sábado, 30 de março de 2019

DESATIVADO POR TEMPO INDETERMINADO

Boa tarde, pessoal,

Estamos procurando uma forma melhor de falar sobre livros, sobre autores e trazer novidades e entretenimento para vocês, então, por enquanto, optamos por desativar novamente o blog por tempo indeterminado.

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Beijos,
Carla, Lucy e Renata

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Decepção? Sim ou com certeza? (Lucyclenia Santana)

Olá, amigos.
Tudo bem com vocês?

Começar essa resenha, foi bem difícil. Tenho certeza que muitos fãs da Julia Quinn vão querer me bater, mas algumas coisas precisam serem ditas.

Pra começo de conversa (posso até vir a me arrepender do que estou dizendo, pagar pela língua ou mudar de ideia mas...) JULIA QUINN NÃO É TUDO ISSO!

Bom, vamos a resenha.

Nossa avaliação: 4.0
Sendo o primeiro romance da duologia Irmãs Lyndon, o livro "Mais Lindo que a Lua" chegou ao Brasil em 2018, lançado pela Editora Arqueiro. A sinopse nos promete um romance de época sobre um casal que, devido a um mal entendido, foi separado por anos. Claro, né, por ser Julia Quinn e pela capa linda, já desperta o interesse na leitura. 

Se antes mesmo de começar a resenha já deixei alguns sinais de que não gostei do livro, agora vou dizer um ponto positivo que muito me encantou: Julia Quinn escreve uma carta aos leitores logo no inicio do livro, antes sequer da história começar. ACHEI BEM FOFO ISSO! Nesta carta, ela explica o que lhe motivou a escrever um livro com esta temática e seus anseios de que o livro nos toque de alguma forma. E por mais impressionante que seja, Julia Quinn confessa que não acredita em amor à primeira vista, pois bem, eu também não. Mas voltemos à história do livro!

Robert avista Victoria na beira do lago e antes mesmo de ouvir sua voz ou de se aproximar para ver a garota de perto já decide que vai se casar com ela e já chega IMPONDO isso. Mas como assim? É isso mesmo que vocês acabaram de ler. Depois de muita conversa vai, conversa vem, encontrinhos as escondidas com a ajuda de Ellie, irmã mais nova de Victoria, passam-se poucas semanas e a mocinha acaba se apaixonando e decide que ele tem razão e aceita a imposição do casamento. Mas espera que o que já é ruim, fica pior. 

Robert é conde, herdeiro de uma grande herança e vive na alta sociedade, mas Victoria é a simples filha de um vigário, portanto os pais de Robert são contra o relacionamento, já que acreditam que Victoria só está interessada na herança dele, e o pai de Victoria também, porque acredita que o rapaz quer apenas se divertir com sua filha. Confesso que até entendo a maneira de pensar dos pais, eu até que concordei. Mas, enfim, certo dia os noivinhos resolvem fugir e, obviamente, tudo dá errado. Calma, isso não é spoiler.

Anos se passam e eles se reencontram. Só que as feridas causadas naquela época de adolescência ainda não cicatrizaram. Victoria agora é preceptora de um garotinho insuportável e odeia seu trabalho; Robert é um homem amargurado e decidido a se vingar de seu ex-amor. E os dois passam a vivem em pau de guerra e como será que esta história vai acabar?

Como eu disse antes, foi meu primeiro contato com a autora e não achei a Rainha dos Romances de Época lá essas coisas. A leitura foi bem rápida (graças a Deus), mas não me conquistou. Tem o romantismo, dá pra dar altas gargalhadas em algumas parte porem o mocinho é absurdamente INSUPORTÁVEL. Ele é autoritário, persuasivo, possessivo, arrogante, ignorante, abusivo, machista, infantil, não aprendeu a ouvir não, mimado, só serve o que ele quer, não aceita opiniões de ninguém, acredito que por ser filho único, mas, pelo amor de Deus, nada justifica tanto egocentrismo.

Victoria é Victoria, uma garota doce, solícita em ajudar o próximo, amei-a ainda mais por ela impor sua autonomia, sua independência, por levantar a cabeça e ir em busca de sua felicidade, de procurar saber o que ela ama. Deu até vontade de abraçá-la em alguns momentos, mas ela também teve atitudes que me irritaram!

Enfim, a verdade é que o casal não me conquistou, e nem sei se deveria chamá-los de casal, porque sinceramente o que li aqui não foi em nenhum momento demonstração de amor.

O livro tem continuação e a resenha sairá na próxima quinzena, já adianto que valeu a pena insistir na série.

Por favor, quem já leu ou vai ler o livro, venha me dar sua opinião.
Preciso MUITOOO conversar sobre ele.

Até a próxima. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Será o fim do começo ou o começo do fim? (Renata Lima)


Antes de começar a resenha, vou logo dizendo que sou fã do autor e por mais que ele me decepcione, não sei meter o malho nele, então vamos adiante! 

Nossa Avaliação: 90
"A Fúria" é parte integrante da duologia com o mesmo nome que tem como segundo livro "A Tempestade", que resenharei para vocês daqui a 15 dias. O livro do excepcional autor da série A Fuga de Furnace, Alexander Gordon Smith, foi publicado aqui no Brasil em livro físico e e-book também pela Editora Benvirá!

No primeiro livro da duologia, conhecemos os personagens principais Daisy, Cal e Brick. Nossos três mocinhos, que não se conhecem e moram em lugares diferentes, notam que as pessoas ao seu redor do nada começam a ter atitudes violentas para com eles. Daisy, uma menina de 13 anos, toma uma cusparada na cara de um parceiro de teatro, Cal, o astro de futebol do colégio, é hostilizado, e perseguido por colegas e funcionários da escola, Brick é ferozmente atacado pela própria namorada.

Sendo assim, os jovens, e outras pessoas ao redor do mundo, são obrigados a se esconder e Brick abre um fórum para buscar entender o que está acontecendo e verificar se há outras pessoas na mesma situação que ele. Alvo de chacota online, Brick resolve se exilar em uma parque de diversões desativado até que recebe uma mensagem de Cal, afirmando que a mesma coisa está acontecendo com ele. Mas o que é isso? Um ataque terrorista? Uma doença? Os dois combinam um encontro na área próxima ao parque onde Brick está escondido.

Ao mesmo tempo, um inspetor da Scotland Yard, Alan Murdoch, é chamado ao necrotério para verificar algo bastante incomum: um corpo foi encontrado, mas apesar de clinicamente morto o cadáver ainda respira sem ajuda de qualquer aparelho. O problema é que o ar que esse cadáver inspira não vai para os pulmões, simplesmente desaparece sem qualquer explicação e os legistas estão apavorados.

Voltando para nossos heróis, Cal está a caminho do local que Brick indicou no fórum quando algo faz com que ele saia da estrada e acabe parando na cidade de Daisy e consiga resgatá-la de ser morta por vizinhos e policiais. Mesmo traumatizada, Daisy aceita a ajuda de Cal e em pouco tempo descobre que além de Cal ela consegue "sentir" e se "comunicar" com Brick. Ela sabe que pode confiar nos dois rapazes e, quando os três finalmente se encontram, apesar de um problema inicial, eles precisam descobrir porque o mundo inteiro parece estar contra eles!

Como eu disse no início, sou suspeita. A capa do livro é tudo de bom e o livro ótimo, muito bem escrito, cheio de aventuras e momentos "ai, meu Deus!". Só que uma coisa me tirou um pouco a atenção: eu ficava o tempo todo me perguntando onde o autor iria parar com tudo aquilo. Se ele conseguiria amarrar as histórias direitinho, se haveria uma explicação plausível para a Fúria. Por um lado, adorei de verdade, por outro fiquei bem preocupada com o desfecho de tantos personagens e da história como um todo.

A dica por enquanto é: leiam esse livro, sofram com os personagem, preocupem-se com o fim, como eu. Vale a pena!



sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Há esperança na humanidade! (Lucyclenia Santana)

Olá queridos!

A resenha de hoje é de um daqueles LIVROS com letras maiúsculas e em negrito, que na minha visão deveriam ser lidos por todos, daqueles que tocam lá no fundo da alma e que, com certeza, irá te emocionar, assim como também me emocionou. Estamos falando de nada mais, nada menos que "Sonata em Auschwitz", de autoria da brasileirinha Luize Valente, lançado pela Editora Record. 

Nossa avaliação: 10.0

Amália é portuguesa, filha de imigrante alemão, cuja família imigrou para Portugal após a segunda guerra mundial. Conversas sobre o tema foram banidas por seu pai, que criou até inimizade com os demais membros da família devido ao seu posicionamento contra o nazismo.

A história começa a se desenrolar logo nas primeiras páginas, quando Amália chega em casa e sem querer ouve uma ligação, onde a sua bisavô Frida, já com idade centenária, procura o seu pai para tratar assuntos de família. Sabendo que o pai abomina o passado e não quer ter envolvimento com os membros da própria família, Amália, sem o conhecimento do pai, pede que sua bisavó lhe conte esse passado da família.

Dias após o encontro, Frida vem a falecer e, atendendo ao pedido da sua bisa, Amália parte para o Rio de Janeiro a procura de Adele e Haya que são peças fundamentais para o desvendamento desse passado obscuro.

"Olhar pra trás é como entrar na contramão em uma avenida movimentada".

Amo demais um grupo que me faz ler temas diversos, me dá oportunidade de conhecer novos autores e tomar conhecimento de livros magníficos que eu normalmente não leria ou não procuraria por mim mesma, então, obrigada! #DesafioDasEstrelasForever.

Sendo este meu primeiro contato com a autora, achei sensacional a maneira que ela transmitiu sua mensagem sobre um tema pesado, de forma fluida, leve e envolvente. Com certeza, vou pôr na lista outros livros dela para serem lidos em 2019, na primeira oportunidade que surgir.

Confesso que livros acerca da segunda guerra mundial, nazismo, holocausto e Hitler, são livros que me deixam com o coração na mão. Mas, este com certeza, devido a maneira em que foi abordado, de forma envolvente e riquíssimo em detalhes, com certeza entrou pra lista de favoritos de 2018.

Estou simplesmente embasbacada com a forma que a autora encontrou para transformar um assunto tão pesado, em algo tão belo, emocionante, real e palpável. Quando digo que o livro é rico em detalhes, podem acreditar, Luize nos transporta para dentro dos campos de concentração, nos faz sentir na pele o que os personagens sentiram e passaram.

O livro é narrado em primeira e terceira pessoa, flui de forma bem rápida, porém não é um livro para ser lido às pressas. Apesar de fluido, em 90% do livro me vi com um nó na garganta e as lágrimas insistiam em surgir, o que me fez pausar a leitura em diversos momentos para digerir o que estava sendo lido e sentido, recuperar o fôlego e enxugar as lágrimas. 

"Frida foi direta, sem floreios. Jogou-me o passado que voltou a atormentá-la em pesadelos noturno. Não partiria com ele. Fridedich era o filho amado de um casamento de conveniência com Hans, alto oficial do Reich que se suicidou no fim da guerra."

Espero que gostem da resenha, dividam comigo suas opiniões.

Boa leitura.