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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Terminada... mas uma saga chega ao fim! (Carla Cristina Ferreira)

Nossa avaliação - 4.0

Depois de 12 livros, finalmente, chegou ao fim uma das sagas mais longas e mais chatas que já li. Isso mesmo, estou falando da série House of Night de P.C. Cast e Kristin Cast; aquela série que começou com “Marcada” e agora posso comemorar porque está oficialmente TERMINADA!

Olha, não foi fácil seguir em frente, pensei em desistir váaaaaaaarias vezes e só não o fiz, pois não queria deixar o blog na mão sem um registro do que foi a saga ao longo dos livros e finalmente no seu desfecho.

A saga tinha saído dos trilhos em “Queimada” e daí em diante foi só ladeira abaixo; não poderia ser diferente no último volume. Em “Redimida”, Zoey é presa pelo assassinato de dois homens e aceita de bom grado a punição que acredita merecer: ficar isolada de outros vampiros para assim não cumprir a transformação. É obvio que é daí que vem o título do livro, porque todos que leram “Revelada” sabem que a culpa é nada mais que de... tandã... Neferet!

Estranho que, para mim, o título não condiz com o que realmente acontece no livro. Não vejo Zoey ser redimida de nada, até porque ela não fez nada para ser redimida e confesso que até pensei que o título se referia a Neferet; tinha uma pequena esperança de que a dupla de autoras poderia dar um final melhor para a personagem (que foi decepcionante)!

Pois é, não há muito o quê se falar do livro a não ser que é uma chatice e encheção de linguiça até o final.... Zoey e seu círculo andam como baratas tontas tentando achar uma forma de derrotar Neferet e depois de tanto bater cabeça, a solução surge de forma rápida e simples e nem um pouco original, além de não precisar de esforço algum. A batalha final é pobre, sem ação ou sequer glamour; sem contar que o final dado para o “círculo” foi bem clichê!

Não entendi bem qual foi a intenção das autoras ao colocar personagens secundários (que só surgiram neste livro) para narrar a história, pois sinceramente não acrescentou em nada e nem mesmo valorizou a história por outro ponto de vista. Até mesmo Neferet me pareceu deslocada, com um objetivo chinfrim, pois para uma vilã do seu porte achei que ela deveria estar mais centrada em reinar do que em ser venerada ou se preocupar com festas. Pareceu-me que as autoras não sabiam muito bem o que fazer com a personagem agora que esta finamente havia se revelado.

O epílogo, ou melhor, o Subsequentemente, como foi intitulado o capítulo final, também não agradou... Uma escola como a Morada da Noite deveria ter um corpo docente mais definido e presente (algo que deveria ter acontecido em toda a saga, mas como as autoras foram matando todos os professores...), mas como isso não acontece, é claro que Zoey e seu círculo acabam indiretamente tomando o comando da escola.

Enfim, tempo e dinheiro jogado fora. Ainda bem que acabou porque já estava cansada! J


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Ainda há algo para revelar?? (Carla Cristina Ferreira)

Nossa avaliação - 4.0

Antes de começar esta resenha, gostaria de me desculpar com todos os nossos amigos do blog pela minha ausência no último mês, mas tive alguns contratempos e não tive condições de dar continuidade as minhas leituras e provavelmente ainda ficarei ausente por algum tempo, tentando publicar alguma coisa de tempos em tempos, mas com certeza a minha frequência será reduzida. Não se preocupe; estou bem! Apenas ando muito indisposta e precisando de repouso.

Mas vamos ao que interessa... Este livro já foi lançado há alguns meses e eu estava louca para falar um pouco desta bomba com vocês. Sempre digo que livro é questão de gosto tanto quanto música e filme. Sei que muita gente simplesmente AMA esta série, mas como já disse em outro post, só estou dando continuidade para não deixar a coisa pela metade, principalmente agora que a reta final se aproxima. Falo, nada de mais e muito menos, da série House of Night de P. C. Cast e Kristin Cast, publicado pela Novo Século.

Para quem não se lembra do último livro, pode dar uma conferida aqui, lembrando que este é o 11º livro da série, “Revelada”.

Após o final trash de “Escondida”, Zoey e seus amigos organizam um evento de adoção de gatos-de-rua na Morada da Noite quando aranhas começam a invadir o local (Jura? Aranhas? Não tinha nada mais criativo?). Para proteger humanos, vampiros e novatos, Zoey traça um círculo, mas o resultado acaba sendo inesperado.

Neferet não faz mais distinção entre seus inimigos, atacando a população humana e instalando o caos em Tulsa, após o assassinato do prefeito; a culpa, claro, recai sobre a Morada da Noite e seus ocupantes.

Um novo poder (mais um? sério?) começa a se manifestar na Morada da Noite e ele pode estar agindo diretamente Zoey sem que esta perceba; é hora de seus amigos ficarem atentos. E se você esta se perguntando aonde o título entra, basta saber que “finalmente” Neferet se releva como verdadeiramente é à comunidade humana.

Para variar só um pouco, o livro é uma perda total de tempo, variando entre toda a historinha de Neferet ao longo de sua vida como vampira a um bate-papo entre Kalona e seu irmão Erebus, permeados de algumas explosões de humores de Zoey e sua clássica divisão de sentimentos entre Stark e Aurox/Heath. Ah! Sem contar o atentando contra a um membro do círculo, mas até isso é previsível.

Editorialmente falando, o livro é permeado de erros de concordância verbal (em alguns momentos tinha vontade de jogar o tablet longe!) Ex.: “Então sobrou para nós lidar sozinhos com Neferet...” ou “Eles já havia tido estresse o bastante...”, e por aí vai.

Bem, para quem está curioso em saber, basta apenas mais UM ÚNICO livro para encerrar a série: Redeemed, que tem previsão de lançamento nos EUA em 14 de outubro e só deve chegar aqui em março ou abril do ano que vem.

Sinceramente, não espero mais nada desta série pelo andamento que as autoras estão dando e já espero um final bomba e provavelmente com uma brecha para uma continuação, afinal hoje em dia o mercado editorial não está priorizando a qualidade, apenas a rentabilidade da publicação. L


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Vampirismo e Criogenia (Carla Cristina Ferreira)

Indubitavelmente, percebi que me tornei uma leitora mais exigente, muito mais seletivas nas minhas leituras, porém, mesmo selecionando “bons” livros, acabo me deparando com alguns fiascos. Foi o caso do último livro que encarei, “Sangue e Gelo” de Robert Masello, publicado pela Suma das Letras.

Nossa avaliação - 4.0
Na verdade, a Aline escolheu este livro para eu ler no “Me indique um livro” no final do ano passado, mas na época não consegui lê-lo. Como estou passando por uma fase que só consigo ler e-book (infelizmente) este acabou sendo uma das minhas opções disponíveis.

Mas vamos ao livro... Incialmente devo dizer que o livro captou minha atenção, tanto que até os 45% segui em um ritmo intenso, mas depois fui desanimando.

A trama tem foco tem Michael, um fotojornalista que trabalha para uma revista tipo National Geografic que acaba de passar por um momento traumático: sua namorada sofreu um traumatismo craniano enquanto escalavam juntos e agora se encontra em coma sem chances de recuperação.

Pensando em retomar sua vida e sua carreira, Michael decide aceitar um trabalho especial: acompanhar durante um mês a rotina de cientistas em uma estação de pesquisa no Polo Sul. Fascinado com a ideia, Michael nem pensa muito e topa na hora.

Paralelamente, somos transportados para o ano de 1856 e acompanhamos o casal Sinclair e Eleanor em uma viagem pelas águas no Polo Sul, porém algo dá errado durante a viagem: a tripulação suspeita dos passageiros e após o descobrimento de uma estranha garrafa de vinho, decidem se livrar dos amantes, acorrentando-os e jogando-os nas águas geladas da Antártida.

Assim, a história é intercalada pelos acontecimentos presentes e as memórias de Eleanor e Sinclair: do momento em que se conheceram até a sua fuga de Portugal, acabando no navio Coventry e seu gelado destino. Mas é claro que a história esquenta, ou melhor, literalmente esfria, quando Michael, durante um mergulho para fotografar a vida marinha do mar gelado, se depara com uma mulher presa dentro de uma geleira.

O problema do livro é que se perde muito tempo com as memórias de 1856, tornando a história enfadonha e dá uma grande vontade de pular a lenga-lenga dos momentos de Sinclair na guerra ou todo o blá-blá-blá de Eleonor como enfermeira, socorrendo os soldados feridos.

O livro também se perde ao tentar transportar o leitor para momentos irrelevantes como quando Michael e seus novos amigos precisam construir um iglu ou toda a descrição sobre uma antiga estação baleeira abandonada e todo o massacre ocorrido ali. Ficamos à espera dos fatos mais relevantes como o que houve com o desafortunado casal, que transformação foi essa que ocorreu e como isso vai impactar na estação de pesquisa.

Não preciso esconder que o livro trata de um tipo de vampirismo (esta informação está na contracapa do livro), no qual ficamos esperando para saber porque o infortunado casal conseguiu sobreviver durantes a passagem dos séculos, mas alguns pontos não fizeram sentido para mim. Por exemplo: como pode pessoas diferentes serem “infectadas” por esta doença e ao mesmo tempo reagirem de formas diferentes: Sinclair e Eleonor são pessoas pacíficas que lutam contra a sede, mas quando dois pesquisadores são ‘infectados” estes transformam-se em monstros.

Outro ponto: como um vampiro precisa se aquecer e inclusive precisa se alimentar, chegando a comer ração de cachorro para não passar fome? E mais, como roupas e livros não se deterioraram com o passar dos anos com o sal e o gelo? Não faz muito sentido, pelo menos para mim. Sem contar a solução para salvar Eleonor desta doença e levá-la de volta à civilização.

Sei lá, o que tinha para ser um ótimo livro, deixou e muito a desejar.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Mais surpresas em "Os Doze", continuação de "A Passagem" (Renata Lima)


Para você que ainda não leu "A Passagem" de Justin Cronin, publicado no Brasil pela Arqueiro, corre lá porque você PRECISA ler esse livro se gosta de distopia e de vampiros. Depois você volta aqui e diz o que achou porque esse post pode ter spoilers do primeiro livro, então cuidado!

Nossa Avaliação - 9.0
Se no primeiro livro conhecemos e nos apaixonamos por Amy, Peter, Wolgast, Michael, Lish, Sara, Hollis etc, no início de "Os Doze" ficamos meio confusos a medida que novos personagens são introduzidos nessa distopia vampiresca e vamos tropeçando até a metade em um livro um tanto mediano para os padrões pré-estabelecidos no primeiro livro.

Há outros sobreviventes para conhecer. De um lado os maus (será mesmo?) Grey, Lila, ex-esposa de Wolgast, uma mulher desorientada e confusa, e Guilder, uma vez subdiretor responsável pela caçada a Grey e agora basicamente um pau mandado dos Doze na missão de criar um ambiente confinado e seguro para os vampiros com sangue em abundância.

De outro lado os grupos que eu apelidei de O Grupo do Ônibus e o Grupo da Plantação. 

No Grupo do Ônibus temos o ex-militar Bernard Kittridge, o motorista de ônibus com  problemas mentais Danny, o garotinho que Danny levava para a escola Timothy e a irmã mais velha dele April, um grupo de sobreviventes que eles encontram presos na traseira de uma van Joe, Linda, o bebê Boy Jr., Wood e a namorada Delores, a idosa Sra. Bellamy, Jamal e Pastor Don. Esse grupo é levado ao Fort Powell, um local de sobreviventes, pela Major Porcheki. Mas será que o Fort Powell é tão seguro assim?

No Grupo da Plantação temos Curtis Vorhees, Cruk, Tifty (amigos de infância que têm suas rusgas depois que o irmão mais novo de Vorhees morreu ao perseguirem uma mentira criada por Tifty quando eram crianças), Dee, a esposa de Vorhees, suas duas filhas Nit e Siri entre outros. A Plantação é atacada pelos dracs (ou saltadores, ou vampiros, ou sugadores) e poucos sobrevivem. Os sobreviventes serão fundamentais a partir da Parte IV do livro (mais ou menos em 38% do livro) quando nossos personagens favoritos, de quem tivemos pouquíssimas notícias até agora, estarão de volta. 

Boa parte do livro se passa cinco anos depois do fim do primeiro livro. Amy se juntou às freiras da colônia e está ajudando a cuidar das crianças (entre elas Caleb, agora órfão), enquanto Hollis está em outro assentamento sofrendo a perda da esposa desaparecida e dada como morta ou "tomada" (Sara), Lish ainda caçando Os Doze, Wolgast aparece apenas nos sonhos de Amy, Michael está ajudando na extração de petróleo e agora tem uma namorada, Lore, Peter continua crescendo na escala militar e Greer está preso acusado de deserção.

Mas a partir da metade do livro, a história de todos esses grupos se entrelaçam em uma missão que parece impossível e até suicida: eles precisam unir forças e procurar não mais Os Doze, mas o Ninho que eles estão construindo para se esconder, o covil onde eles mantém humanos reféns, entre eles humanos que nós já conhecemos no livro anterior, sem necessariamente contar com Amy e Lish, as duas únicas que têm força suficiente para enfrentar um drac à altura. Ambas estão lidando com seus próprios fantasmas e com as limitações de uma vida sobrenatural sem sangue.

Se achei o primeiro livro fenomenal, achei esse segundo excelente, apesar de ele só engrenar mesmo depois dos 38%, mas só depois que o livro engatou que eu entendi que toda aquela introdução de personagens era mesmo necessária, até mesmo essencial. 

Não preciso dizer que estou extremamente ansiosa para o terceiro livro "The City of Mirrors" ("A Cidade dos Espelhos" em tradução livre) que só sai nos Estados Unidos no final desse ano ou inicio de 2015 (maio é o que dizem).

A produtora de filmes do Ridley Scott comprou os direitos do filme "A Passagem" em 2010 por US$1.75 milhões (um milhão e setecentos e cinquenta mil dólares) e se não fizer o filme em 10 anos o autor pode vender os direitos a outra produtora. Ridley Scott, vamos lá, agitar esse filme, né?

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

A Passagem não tem nada a ver com A Cabana (Renata Lima)


Esse fim de ano de 2013 me trouxe uma surpresa muito grata, mas preciso explicar o que aconteceu para ver se além da Carla alguém mais concorda comigo!

Eu sempre corri do livro "A Passagem" de Justin Cronin por causa da capa. Convenhamos que a capa é muito parecida com a capa do livro "A Cabana" de William P. Young que eu abandonei na metade, até a fonte é a mesma, o layout, tudo, então que atire a primeira pedra quem nunca julgou um livro pela capa!

O que me fez ler "A Passagem" foi um amigo meu ter insistido que era um livro de vampiros e ter me passado o audiobook em inglês. Eu pensei "vou ouvir um capítulo e ver se vale a pena" e quando dei por mim já estava procurando o e-book e no fim comprando a versão impressa na Black Friday do Submarino junto com o segundo volume "Os Doze" que estou lendo agora em dezembro. A minha capa é a capa logo abaixo (graças a Deus!).

O livro é dividido em seis partes, então vamos a elas!

Nossa Avaliação - 100
Na primeira conhecemos a vida pregressa da menina Amy Bellafonte, aquela que vai ser chamada ao longo do livro de vários títulos (A Garota de Lugar Nenhum, Aquela que Surgiu, A Primeira, Última e Única, a que viveu mil anos) e Os Doze, condenados à morte que receberam uma "segunda chance" e foram levados para uma instalação subterrânea no meio do nada e submetidos a uma experiência que inicialmente visava curar todo tipo de doença, mas acabou dando a esses homens poderes físicos e mentais de super-humanos. Com esses poderes, as cobaias também desenvolveram hipersensibilidade à luz solar, sede de sangue e instinto assassino. Amy, que recebeu uma dose modificada do vírus anterior, continua sendo Amy, mas também tem poderes sobrenaturais e consegue ouvir a confusão mental em que os outros vampiros se encontram.

Nessa parte conhecemos também Wolgast , em sua comovente busca por fazer o que é certo depois de fazer o errado, resgatando Amy da instalação do Governo depois que os vampiros se libertam e desenvolvendo com ela, ao longo da fuga, uma relação de pai e filha tão linda que nos faz querer que ele nunca se vá, mesmo que saibamos que Amy é imortal e Wolgast é apenas um humano, assim como Lacey Antoinette Kudoto, a freira que cuida de Amy quando a mãe a abandona no convento e que cria um laço tão estreito com a menina que acredita que ser uma enviada de Deus para proteger a criança.

Há uma série de personagens importantes que nos são apresentados nessa primeira parte: as cobaias, em especial a Número Zero, Anthony Carter, Grey, Iggy, agente Doyle, entre outros. Todos eles terão partes fundamentais no desenrolar da história e também no segundo livro.

A segunda e a terceira parte do livro são curtinhas. Na segunda parte do livro, temos o desenrolar da fuga de Amy e Wolgast e as notícias de terror veiculadas nos jornais. É uma parte relativamente pequena se considerarmos as outras, mas é uma parte bem emocionante. Na terceira parte, Titia (uma nova personagem também importante para a história) nos conta como foram os anos logo após a fuga dos "saltadores" ou "fumaças", como os vampiros são chamados. Eles se espalharam, fizeram novas crias e estão ganhando a guerra,  então começa o êxodo humano para as cidades fortificadas a partir do dia em que a Humanidade percebe que não há volta.

Na parte quatro, conhecemos a Primeira Colônia nas montanhas de San Jacinto, Califórnia, e de todas as partes, essa foi a parte que mais me prendeu, fora a primeira, claro! Somos apresentados aos personagens que seguirão conosco até o fim do livro (e além dele, claro, no segundo livro). Os moradores da Primeira Colônia acolhem e cuidam de Amy, agora uma adolescente, com ferimentos graves, sem saber que Amy e Peter Jaxon já se conheciam, pois há pouco Amy o salvou dos virais em uma excursão fora dos muros da cidade. 

A partir daí uma sequencia eletrizante de invasões, morte, ação, aventura e até sequestro se desenrola. Cada personagem nos conquista com uma característica diferente, desde Michael, o nerd, a Theo Jaxon, o corajoso; Mausami, apaixonada por Theo, mas casada com outro homem; Sara, a enfermeira, irmã de Michael; Lish, a guerreira; Caleb e posteriormente Hollis. Toda a ação dessa parte culmina numa espetacular fuga narrada em páginas e páginas de adrenalina pura que torna impossível largar o livro e nas últimas duas partes informações essenciais serão reveladas por uma fonte inesperada.

A melhor parte do livro, e acho que a maioria das pessoas que leu vai concordar comigo, é essa sensação de medo que se instala a partir do momento em que os vampiros, ainda presos na instalação governamental, começam a mostrar do que são capazes. Posteriormente a fuga deles se instaura uma sensação de caos e medo pelas descrições das cidades vazias, da falta de uma liderança organizada que ao mesmo tempo nos faz torcer por essas pessoas que são obrigadas a se adaptar com o que sobrou. A falta de água, a falta de comida, a falta de segurança, tudo nos atinge como se fôssemos nós lá com eles, vivendo em um tempo de medo e desolação, mas também em um tempo de união e esperança!

Uma das melhores leituras de 2013 ao lado de "Encarcerados" de Alexander Gordon Smith!

Outras capas lindas de "A Passagem" pelo mundo. Me pergunto qual é o problema
em criar uma capa mais interessante para o Brasil em vez de pegar a mesma fonte e o mesmo layout de um outro livro.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Um inferno mesmo (Aline Basilio)

Nossa avaliação - 5.0


Ganhei o livro “Formaturas Infernais” de presente de aniversário da minha amiga Renata. E, vamos ver do que se trata... O livro é composto por cinco contos de diferentes autoras e todas as histórias relatam algum fato envolvendo formaturas.

“A filha da exterminadora” é o primeiro conto do livro. Escrito por Meg Cabot, nos relata a história de Mary e Lila, melhores amigas. Porém, Lila muda sua atitude quando encontra Sebatian Drake, um vampiro, por quem ela substitui o namorado Ted. Mary conhece Drake e sabe que precisa exterminá-lo, e isso será durante a formatura.

Segundo conto, da autora Lauren Myracle, permeia “A primavera dos apaixonados”, a formatura escolar em que Frankie deseja que Will a convide. O casal decide visitar uma vidente e encontram um objeto interessante: um buquê (que dá título ao conto). Esse objeto permite realizar três desejos. Quais serão os desejos de Frankie?

O terceiro conto chama-se “Madison Avery e a morte” de Kim Harrison. Nesse conto, Madison vai à formatura acompanhada de Josh, porém durante a noite encontra Seth e decide abandonar Josh, seu par bonzinho para embarcar numa carona com um cara que ela nunca viu, ou melhor, uma carona para a morte. Só em livro mesmo...

“Salada Mista” é o quarto conto escrito por Michele Jaffe. Miranda trabalha como motorista, mas também possui poderes sobrenaturais e de premonição. E, em algumas ocasiões, decide intervir e modificar o final da história. Porém, sua missão é levar Sibby até o local combinado. Mas, como sempre, acha que há algo errado e decide descobrir.

O quinto e último conto, escrito por Stephenie Meyer é “Inferno na terra”. Narra a história de uma menina que tenta destruir a felicidade dos outros alunos durante o baile de formatura, porém é impedida pelas outras pessoas.

Confesso que embora a leitura seja rápida, demorei um pouco para ler, pois as histórias não me envolveram e fiquei desestimulada. Achei muito chato e só não abandonei por pouco. Muito cansativo, exaustivo, me decepcionei L.


Não indico a leitura nem para meu pior inimigo.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

'Esconderam' o final de House of Night? (Carla Cristina Ferreira)


Se o assunto é vampiros, não há como não falar de House of Night, uma das sagas mais rentáveis ultimamente. O último lançamento, “Escondida”, é o 10° livro da série, que até o momento tem previsão de ter mais dois livros publicados “Revealed” e “Redeemed”. Aqui a série é publicada pela editora Novo Século.

Eu já havia falado um pouco de House of Night, em um outro post, mas depois é que percebi que falei muito superficialmente sobre alguns títulos que compõe a saga, então vou falar muito rapidamente deles antes de ir ao ponto.

Vou começar com “Indomada”... Aqui Afrodite passa a ter visões sobre uma antiga lenda Cherokee sobre um anjo caído chamado Kalona e é com o surgimento desse personagem que a trama começa a ficar mais interessante a cada página.

Até “Caçada” a história permanece intrigante, cheia de acontecimentos que fazem o leitor vibrar do início ao fim, mas quando chegamos em “Tentada” já começamos a perder um pouco o ritmo e aos poucos vamos ficando com a impressão de que a história não está indo para lugar nenhum. Aqui o foco está em Stevie Rae e Rephaim e também na reunião do Conselho Supremo dos Vampiros. O final, tenho que dar o braço a torcer, é surpreendente; consequência das confusas relações de Zoey.

Aí, em “Queimada”, a coisa desanda de vez. Ao invés das autoras começarem a guiar a história para o seu fim, começa uma chata explicação sobre o bem e o mal e suas representações. Aqui o foco é resgatar Zoey com a ajuda de Stark, Afrodite e Stevie Rae.

“Despertada” é simplesmente um tédio. Aqui Stevie rouba a cena, pois toda a parte centrada em Z é chatíssima. A grande batalha entre Luz e Trevas parece se aproximar, mas independente do que acontece nesse livro, nada muda muito.

O mais chato de todos os livros, “Destinada”, não acrescenta em nada e só faz prolongar a batalha final entre Z e Neferet. Aqui a única diferença, e bem chata por sinal, é o destaque para uma personagem para lá de secundária, deixando a história ainda mais cansativa e sem propósito. No geral, o livro é pura enrolação.
E finalmente chegamos ao que interessa: “Escondida”. A história ocorre meio que simultaneamente ao final de “Destinada”, narrando os últimos eventos sob o ponto de vista de outros personagens.

Como a encheção de linguiça não pode faltar é claro que temos que perder tempo com a história da vida de Lenobia e um pouco do passado de Kalona, assim como encontramos o velho clichê da vilã que fica boazinha e da mocinha que vira mau-caráter. Podiam ser um pouquinho mais criativas, né?

Zoey está mais chata do que nunca e o que já havíamos desvendado no final de “Destinada” se confirma no final de “Escondida”, através da pedra da vidência. Tenho a impressão que estou correndo atrás do próprio rabo, pois não há nada realmente novo no livro; tudo o que foi falado aqui é apenas uma confirmação do que foi dito no livro anterior. Nada de mais, nada de menos.

Nossa avaliação - 4.0
Neferet é desmascarada, mas isso não é assim tão relevante e impactante ao ponto de mudar o rumo da trama; o final dado à ex-Grande Sacerdotisa é mais um clichê que já vimos em vários filmes de "terror".

Sei que muita gente é apaixonada pela saga e que achou esse livro o melhor de todos, mas quero deixar claro que para quem é fã de livros/filmes de vampiros a série está fugindo muito do foco. Não consigo me livrar da sensação de que as autoras estão ‘escondendo’ o final até não ter mais como desembaraçar esse ninho de mafagafo.

Pior é ainda ter que encarrar mais dois livros para finalmente dar fim a esta saga; sacrifício que faço pelo blog, pois já sei que será impossível recuperar a admiração que obtive com os primeiros seis livros da série. O que não faço por amor ao blog? ;-)

Só para relembrar, quando o 10° livro foi lançado, a Maria Fernanda Moraes, do site Saraiva Conteúdo, entrou em contato com o blog perguntando se queríamos participar de um post sobre a série House of Night. O resultado vocês conferem aqui.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O outro lado de Guillermo del Toro (Carla Cristina Ferreira)


Foi uma surpresa quando soube que Guillerme Del Toro, o diretor de Hellboy e do belíssimo O Labirinto do Fauno, estava se aventurando no ramo editorial, mas ainda quando soube que o livro teria como tema uma das minhas paixões: vampiros.

Nossa avaliação - 6.0
Publicado em 2009 pela Rocco, o livro “Noturno” teve muita repercussão positiva e claro que fui logo à caça de um exemplar. O livro na verdade foi feito em uma parceria de Del Toro com Chuck Hogan, na qual o primeiro provavelmente elaborou um roteiro inicial e o segundo desenvolveu a história em forma de prosa. Tanto que para quem já leu o livro deve ter notado que ele tem todo o andamento de um filme, perfeito mesmo para ir para as telinhas. Algo que eu não duvido que vá acontecer em algum momento.

Mais indo ao que interessa, a história começa com o pouso de um Boeing 777 em Nova York aparentemente normal, mas de repente as luzes apagam, a comunicação com a cabine é cortada e ninguém desembarca. Há assim a suspeita de que um ataque terrorista através de algum agente biológico. O susto ocorre quando Eph Goodweather, um dos protagonistas, é chamado para averiguar a situação e constata que apenas poucos passageiros estão vivos.

Misturando o tempo presente com as lembranças do passado de Abraham Setrakian (um sobrevivente do Holocausto), aos poucos vamos familiarizando-nos com antigas histórias europeias sobre estranhas criaturas de hábitos noturnos. O misterioso caso do Boeing alerta Setrakian para o início de uma esperada guerra.

O trunfo do livro está em transformar um ser folclórico em algo real, plausível e cientificamente comprovável. Mas o problema para mim foi que os vampiros do livro não se parecem em nada com os vampiros tradicionais; eles estão na verdade mais para zumbis do que para vampiros; tirando o fato que se alimentam de sangue e não se expõe à luz do sol.

Para combater essa epidemia vampírica, Goodweather e Setrakian se juntam para enfrentar a escuridão que toma conta da cidade e muito em breve pode dominar o mundo.

Por incrível que pareça, gostei mais das lembranças de Setrakian nos campos de concentração e seu primeiro contato com os seres da noite do que na investigação para descobrir o que causou a morte dos passageiros do misterioso voo. É claro que só depois percebi que a história não será finalizada nas mais de 400 páginas e sim em mais dois livros que comporão a “Trilogia da Escuridão”, sendo eles “Noite Eterna” e “A Queda”.

Como o primeiro livro me decepcionou um pouco, não me animei muito para ler os outros, mas agora com o blog resolvi encarar o desafio e em breve trarei mais notícias sobre esse “novo” campo de trabalho do Del Toro.


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Anjos X Demônios de André Vianco (Carla Cristina Ferreira)


Chegou a hora de mais um post sobre André Vianco. \o/

Já falamos aqui dos vampiros do Rio D’ouro no post sobre “Os Sete” e “Sétimo” e também sobre os romances sobrenaturais do autor. Agora é a vez de falarmos sobre um tema bastante frequente nos livros hoje em dia: anjos! Para quem não sabe, Vianco foi um dos primeiros autores a abordar o tema, bem antes de esse boom surgir, com o livro “O Senhor da Chuva”, publicado pela editora Novo Século em 2001.

Nossa avaliação 8.5
O livro aborda a luta entre anjos e demônios no plano astral e mostra como estes não podem interferir diretamente no nosso plano físico, estando limitados apenas a nos guardar e aconselhar da melhor maneira possível. Este aconselhamento ocorre em forma de estímulos, ou melhor, sensações, de perigo e alerta, por exemplo, influenciando assim nossos pensamentos.


Neste livro Vianco foca nos irmãos Samuel e Gregório; o primeiro é um modesto fazendeiro na cidadezinha de Belo Verde, enquanto o segundo, cheio de ambições, vive na grande São Paulo em meio a ladrões e traficantes de drogas. A vida desses irmãos muda completamente quando Gregório, preste a morrer, tem o corpo possuído pelo anjo Thal, que no plano astral também está à beira da morte.

Gregório, imbuído da bondade do anjo que carrega consigo sem saber, resolve deixar a sua vida bandida de lado e voltar para junto da família. O que ele não sabe, é quando Thal “foge” para não ser destruído pelos cães do inferno, ele na verdade quebra uma regra sagrada, permitindo que seus oponentes convoquem uma Batalha Negra depois de anos de relativa “paz”.

Apesar de não ser fã de livros de anjos, esse não tem para ninguém; talvez por se tratar de um livro onde os anjos não se relacionam carnal ou emocionalmente com os humanos, centrando-se apenas da luta entre o bem X mal e nas suas consequências, como o que acontece com cada anjo derrotado, por exemplo. Também é interessante como os papéis do bem e do mal mudam, principalmente com respeito a Samuel.

O mais bacana de livro? A grande sacada de autor? Uma nova teoria para o surgimento dos temidos (e adorados) vampiros; além de convincente. Na minha opinião, o melhor livro do autor, além de ser o primeiríssimo escrito por ele.

Gostou? Então, boa leitura!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Stefan ou Damon (Carla Cristina Ferreira)



Como prometido, demorou, mas finalmente trago os irresistíveis Damon e Stefan, da série de livros “Diários do Vampiro”, escrito por L. J. Smith. Meu interesse por estes seres sombrios em particular veio através da série de TV homônima que, confesso, comecei a acompanhar tardiamente, mas que me cativou, principalmente pela interpretação e tiradas espirituosas de Damon (interpretado por Ian Somerhalder, o Boone de Lost). 

Nossa Avaliação - 7.0
A saga dividida em quatro volumes conta a história dos irmãos Salvatore e a disputa deles pelo amor de Elena, no presente, e de Katherine, no passado em que foram criados. Ao ler o primeiro volume “O Despertar”, percebi as diferenças entre a série de TV: para começar o nome da cidade na TV é Mystic Fall’s e no livro é Fell’s Church; Elena que na TV tem um irmão chamado Jeremy (apenas uns dois anos mais novo do que ela), no livro tem uma irmãzinha chamada Margaret de 4 anos; e Damon e Stefan não fazem parte de uma das famílias fundadoras de sua cidadezinha como diz na série, mas na verdade são italianos nascidos na Renascença do século XV. Outras pequenas modificações foram feitas, mas o essencial está ali. 

A trama conta a chegada do estrangeiro e misterioso Stefan a cidade e em como Elena fica fascinada e determinada em conquistar o único homem que a ignorou na frente de toda a escola. Ao mesmo tempo estranhos ataques passam a perturbar a paz da cidade. Detalhe importante para uma Elena diferente da apresentada na série: egoísta e manipuladora e até certo ponto vingativa, com tendência a ser o centro do universo; e para os momentos em que Stefan volta ao passado para contar sua história para o leitor. 

O legal é que ao terminar o primeiro livro percebi que este só engloba na verdade dois ou três episódios, no máximo, da primeira temporada (em outubro começa a 4ª nos Estados Unidos) e fiquei me perguntando até onde os livros realmente vão e até onde os roteiristas foram para criar/complementar o universo da série, pois nas três temporadas que foram exibidas muita água já rolou. 

Nossa Avaliação - 7.0
No segundo volume “O Confronto”, Damon surge disposto a conquistar Elena de qualquer maneira, e seu
sorriso irônico e suas facetas sarcástico/bonzinho/predador começam aos poucos a predominar durante a trama seja no mundo dos sonhos, seja no mundo real: vale tudo para que Elena ceda aos seus encantos. 

Enquanto o primeiro livro é repleto de um romance água com açúcar forçado entre Elena e Stefan, no segundo sentimos o poder e fascínio que Damon começa a surtir sobre a mocinha e o próprio leitor começa a torcer um pouco para que o bad boy se dê bem no final. 

Mas o que realmente desce quadrado até aqui é o fato de “os poderes” serem capazes de transformar os nossos lindos e sedutores vampiros em animais como corvos, lobos e (pasmem) até mesmo tigres; o que pode fazer todo o sentido para a época de Bram Stoker, mas que para o século XX soa um pouco forçado demais. 

É interessante que até aqui a palavra ‘vampiro’ só foi mencionada apenas duas vezes; e em todo o momento a real essência dos nossos protagonistas fica subentendida pelos seus atos no decorrer da história. 

Nossa Avaliação - 7.5
Mas a grande reviravolta vem em “A Fúria”; e por sinal é impressionante! Confesso que em nenhum momento esperei um desfecho como este (apesar de não ser o último da série). A mudança de Elena de egoísta e interesseira para uma pessoa altruísta é de chocar; não que a mudança tenha sido abrupta, pelo contrário, ela foi tão imperceptível que eu acho que ninguém realmente esperava por isso. 

Não dá para entrar muito em detalhes para não relevar spoilers, mas basta dizer que o direcionamento deste livro e completamente diferente do que encontramos na série de TV e em como alguns personagens são o oposto do que vemos na tela. O que posso adiantar é que alguns leitores devem ficar um pouco triste, talvez, pelo desfecho escolhido pela autora. Na minha opinião, achei uma sábia decisão até mesmo para sair um pouco da mesmice dos últimos livros young adults que encontramos por aí. 

Mas como tudo que é bom, dura pouco... 

Nossa Avaliação - 6.0
Para fechar a trama, temos ainda “Reunião Sombria”, que apesar de já termos o desfecho da história no
livro anterior, vem para contar os fatos ocorridos pelo ponto de vista de Bonnie, uma das melhores amigas de Elena, seis meses depois de sua morte. 

Aqui temos uma espécie de closing forçado, pois a história faz e não faz sentido. O que faz sentido: um poder ANTIGO invade a cidade e parece ter como alvo o grupo de amigas de Elena, para ajudar a resolver os novos ataques, a própria Elena aparece em sonho para Bonnie e meio que a orienta a convocar Stefan de volta a Fell’s Church. 

Algumas peças parecem se encaixar com relação à série de TV, principalmente com relação a alguns personagens, mas o que não faz sentido foi o FINAL FINAL que a autora escolheu para o livro, tão absurdo que mesmo em um mundo de vampiros, bruxas e lobisomens (tudo junto e misturado) não consegue convencer o leitor (pelo menos não aqueles que já estão acostumados com as típicas/tradicionais histórias de vampiros). 

Na verdade o final do livro me lembrou muito a série Supernatural... é um tal de morre e ressuscita que ninguém merece. Em linhas gerais, o livro poderia acabar em “A Fúria”, mas acho que para ter o happy ending tradicional, Smith resolveu viajar um pouco na mariola para finalizar a saga. 

Para quem acompanha a saga de Stefan X Elena X Damon pela telinha, os livros nem chegam perto do universo criado para o show que, apesar de tudo, ainda é mas pé no chão do que esse último livro, que, by the way, não é o ÚLTIMO ÚLTIMO... Isso mesmo, depois de 10 anos, Smith publicou em 2009 o primeiro livro de uma trilogia intitulada “Diários do Vampiro: o Retorno – Anoitecer”. A sequencia fica por conta de “Almas Sombrias” e “Meia-noite”. 

Colocando na balança o final de “Reunião Sombria” acho que não vou encarar essa continuação da saga, principalmente depois do que li por aí, mas espero que o pessoal que leu comente aqui. Vou é continuar acompanhado a série da TV e vou ficar na torcida para o Damon ficar com a Elena, porque ele é lindo!!!! 

Os livros “Diários do Vampiro” são publicados pela Galera Record, selo infanto-juvenil da Editora Record e foi publicador originalmente em 1991, nos Estados Unidos, chegando ao Brasil apenas em 2009. 





quarta-feira, 27 de junho de 2012

Noite Eterna, mais um young adult de vampiros (Renata Lima)

Nossa Avaliação - 5,0

Os pais de Bianca deixam a cidade natal com a filha e vão lecionar no colégio interno Noite Eterna onde Bianca agora terá que estudar. Nesse lugar em que todos parecem perfeitos, a menina se sente deslocada e na tentativa de fuga esbarra no misterioso Lucas, que, como ela, se sente um pária. Ambos também sentem que há uma aura estranha cercando o local.

Quando Bianca acha que encontrou um amigo em Lucas, ele se afasta dela. As reviravoltas vão acontecendo e tirando da gente o foco do livro: um colégio que ensina mais do que as matérias tradicionais, mas também ensina adaptação ao mundo contemporâneo.

Aos poucos descobrimos que a escola é uma escola que passa a aceitar humanos pela primeira vez e que a mistura entre humanos e vampiros pode não dar tão certo assim (é mais ou menos os bruxos puros e os não-puros e os trouxas de Harry Potter, entende?)

O problema do livro, na minha humilde opinião é ele ser narrado em primeira pessoa. O narrador em primeira pessoa é um narrador limitado e por isso há tantos furos e contradições que deixam a história um tanto estranha, não a ponto de ser inverossímil (como li em algum lugar), mas a ponto de causar um certo estranhamento a quem está lendo com atenção.

Resta dizer que Bianca é uma versão mais infantil ainda de Bella Swann (de Crepúsculo). Desculpa, mas não tem como não comparar as duas malas, ops, personagens! Ela nunca está satisfeita com nada, a vida parece ser uma martírio para ela e há constantes reclamações absolutamente infundadas. Uma verdadeira "aborrecente"!

Vocês podem achar que eu não falei muito sobre a história do livro, mas não há muito a ser dito. Há um triângulo amoroso, claro. No mais, imagine Crepúsculo com o cenário em Hogwarts (de Harry Potter) com um foco maior nos questionamentos sobre o que é ser vampiro e o que é ser humano do que nos romances propriamente ditos e você chega mais ou menos onde essa série quer chegar.

Os outros livros da série Noite Eterna, que eu não li e nem sei se vou ler, apesar de ter o segundo e o terceiro, são: "Caçadora de Estrelas", "Névoa do Tempo", "Além da Vida" e o novo "Balthazar", este último ainda não lançado no Brasil.

As capas, como vocês podem ver, seguem um padrão que, apesar de não ser de todo ruim, não me atrai muito. Os livros foram publicados pela Editora Planeta e não duvido que possa aparecer uma versão cinematográfica em pouco tempo.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Cansada: a saga "House of Night" chega ao fim (Carla Cristina Ferreira)



Voltando a um tema que é recorrente aqui no blog, vamos falar mais uma vez de vampiros. A bola de vez é a série House of Night, mais conhecida como a saga Marcada, Traída e coisa e tal.

Marcada
Nossa avaliação - 8.0
Escrito por P. C. Cast, com coautoria de sua filha Kristin, a série de livros já arrebatou milhares de fãs nos Estados Unidos e também no Brasil. No ano de 2009 quando “Marcada” foi lançado aqui no Brasil pela Novo Século, ele virou febre em todas as livrarias, mas confesso que não me interessei porque achei que fosse mais um livro oportunista se aproveitando do sucesso de “Crepúsculo” para tentar deslanchar. É claro que conseguiu.

Nossa Avaliação - 8.0
O livro acabou em minhas mãos graças à Renata que me deu de presente e com muita relutância resolvi ver qual era. Mais uma vez foi preciso abstrair muito essa nova concepção de vampiros que mãe e filha criaram para ambientar House of Night. Para começar, na concepção das autoras os vampiros antes de serem transformados, são “marcados” por um vampiro rastreador ainda na adolescência através de uma tatuagem na testa: uma lua crescente vazada. A transformação pode ou não acontecer, tudo vai depender se o corpo vai resistir à transformação, que é completada quando a tatuagem da lua é preenchida. Outra novidade é que aqui os vampiros sempre existiram e conviveram com os seres humanos.

Escolhida
Nossa avaliação - 8.0
Em linhas gerais, a saga House of Night, conta como Zoey Redbird foi inesperadamente marcada e arrancada da sua vida, deixando para trás sua família e amigos para viver na Morada da Noite e receber orientação, isto é, estudo, para se tornar uma vampira. Em “Marcada” ela fará novos amigos e como em todo colégio tipicamente americano, Zoey encontrará uma rival (Afrodite, a garota superpopular da escola) que fará de tudo para complicar sua vida.

Indomada
Nossa avaliação - 7.5
O que chamou minha atenção e me instigou a ler os outros livros foi que na concepção das autoras os vampiros reverenciam a deusa grega Nyx, que é a personificação da noite e também patrona das bruxas e feiticeiras. Como eu amo mitologia grega, achei a ideia de associar o assunto a vampiros bem legal. Mas aqui Nyx é a criadora dos vampiros, aos quais concede dons e afinidades.

Para completar, sem querer estragar a graça do descobrimento durante a leitura, os vampiros realizam um ritual de adoração à deusa no qual representam um círculo e dentro deste reverenciam os cinco elementos: terra, ar, água, fogo e espírito (o que me lembra um pouco Wicca) e é durante um ritual que Zoey descobre sua afinidade com todos os elementos.

Caçada
Nossa avaliação - 7.5
Fiquei tão empolgada com o primeiro livro que fui correndo para a primeira livraria que encontrei e comprei “Traída” (nem é preciso dizer muito, né? já que os títulos já são bem sugestivos).

Tentada
Nossa avaliação - 7.0
Enquanto no primeiro livro a trama se concentra em Zoey e Afrodite, no segundo o foco é a incomum tatuagem de Zoey que se espalha pelo seu corpo a partir de sua marca; a morte de jogadores de futebol próximo à Morada, lançando suspeitas de que os vampiros sejam os responsáveis; e a morte de alguns novatos que não conseguiram completar a transformação, abalando o ânimo da escola. O final do livro é bem legal, instigando o leitor a ir à caça da continuação (o que eu fiz, claro!).

Nossa Avaliação - 6.0
Daqui em diante eu desisti de ler os livros em português e saí à caça dos pockets porque estava saindo muito mais em conta pagar R$ 16,00 no livro em inglês do que R$ 39,00 na tradução.

“Escolhida” segue a linha dos livros anteriores: cheio de emoção após os acontecimentos perturbadores que encerraram “Traída”. Agora Zoey tenta com a ajuda de uma amiga inesperada ajudar Steve Rae e ao mesmo tempo precisa guardar segredos de seus amigos para que possa protegê-los.

Nossa Avaliação - 5.0
A bola de neve só vai aumentando à medida que lemos “Indomada” e “Caçada”, mas quando chegamos em “Tentada” a coisa já vai ficando cansativa. Piora ainda mais quando lemos “Queimada”, “Despertada” e “Destinada”. O último então é uma encheção de linguiça sem fim; um livro que não leva a lugar nenhum.

Para completar, depois de ter lido a maioria dos livros em inglês, voltei para o português em “Destinada”: o que são as notas de rodapé com explicações sobre Hogwarts e True Blood? Socorro, né? 

Nossa Avaliação - 4.0
A princípio as autoras tinham planejado escrever nove livros, mas parece que o sucesso foi tanto que acabou lhes subindo a cabeça, resolvendo esticar a história e escrever sabe-se lá quantos livros a mais. Até agora já foram publicados os nove prometidos, mas o décimo está para sair em 16 de outubro, sob o título
“Escondida” (com esse título é claro que ainda vem mais por aí #aff).

Para fechar a série House of Night só falta o final mesmo, isto é, o Bem vencendo o Mal. Só vou levar adiante para ver no que isso vai dar, mas estou completamente sem esperança. A série tinha tudo para dar certo, mas em algum momento entre “Queimada” e “Despertada” as autoras se perderam. Uma decepção.

 Vejam abaixo a publicação de cada livro:

Título
Título no Brasil
EUA
Brasil (Novo Século)
Marcada
Maio de 2007
2009
Traída
Outubro de 2007
2009
Escolhida
Março de 2008
Novembro de 2009
Indomada
Setembro de 2008
Março de 2010
Caçada
Março de 2009
Maio de 2010
Tentada
Outubro de 2009
Agosto de 2010
Queimada
Abril de 2010
Novembro de 2010
Despertada
Janeiro de 2011
Junho de 2011
Destinada
25 de outubro de 2011
10 de Fevereiro de 2012
Escondida
16 de Outubro de 2012
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Fonte Wikipédia

PS: Renata pediu pra avisar que abandonou em "Tentada" e não tem a intenção de continuar e assina embaixo de tudo que escrevi aqui, sendo que ficou de saco cheio antes de mim.