás.

Surpreendentemente, e sem pretensão nenhuma, ela consegue um novo emprego. O que ninguém esperava, e Briana também não, é ver que Gael O’Connor, seu patrão, tem a aparência idêntica ao guerreio que habita os seus sonhos, com exceção do olhar negro e do mau humor insuportável. Como isso é possível? Como separar sonhos da realidade?

“Eu reconheceria aquele rosto em qualquer lugar do mundo. (…) Era o rosto de um anjo. Do meu anjo guerreiro. Lorcan, suspirou meu coração. E ele estava ali, bem na minha frente.”

Apesar de  ser um livro grande, a leitura flui maravilhosamente bem. Como já falei, é bem envolvente e fiquei apaixonada pelos mocinhos e torcendo por um final feliz. A obra gira em torno daquele velho e tão famoso clichê de que o amor supera todas as barreiras, inclusive a do tempo. Unindo realidade com fantasia, a história nos impressiona, cativa e nos deixa com aquele sorriso bobo no rosto.  

Porém por ser um livro da Carina, acho que fui com muita sede ao pote, comecei a ler cheia de expectativas e algumas foram frustradas ao longo do livro. Acho que algumas cenas não eram necessárias e que ela enrolou um pouco para desvendar alguns mistérios, o livro não precisava ser tão extenso.

Ainda sim, gostei muito. Amei o fato de ter cultura irlandesa (afinal de contas Lorcan era irlandês). e do livro trazer uma mensagem sobre perdão e recomeços. Acredite, o amor pode bate duas vezes na sua porta e está história comprova isso muito bem. 

Sério, gente.
Simplesmente leiam!

Beijos.

“O amor encontra alegria na felicidade do outro, porque não é feito de posse, de matéria, mas de abnegação e doação".

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Romance recheado de lições para se ler em apenas um dia. (Lucyclenia Santana)

"Não consigo definir o formato do seu rosto, muito menos se aquele borrão embaixo é uma barba rala ou não. Percebo que o cabelo é volumoso e tento desenhar na minha mente as ondas que aqueles fios formam".
Nossa avaliação: 100


No livro de Pedro Guerra "Como eu Imagino Você", já nas primeiras páginas somos apresentados a Helena Curval, Lena para os mais íntimos. Lena é uma jovem de 18 anos que foi diagnosticada com uma deficiência visual chamada Stargardt em sua infância. Stargardt é a perda da visão de maneira progressiva ocasionada pela morte de células fotorreceptoras, ou seja, a visão central é progressivamente diminuída, enquanto a visão lateral geralmente é preservada. 

A patologia não a torna cega, mas Lena apresenta dificuldades visuais e atualmente está com 20% da visão central, o que a faz enxergar as coisas que estão à sua frente de maneira desfocada, precisando muitas vezes do auxilio de uma lupa para ver melhor ou pra ler (coisa que ela ama fazer).


"O mundo é cego. Ninguém se importa com a história dos outros. Somos todos videntes para aquilo que nos importa e só isso".

A equipe médica já a desencorajou, afirmando que em breve ela não enxergará mais e por isso seus pais são bastante protetores, nunca a deixam sem supervisão, mas, mesmo com sua deficiência, Lena busca sua independência e a faz não gostar da superproteção, o que a torna uma jovem guerreira. Somente uma única pessoa a apoia em tudo, seu único e melhor amigo, Lucas, com quem ela compartilha tudo, seus medos, anseios, sonhos e inseguranças.

Surge então uma viagem a trabalho inadiável e Lena aproveita o gancho para provar aos seus pais de uma vez por todas que não precisa deles o tempo todo e que pode ficar sozinha por uns dias. Depois de tantos argumentos, seus pais lhe dão um voto de confiança e aprovam a ideia da viagem. 

Sua avó há pouco havia falecido e, quando está prestes a viajar, a mãe de Lena a lembra que tinha acertado com um jardineiro para cuidar do jardim que era o xodó da vovó. Ao saber que terá que lidar com o jardineiro sozinha, um misto de medo e ansiedade percorre Lena, que fica assustada acreditando o moço pode se aproveitar da sua deficiência e abusar dela.

" – Tem um cara com quem eu venho sonhando. Essa noite foi a quinta vez. E… sei lá, não acontece nada de especial nos meus sonhos. Ele não está voando pelo espaço rodeado de fatias de pizza nem nada. São os sonhos de sempre, com o mesmo cara".

Rotineiramente, Lena sonha com o mesmo homem, homem este que ela nunca viu na vida, não sabe por que sonha com ele. Intrigada, ela confidencia seus sonhos a Lucas, que acha que os sonhos não querem dizer nada, pois sonhos são normais, principalmente no caso dela que nunca teve um namorado. Mas por que ela sonha sempre com a mesma pessoa? O que desencadeia esses sonhos? Por que esses sonhos agora? Quem é o rapaz? Como será o encontro dela com o tal jardineiro? Qual será a do jardineiro misterioso?

"Como eu imagino você' é um livro com uma história bonita, leve e envolvente, pra ler em uma única sentada e que nos faz enxergar o mundo com outros olhos. Lena é uma grande guerreira, que, apesar da sua patologia, não abaixa a cabeça e fica se lamentando, ela é altiva e não deixa que nada a abale.

Gostei muito da interação da Lena com seus pais, que, apesar de todos os cuidados, não chegam a sufocar a filha. Eles respeitavam o espaço dela e a deficiência que ela tem torna a superproteção compreensível. Sua amizade com Lucas é daquelas que a gente quer pra vida, arrisco dizer que era uma relação de irmãos. Gostei também do desenrolar da história, da escrita do Pedro Guerra, com sua linguagem clara e objetiva sem muita enrolação, recheado de lições que guardarei para a vida, algumas delas quero aqui destacar: mesmo que não saibamos o que esperar do futuro, devemos levantar a cabeça e viver o agora!

Super indico.

"Tudo na vida depende do tempo...quando você tem muitas horas, não se importa em perder alguns minutos do seu dia. Porém, quando você passa a ter apenas alguns minutos, cada segundo vale muito.”

P.S.: O autor estará lançando o seu sétimo livro, no próximo dia 14. O livro contará com 48 crônicas que relatam o cotidiano, ou seja, é sobre tudo. "As Lágrimas que Não Chorei" é ilustrado pela Carolina Santos e não estará à venda em livrarias de todo o Brasil, apenas nas livrarias de Caxias do Sul e região. Aos interessados, o livro também estará disponível em sua loja online (https://www.escritorpedroguerra.com) a partir das 23h59min. do dia 13/09 (SIM, AMANHÃ!), com frete grátis. #ficaadica.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Todo mundo entra numa banda nesta vida!! (Lucyclenia Santana)



Sabe aqueles livros que você compra na empolgação de promoção, que você nunca ouviu falar do autor ou nem escutou alguém falar sobre o livro, mas que por fim se revela um livro surpreendente, de leitura leve, cheio de lições, sensível e mágico? Pois é, este é mais um neste estilo.  

"Todos os humanos são musicais. Por que outro motivo o Senhor daria a vocês um coração pulsante."

Nossa Avaliação: 100
Em "As Cordas Mágicas" conhecemos a história de Francisco de Assis Pascual Presto ou Frankie Presto, como preferir, desde o seu nascimento até a sua morte. O livro é narrado em terceira pessoa, por ninguém mais, ninguém menos que a Música. Isso mesmo que você acabou de ler, pela Música. 

Confesso que não me identifiquei muito com a narração nas primeiras páginas, mas insisti mais um pouco e não consegui mais largar. Achei o livro fantástico e entrou na lista dos favoritos da vida, daqueles que a gente quer que todo o mundo leia, sinta as emoções que o livro proporciona e chore de soluçar no final.

Como já falei, a Música, como narrador observador, tem um papel indispensável neste livro. Ela vem para contar a história de vida do seu filho querido e amado, Frankie Presto, a quem acompanha desde sua gestação, e a quem manteve vivo através de uma canção cantarolada por sua mãe logo após seu nascimento.   

Toda a narração se passa durante o velório, missa e sepultamento de Frankie. Ali, a Música recapitula episódios de sua trajetória de vida e nos mostra como foi uma vida cheia de obstáculos, lutas, pessoas importantes, que o tocaram de alguma forma e o fizeram chegar até onde ele chegou. Por fim, Frankie é o somatório de tudo o que ele passou e cada etapa de sua vida nos faz refletir e nos torna, mesmo que de maneira direta, uma pessoa melhor.

"Eu tenho o poder de fazer você recordar-se das coisas. Absorvo suas memórias; quando me ouve, você revive lembranças. Uma primeira dança. Um casamento. A canção que tocava quando recebeu uma grande notícia. Nenhum outro talento proporciona uma trilha sonora para a sua vida. Sou a Música. Marco o tempo."

Frankie teve uma infância difícil, cheia de tragédias e perdas, nossa como eu chorei já no começo do livro. Em muitos os momentos, fiquei vidrada na leitura, querendo saber desesperadamente o que aconteceu depois. Ah! Como eu queria entrar lá e cuidar do pobrezinho.

Em um momento importante da sua vida, Frankie ganhou um violão e cordas do seu professor de música, cordas essas que, ao longo da história descobrimos, são mágicas. O livro é, portanto, dividido em seis partes, cada uma se referindo a uma das cordas de seu violão que, assim como a Música, o acompanhou por anos a fio. Mas se engana quem pensa que essas cordas são iguais a quaisquer outras, não senhor ou não senhora, essas cordas se revelam mágicas quando Frankie descobre que com música pode mudar a vida das pessoas e cada vez que Frankie consegue salvar alguém, a corda fica azul e por fim se quebra.

Ao longo de sua vida, Frankie se torna musico, compositor e cantor famoso, daqueles que todos querem ter em sua banda, então ele é considerado um astro do rock. Porém, como muitos. Frankie acaba por se envolver no mundo das drogas, bebedeiras e prostituição, fazendo surgir assim problemas mentais, físicos e pessoais que em algum momento da vida lhe afastarão dos palcos.

Mas calma, a história não é só feita de choro e tristeza: ela nos mostra o significado da verdadeira amizade, do verdadeiro amor, que tudo espera, e como a música, de forma mágica, faz parte da vida de cada um de nós.

“A coisa mais importante que você vai aprender um dia. É simplesmente amar e ser amado de volta”.

Assim como 90% dos livros que leio, a primeira coisa que me chamou atenção neste livro, foi a capa. Que capa linda, foi amor à primeira olhada. O livro tem muitos personagens secundários que se tornaram peças fundamentais para a construção do enredo, são aqueles que marcaram a vida de Frankie e que de certa forma marcam a nossa também; como o seu professor de música, Maestro, seu pai, Baffa, Aurora, seu primeiro e grande amor, e seu cão pelado. Guardem bem esses nomes, pois foram eles os responsáveis por tantas lágrimas que derramei.

Outro ponto que deve ser citado é que o livro é cercado por um mistério: como Frankie veio a óbito? Entre um capitulo e outro encontramos a narração de alguns músicos que fizeram parte da vida dele e todos parecem não saber como e a não acreditar que ele morreu mesmo. Este mistério só será solucionado, nos últimos capítulos e adivinhem quem vai nos revelar o que realmente aconteceu? Ela mesmo. A Música.

"As cordas, ele entendeu naquele momento, de fato tinham vidas dentro de si, mas não era o modo como ele tocava que as deixava azuis, era o seu coração."

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Mais um mistério lorieno revelado! (Carla Cristina Ferreira)


E vamos dando continuidade aos Arquivos Perdidos de Pittacus Lore, publicados pela editora Intrínseca. Lembrando que esta é uma série spin-off, lançada apenas em formato digital para complementar série Os Legados de Lorien. Hoje falaremos um pouco de “A Fuga”, “A Navegadora” e “Guarda”, respectivamente livros 10, 11 e 12.

Em “A Fuga” temos um velho conhecido, que apareceu no primeiro livro de Pittacus, de volta: Mark James. Ele também nos narrou um Arquivo Perdido, o “De Volta a Paradise”, no qual nos contou o que aconteceu com ele e Sarah após os acontecimentos de “Eu Sou o Número Quatro”.

Nossa avaliação - 8.0
Neste Arquivo Perdido, Mark tenta desesperadamente achar Sarah, que foi levada pelos agentes do FBI que simpatizam com os Mogs. Mark está determinado a encontrar a ex-namorada custe o que custar; para isso ele contará com a ajuda de um colaborador do blog Eles Estão Entre Nós, conhecido apenas pelo codinome Guarda (que tudo indica ser um hacker obcecado por teorias da conspiração e alienígenas).

Este vai ajudando Mark a cruzar o país (munido de uma caixa cheia de equipamentos eletrônicos de última geração e outras coisinhas mais) em busca de uma pista de Sarah; saindo de Paradise em Ohio, passando pela base de Dulce no Novo México - destruída pela luta entre a Garde e Setrákus-Rá - até chegar no Alabama. Tudo isso, obviamente, passando por vários perigos, mas finalmente cumprido seu objetivo e finalmente descobrindo quem é Guarda.

Nossa avaliação - 8.5
Em “A Navegadora” respiramos novos ares quando somos mais uma vez transportados para os últimos momentos de Lorien, mais precisamente para o ataque dos mogadorianos ao planeta. Aqui temos uma nova narradora, Lexa, que tudo indica ser uma grande hacker em Lorien, disposta a desencadear uma revolução para expor o governo corrupto dos Anciões e quem sabe acabar com divisão (injusta) que separa a população entre Gardes e Cêpans.

Mas sua revolução vai por água abaixo quando o planeta é atacado; sua esperança é fugir e isso acontece graças a Zophie que a convence a pilotar uma antiga nave que Lexa ajudou a restaurar no passado. Seu objetivo, seguir outra nave tripulada por apenas nove Gardes e seus respectivos Cêpans com destino a Terra. Assim, desvendamos o mistério de como Ella e Crayton chegaram a Terra e o que aconteceu com a nave que trouxe Quatro e os demais para cá.

Nossa avaliação - 7.0
E finalmente em “Guarda” continuamos a seguir os passos de Lexa após a separação forçada dos seus amigos. Procurando vingança contra os mogadorianos, ela vasculha a internet dia e noite incansavelmente em busca de informações que possam ajudar a Garde a derrotar seus inimigos e salvar a terra. Uma esperança surge quando ela consegue rastrear um antigo aliado terráqueo que teve contato com Pittacus Lore, quando os lorienos se refugiaram na Terra.

É chegada a hora de fazer a sua parte na luta contra os mogs; hora de buscar uma maneira de ajudar a Garde recuperando a nave loriena que os trouxe para a Terra e de finalmente unir forças a Mark e Sarah se revelando como Guarda.

Dos três contos, o mais fraco é “Guarda”, pois pouca coisa aí é novidade; a maioria dos acontecimentos já nos foi contados em “A Fuga” por Mark, então este Arquivo Perdido foi meio redundante. Aqui, o ponto alto foi mesmo o encontro de Lexa com o aliado humano; uma figura que já conhecemos e tem grande importância na luta contra os mogs.

Bem, é isso pessoal! Ficamos agora a espera do lançamento do próximo volume da série Os Legados de Lorien, “O Destino da Número Dez” que sai agora dia 26/11 e do último Os Arquivos Perdidos, Legacies Reborn, que será lançado em inglês no dia 24/11, sem previsão de tradução no momento.

Até lá!


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Um inferno na terra... E os mistérios continuam. (Lucyclenia)

Olá, queridos leitores!

A resenha de hoje é "Tormenta", segundo livro da série Fallen. A resenha do primeiro livro, você encontra aqui. Mas atenção, por ser continuação do primeiro livro, esta resenha poderá ter spoilers do livro anterior.

Nossa avaliação: 8.0
No primeiro livro, conhecemos Lucinda Price e Daniel Gregor, uma humana e uma anjo caído. Há milhares de anos, Daniel se apaixonou por uma humana e foi amaldiçoado, tendo que viver o amor por esta humana por toda a eternidade vendo-a morrer todas as vezes aos 17 anos para depois voltar à vida. Aparentemente esta história de amor nunca terá um final feliz.
Às vezes coisas belas entram em nossa vida de repente. Nem sempre podemos compreendê-las, mas temos de confiar nelas. Eu sei que você quer questionar tudo, mas também compensa apenas ter um pouco de fé.
Este segundo livro começa exatamente onde o primeiro parou: por não ter sido batizada na igreja, acredita-se que está será a última encarnação de Lucinda e, para sua segurança, Daniel a leva para estudar na Shoreline, uma escola para Nefilins (filhos de anjos caídos com humanos). 

Daniel continua misterioso, e isso muito me irritou. Ele apenas pede que Luce confie nele e faça o que ele está mandando, sem nem explicar o porquê, e o que a mocinha faz? Isso mesmo, faz exatamente tudo ao contrário.

Na Shoreline, ela novamente terá que passar por novas experiências, porém com uma diferença: todos já ouviram as histórias de suas vidas passadas, o que a torna popular. Novos laços de amizades são formados, Shelby e Miles se mostram grandes companheiros em quem ela pode confiar. E seus professores são nada mais nada menos do que um casal de anjos caídos: Francesca, um anjo, e Steven Filmore, um demônio. 

Sendo a única "normal" da escola, e apesar de ter novos amigos, Luce sente saudades de Daniel e não suporta ter que ficar trancada lá. Ela ouve rumores de uma suposta trégua da guerra entre anjos e demônios, trégua essa que durará 18 dias. Cansada de segredos e restrições, ela decide desvendar suas vidas passadas e, com o namorado cheio de segredos ausente, um novo triângulo amoroso é formado. Isso mesmo, meus amigos, Luce de novo se encanta por alguém, só que dessa vez é pelo seu amigo lindo e fofo, Miles.

Ela também descobre que as terríveis e assustadoras sombras que ela vê desde criança são denominadas Anunciadores e elas mostram o seu passado e seu presente, além de terem outros poderes a serem desfrutados.

Neste livro, Luce passa a questionar seu amor por Daniel, uma vez que ele sabe tudo sobre ela e ela praticamente não sabe nada sobre ele. Tudo permanece recheado de descobertas e mistérios, poucas dúvidas foram elucidadas. 

A leitura é mais rápida do que a do primeiro livro e confesso que quando cheguei perto do fim fiquei me questionando se continuaria a ler a série. Mas gente do céu, que final foi esse? É claro que não vou aguentar ficar aqui tentando adivinhar o que aconteceu com Luce e vou correr pra ler o próximo livro!

Devo mencionar aqui os erros gravíssimos de ortografia. Tanto este como o livro anterior estão cheios de erros de revisão. Que é isso Editora Record?

Até a próxima.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Me apaixonei por minha melhor amiga, e agora? (Lucyclenia)


Em "Entre o Amor e a Amizade", conto auto-publicado de Annie Sabat, tudo começou três dias antes do dia das mães, quando Davi conheceu Cecilia. Na floricultura ao lado de seu condomínio, ela o ajudou a escolher as flores que daria às duas mulheres de sua vida: sua mãe Suzane e sua irmã Patricia, mas Cecília gaguejava tanto e estava tão branca que parecia que aquele era seu primeiro dia de trabalho.
Nossa avaliação: 10.0


Depois deste encontro providenciado pelo destino, eles se esbarraram por acaso em um parque de diversões e em algumas outras ocasiões. Bastaram mais quatro encontros para se tornarem "amigos".
A minha vida era boa sem você.
Depois de você ela só fez melhorar.
Passaram-se oitocentos e treze dias, até que Davi resolveu atravessar essa ponte entre o amor e a amizade. Enfim, ele tomou coragem e decidiu abrir seu coração. Mas será que vale mesmo a pena? Será que este amor é correspondido? E se a amizade acabar depois desta grande revelação?

Sabe quando você encontra uma pessoa e ao lado dela tudo parece... certo? E você sente que a sua vida sem sentido começou a fazer sentido? Porque todo o tropeço que a vida te deu era para você terminar ali, conhecendo aquela pessoa, pois ela é a metade que faltava para você se sentir completo. Eu encontre a metade da minha laranja.
Tão simples, natural, envolvente. O amor que os une nos envolve de uma forma tão impressionante, que é impossível não se sentir tocada. Muito bem escrito a ponto de no final você ficar triste porque acabou e querendo muito mais.

Super indico.
Até a próxima.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Uma história com dois tipos de leitura diferentes! (Renata Lima)


Antes de mais nada, eu queria deixar bem claro que li esse livro como uma obra de ficção (uma distopia para ser mais exata) e não como uma propaganda cristã para angariar fanáticos ou seguidores, como tenho lido em algumas resenhas por aí. Sim, a história tem um embasamento cristão tendo por base principalmente o livro bíblico do Apocalipse, mas isso não quer dizer que não possa ser lida como qualquer outra história fictícia baseada em notícias, livros, músicas etc.

O livro "Deixados para Trás" de Tim LaHayeme e Jerry B. Jenkins, dois pastores americanos, me foi indicado pelo grupo do Facebook "Primeiro o livro, depois o filme" logo que foi anunciada a adaptação do livro para o filme "O Apocalipse" que estreou no Brasil em 23 de Outubro de 2014.

Tudo que eu sabia sobre o livro era uma pequena comparação feita entre ele e a série de TV The Leftovers (também baseada em um livro - cuja resenha está sendo preparada chamado "Os Deixados para Trás" de Tom Perrotta). Apesar dos títulos muito parecidos e da premissa ser o sumiço instantâneo de uma parte da população mundial, as abordagens são completamente diferentes e o clima de tensão do livro de Tom Perrotta não denota nada muito religioso, ao contrário do livro a ser resenhado hoje.

Nossa Avaliação - 8.5
"Deixados para Trás" é um livro narrado por dois personagens principais: o piloto de aviões Rayford e o repórter investigativo Buck. Enquanto Rayford é casado com uma cristã fervorosa e tem uma filha e um filho; Buck é solteiro e vive afastado da família, sendo um repórter mundialmente famoso e premiado antes dos quarenta anos de idade.

Buck está feliz com seu trabalho e com sua vida errante, Rayford está feliz com seu trabalho, mas sua vida pessoal não é mais o que foi um dia e é por isso que ele começa a se interessar por uma das aeromoças com quem trabalha, a bela Hattie Durham.

A vida de Buck, Rayford e Hattie muda no voo NY-Londres em que Rayford é o piloto. Ele deixa o avião no piloto automático e vai cortejar Hattie no exato momento em que algo muito estranho acontece: vários passageiros simplesmente desaparecem do avião, deixando para trás apenas roupas e objetos pessoais - inclusive marca-passos, próteses dentárias, lentes de contato etc. A veia jornalística de Buck começa a funcionar, mas todos os demais passageiros e tripulantes sobreviventes ficam atônitos e em pânico!

Ambos, Buck e Rayford, e todos os passageiros do voo ficam ainda mais surpresos e desnorteados depois que o avião pousa e os "sobreviventes" descobrem que o que aconteceu dentro do avião não foi restrito ao ambiente confinado, mas também aconteceu no mundo inteiro: milhares de pessoas desapareceram, inclusive TODAS as crianças, mesmo as que ainda estavam no ventre.

O caos se estabelece, é claro, porque acontecem acidentes, já que muitos dos desaparecidos estavam dirigindo, cozinhando e fazendo outras atividades do dia a dia e nós sabemos que algumas pessoas se aproveitam das tragédias para colocar para fora o monstro que já existe dentro de si. Há saques, crimes, assassinatos... Confusas, as pessoas precisam de respostas e as teorias começam a brotar aos montes: ataque terrorista?, acidente nuclear?, desastre natural?, reação espontânea? ou o arrebatamento bíblico enunciado no livro do Apocalipse que seria o primeiro passo para a segunda vinda de Cristo ao mundo?

Rayford passa a acreditar firmemente na versão do arrebatamento quando descobre que sua esposa temente à Deus e seu filho mais novo desapareceram e passa a integrar o grupo da igreja arrependido de seus atos, buscando a redenção para si e para sua filha, a descrente Chloe. Através do novo pastor Bruce, ele toma conhecimento das passagens bíblicas que se referem à nova volta de Cristo e passa a ajudar o novo pastor na conversão dos não-crentes, sendo sua filha um deles.

Mas se Rayford fica mais focado nessa questão espiritual da coisa, por outro lado temos Buck, sempre muito curioso e analítico, investigando os desdobramentos políticos da situação, principalmente a ascensão de um novo e carismático líder político chamado Carpathia, que traz discursos de paz e unificação, transbordando simpatia e carisma na ONU. Buck faz questão de investigar essa ascensão, quem são os apoiadores de Carpathia, quem são seus opositores, o que está por trás dessa subida meteórica ao poder.

É impossível não se apegar aos personagens e assumir lados. Somos Buck em sua sede de conhecimento (e já dizem por aí que conhecimento é poder); somos Rayford em sua necessidade de redenção, de reunir-se à esposa e filho, de fazer brotar no espírito da filha a chama da crença, da fé; somos Chloe em sua descrença em um Deus que traz caos, medo, desconfiança, um Deus que pune antes de amar e perdoar; somos Hattie em sua solidão, em sua busca por compreensão, por um pouco de atenção. 

Algumas pessoas consideram as partes narradas por Buck um pouco chatas, mas confesso que foram as partes que eu mais gostei! Claro, é uma parte mais política, falando da ascensão de um homem que será importante mundialmente, que tentará a reestruturação da ONU, o desarmamento mundial, uma trégua para Israel, um homem que pode ser a salvação do mundo, mas que também pode ser sua perdição se o que você, leitor, passa a achar finalmente se concretizar!

Como eu disse anteriormente, como distopia ficcional, o livro é ótimo, como propaganda cristã também, mas eu não o encarei de uma forma muito religiosa para ser bem sincera. Do jeito que a coisa vai, acredito que o Homem consegue acabar com o mundo antes que Deus resolva intervir e arrebatar os Justos...

É importante lembrar que esse é apenar o primeiro de uma série de dezesseis (sim, eu disse 16) livros já lançados. São eles: 1)"Deixados Para Trás", 2)"Comando Tribulação", 3)"Nicolae - O Anticristo chega ao poder", 4)"A Colheita - A escolha está feita", 5)"Apoliom - O destruidor está solto", 6)"Assassinos - Missão Jerusalém - Alvo: o Anticristo", 7)"O Possuído - A besta toma posse", 8)"A Marca - A besta controla o Mundo", 9)"Profanação - o Anticristo apodera-se do Trono", 10)"O Remanescente - No limiar do Armagedom" 11)"Armagedom - A batalha cósmica das Eras", 12) "Glorioso Aparecimento: O fim das Eras" e os prólogos ou também chamados prequel 13)"O Nascimento - o Anticristo está aqui", 14)"O Regime: O avanço do Mal", 15)"O Rapto - Em um piscar de olhos" e o epílogo também chamado de sequel 16)"A Vitória final - O Reino chegou".

Nos EUA, na década de 2000, foram produzidos três filmes da série (e você pode assistir aos filmes clicando nos nomes): Deixados para Trás I em 2001, Deixados para Trás II: Comando Tribulação em 2003 e Deixados para Trás III: Mundo em Guerra em 2005. Só assisti ao primeiro filme e, se comparado com o filme lançado esse ano, é bem mais fiel e interessante, apesar das interpretações  meio bonachonas e de só estar disponível em versão dublada.

Nesse ano de 2014 foi lançado o filme "O Apocalipse", com Nicolas Cage e Chad Michael Murray, que foi, para mim, uma das maiores decepções do ano. 

O filme na verdade somente narra os primeiros 10% do livro, talvez nem chegue a tanto, e, além de não ser NADA fiel ao livro, tem os efeitos mais toscos que já vi na vida, além de interpretações muito equivocadas. 

Mais um filme trash do Nicolas Cage, que só tem feito filmes ruins nos últimos anos! Não recomendo, mas quem quiser assistir, pode procurar no Google a versão dublada já disponível para download ou para assistir online. 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Milagres existem, ainda mais no Natal! (Lucyclenia)

Antes de chegar à resenha, queria desejar a todos os seguidores que têm nos acompanhado ao longo dos anos comentando e também lendo ao nossas resenhas um FELIZ NATAL! 
Muito obrigada!

Nossa Avaliação - 100
A resenha para este dia tão lindo não poderia ser outra: "Anjos à Mesa" de Debbie Macomber, um livro totalmente natalino da série Angels Everywhere relata histórias de três anjos femininas: Goodness, Mercy e Shirley. Em cada livro elas têm a missão de ajudar um casal a encontrar a felicidade, mas esse trio apronta cada uma e se metem em cada confusão que vou te contar viu?

Este, por enquanto, é o último livro da série, mas se vocês não leram (assim como eu) os livros anteriores, não se preocupem, não ficarão perdidos porque cada livro tem uma história independente com um casal diferente.

Em "Anjos á mesa" além do trio, temos um novo recruta Will, e as três anjos serão responsáveis por lhe mostrar como funciona tudo aqui na Terra, mas elas são tão atrapalhadas que em um descuido Will acaba unindo um casal que só deveriam se encontrar em algum tempo depois.

Nesse livro em questão, Lucie e Aren estão sozinhos na noite de Reveillon no Empire State e acabam se esbarrando com uma ajudinha divina (Will). Depois de uma noite conversando, eles começam a sentir uma forte atração um pelo outro, o problema é que Lucie é tão ocupada que não quer dar chance ao amor.

Lucie está montando um restaurante com sua mãe, Wendy, e precisa empenhar todo o seu tempo no projeto, já Aren, depois de uma separação traumática, está iniciando sua vida em Nova York e ainda está cruzando os dedos para que o seu novo emprego dê certo, mas o problema maior é que Lucie não quer cair de cabeça em um novo relacionamento.

Mesmo com todos esses contras, eles resolvem se encontrar uma semana depois do primeiro encontro, no topo do Empire State Building, um dos pontos turístico mais visitados de Nova York, encontro este, porém, que não irá acontecer, já que por motivos pessoais Lucie não poderá comparecer e os anjos trapalhões farão de tudo pra que eles se encontrarem novamente.

Será que irão conseguir?

Como já mencionei anteriormente, este é um livro tipicamente natalino, cheio de milagres, otimismo, esperança e uma extrema preocupação com o outro. Antes de alguém venha aqui dizer que o livro é ruim e pode ser brega, não é não, é uma leitura bem leve, divertida, romântica, bem prazerosa.

Quem sabe você também não tenha um anjo da guarda trapalhão que te faça esbarrar em um grande amor por aí?

Feliz Natal!


Até a próxima. 


Beijos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A traição maior (Carla Cristina Ferreira)


Nossa Avaliação - 8.0
Dando continuidade aos Arquivos Perdidos, de Pittacus Lore, chegou a vez de “A Traição de Cinco”, lançado no dia 04/11 pela editora Intrínseca. Lembrando que esta é uma série paralela e complementar à outra série, chamada Os Legados de Lorien, e é lançada apenas em e-book. Esse já é o número 9.

Depois dos eventos finais de “Os Legados de Número Cinco”, a história de Cinco continua. Agora considerado traidor, como diz o título, Cinco decidiu ficar do lado dos Mogadorianos após ser convencido de que é impossível que um mísero grupo de lorienos adolescentes vençam um exército tão poderoso como o dos Mogs.

Ele é acolhido nas fileiras mogadorianas e passa por um intenso treinamento para controlar seus legados, além de estudar estratégias de guerrilha. Mas para provar seu valor e ser reconhecido como um dos líderes deste sinistro exército, Cinco terá que derramar sangue, sangue de um dos seus: o do número Nove. Mas como ainda existe o problema do encantamento que protege a Garde de serem mortos fora de ordem, é preciso primeiro encontrar a solução!

Basicamente, a história se passa na base mogadoriana em West Virgina, onde Nove, e logo depois Quatro, foram mantidos prisioneiros. Assim, acompanhamos de perto a fuga da dupla pela perspectiva dos inimigos e as consequências deste ato na vida de Cinco.

O livro reforça as questões errôneas que levam Cinco a mudar de lado; segundo ele, pela sobrevivência, pois não há meios de derrotar Setrákus Rá, sendo melhor ficar do lado vencedor. Mas também há a ambição pelo poder e o desejo de mostrar ao restante de Garde o quanto ele é forte e especial.

O desfecho do livro nos leva diretamente ao início de “A Queda dos Cinco”.





sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Um novo aliado da Garde (Carla Cristina Ferreira)


Dando continuação à aventura de Número Quatro e da Garde, retornamos com mais um post sobre o recém-lançado e-book “Os Arquivos Perdidos: De volta a Paradise”, de Pittacus Lore. Este é o oitavo livro complementar da série Os Legados de Lorien publicado aqui pela Editora Intrínseca.

Nossa avaliação - 7.5
Se você perdeu a resenha de algum dos livros do Pittacus Lore pode conferi-las no campo PROCURO POR aqui do blog.

Atenção: Se você ainda não leu “Eu sou o Número Quatro”, não leia este post, pois pode conter spoliers.

Neste Arquivo Perdido, como o título diz, voltamos à Paradise logo após o ataque dos Mogadorianos à escola de John (Número Quatro), mas agora a história é contada por um ponto de vista um tanto inesperado: Mark James. Isso mesmo, o Mark que infernizou a vida de John assim que este passou a se interessar por Sarah, sua ex-namorada.

Após a fuga de John, Six e Sam, Mark e Sarah ficam completamente sem informações sobre o paradeiro dos lorienos e se vêm sem chão ao descobrirem que estão no meio de uma guerra intergaláctica entre duas espécies de alienígenas. Eles sabem que não podem compartilhar qualquer informação com as autoridades que estão investigando o “atentado” à escola; o FBI insiste em dizer que o responsável foi John e que em sua fuga acabou sequestrando Sam.

Sabendo da verdade, Mark tenta a qualquer custo obter alguma informação; de seu pai, o xerife da cidade, não consegue nada, pois o FBI está afastando qualquer um que não tenha “autorização” para acompanhar de perto as investigações. E é atrás de informações que acompanhamos a transformação de Mark: de valentão a um aliado e defensor da Garde.

Mas a situação se complica ainda mais quando John ressurge em Paradise e Sarah, após ser levada para interrogatório, desaparece misteriosamente; levando Mark a uma busca desesperada pela amiga.
Particularmente, achei este o mais fraco de todos os livros da série Os Arquivos Perdidos, pois a história não “complementou” muito ou tapou buracos deixados na série original, apesar de deixar claro que ainda veremos Mark em algum outro livro, oficial ou complementar.


Enquanto isso, ficamos na expectativa para que novembro chegue logo!! Mau podemos esperar pelo lançamento de The Revenge of Seven e de mais um e-book complementar “A Traição do Número Cinco”!!