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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Há esperança na humanidade! (Lucyclenia Santana)

Olá queridos!

A resenha de hoje é de um daqueles LIVROS com letras maiúsculas e em negrito, que na minha visão deveriam ser lidos por todos, daqueles que tocam lá no fundo da alma e que, com certeza, irá te emocionar, assim como também me emocionou. Estamos falando de nada mais, nada menos que "Sonata em Auschwitz", de autoria da brasileirinha Luize Valente, lançado pela Editora Record. 

Nossa avaliação: 10.0

Amália é portuguesa, filha de imigrante alemão, cuja família imigrou para Portugal após a segunda guerra mundial. Conversas sobre o tema foram banidas por seu pai, que criou até inimizade com os demais membros da família devido ao seu posicionamento contra o nazismo.

A história começa a se desenrolar logo nas primeiras páginas, quando Amália chega em casa e sem querer ouve uma ligação, onde a sua bisavô Frida, já com idade centenária, procura o seu pai para tratar assuntos de família. Sabendo que o pai abomina o passado e não quer ter envolvimento com os membros da própria família, Amália, sem o conhecimento do pai, pede que sua bisavó lhe conte esse passado da família.

Dias após o encontro, Frida vem a falecer e, atendendo ao pedido da sua bisa, Amália parte para o Rio de Janeiro a procura de Adele e Haya que são peças fundamentais para o desvendamento desse passado obscuro.

"Olhar pra trás é como entrar na contramão em uma avenida movimentada".

Amo demais um grupo que me faz ler temas diversos, me dá oportunidade de conhecer novos autores e tomar conhecimento de livros magníficos que eu normalmente não leria ou não procuraria por mim mesma, então, obrigada! #DesafioDasEstrelasForever.

Sendo este meu primeiro contato com a autora, achei sensacional a maneira que ela transmitiu sua mensagem sobre um tema pesado, de forma fluida, leve e envolvente. Com certeza, vou pôr na lista outros livros dela para serem lidos em 2019, na primeira oportunidade que surgir.

Confesso que livros acerca da segunda guerra mundial, nazismo, holocausto e Hitler, são livros que me deixam com o coração na mão. Mas, este com certeza, devido a maneira em que foi abordado, de forma envolvente e riquíssimo em detalhes, com certeza entrou pra lista de favoritos de 2018.

Estou simplesmente embasbacada com a forma que a autora encontrou para transformar um assunto tão pesado, em algo tão belo, emocionante, real e palpável. Quando digo que o livro é rico em detalhes, podem acreditar, Luize nos transporta para dentro dos campos de concentração, nos faz sentir na pele o que os personagens sentiram e passaram.

O livro é narrado em primeira e terceira pessoa, flui de forma bem rápida, porém não é um livro para ser lido às pressas. Apesar de fluido, em 90% do livro me vi com um nó na garganta e as lágrimas insistiam em surgir, o que me fez pausar a leitura em diversos momentos para digerir o que estava sendo lido e sentido, recuperar o fôlego e enxugar as lágrimas. 

"Frida foi direta, sem floreios. Jogou-me o passado que voltou a atormentá-la em pesadelos noturno. Não partiria com ele. Fridedich era o filho amado de um casamento de conveniência com Hans, alto oficial do Reich que se suicidou no fim da guerra."

Espero que gostem da resenha, dividam comigo suas opiniões.

Boa leitura.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Corações partidos que juntos formam um só! (Lucyclenia Santana)


"Na minha família, sempre que passamos por bons ou maus momentos, a gente dá um chave para ao outro. É um lembrete de que você tem um lugar para chamar de lar, não importa o que aconteça. Além disso, sempre que tiver um dia ruim, você pode segurar a chave e se lembrar de que não está sozinha. Não de verdade. Será a sua fo-força nos dias difíceis. É um lembrete de que você sempre terá um lar para onde voltar."


Olá, queridos!

Antes de começar a resenha desse livro, que por sinal é MARAVILHOSO e um dos meus favoritos do ano, gostaria de agradecer pela companhia neste ano que passou e por nos incentivarem a continuar a cada dia. Ah, não esquecendo também de desejar um FELIZ NATAL só um pouco atrasado, um FELIZ E PRÓSPERO ANO NOVO, que o Senhor abençoe a cada um de nós.

Bom, vamos a resenha, né?


Nossa avaliação: 9.0
Elliot Adams e Jasmine Greene, se conhecem aos 16 anos. Ela é uma jovem garota que vive para atender às expectativas da mãe, que cismou que a filha tem que ser uma cantora pop e, para isso, ela faz de tudo um pouco para que a mãe se orgulhe dela: canta, dança, faz teatro... Só que Jasmine também quer ser uma garota normal, frequentar a escola e ter amigos, coisas que, segundo a sua mãe, são suas maiores fontes de distração e consequentemente atrapalham sua promissora carreira. Mas o que Jasmine quer mesmo é ser cantora soul music.

Depois de muita insistência por parte da filha, a mãe de Jasmine finalmente permite que ela frequente à escola e por sua beleza e postura, ela se encaixa logo onde? No grupo dos populares!

É na escola que ela conhece seu oposto: Elliot. Ele é alto, magro, frágil, tímido e desengonçado, o saco de pancada dos populares, principalmente por ser gago. O que ninguém sabe é que Elliot tem características especiais: uma personalidade cativante, uma enorme disposição de estender a mão não importa a quem e uma gigantesca paixão por música.

Ao conhecer essa paixão, Jasmine tenta se aproximar do garoto no colégio e depois de muita desconfiança por parte dele, eles vão se conhecendo e percebem que têm mais coisas em comum do que haviam imaginado.

"Éramos completamente opostos de muitas formas. Eu era a nova garota popular da escola, e ele, o garoto tímido que sofria bullying. Eu era extrovertida; ele, controlado. Eu estava perdida; ele era o caminho de volta para casa".

O que eu senti ao ler esse livro foi fora do comum: raiva, ódio, angustia, tristeza, revolta, mas também uma alegria sem fim em pequenos momentos singelos que fizeram com que me apaixonasse perdidamente pelo casa, terminando o livro em lágrimas e de cara inchada, porque sou dessas!

Cada página traz detalhes que vão se revelando da vida dos protagonistas e de suas famílias. A autora consegue materializar o amor pela música de uma forma tão mágica que dá até vontade de soltar a voz ou aprender a tocar algum instrumento. 

De modo apaixonante e envolvente, o livro trata de assuntos recorrentes em nosso dia-a-dia como bullying, assedio moral, abuso sexual e problemas familiares, e, claro, não posso esquecer, fala também sobre o poder do perdão e de como é importante resolver as coisas, mesmo que não seja da forma como a gente quer. A leitura me fez parar, refletir e repensar sobre a vida, sobre as escolhas que fazemos e as decisões que somos obrigados a tomar ao longo do caminho.

É um livro clichê? Sim, é um livro clichê, mas um clichê diferente, com doses bem leves de erotismo, que mostra que clichê pode ser bom, pode trazer aquela sensação de pureza, de algo profundo e singelo entre duas pessoas.

Um dos pontos que me chamou bastante atenção foi que a Brittainy não nos contou a história apenas de Elliot Adams e Jasmine Greene, mas de todos aqueles que estavam ao lado e de alguma forma contribuíram para o crescimento deles e para o desenvolvimento do livro, tornando-o mais bem construído.

Apesar de encher a história de elogios, também encontrei alguns pontos contraditórios: na sinopse do livro, a autora nos descreve uma Jasmine que era educada em casa, pois a mãe acreditava que frequentar ao colégio e ter amigos eram fontes de distração. Pois bem, idealizei uma Jasmine tímida, retraída, envergonhada, mas me enganei. Depois de tanta insistência, ao começar a frequentar a escola, em um estalar de dedos a garota está cheia de amigos e ainda é uma das populares. Simples assim.

Outra questão também citada na sinopse é que Jasmine conhece Elliot e fará de "tudo" que estiver ao seu alcance para mostrar que ele não está sozinho. Okay, acredito que na primeira oportunidade que ela encontrou pra fazer isso foi algo meio que muito, muito inocente e sem pretensão da parte dela mas, ela foi lá, aceitou a condição, fez o que fez, viu que não deu resultado e continuou fazendo? Pelo amor de Deus, um abuso não justifica outro. Esse ponto não me convenceu.

O fato é que esse é meu primeiro contato com a autora Brittainy C. Cherry e já pude notar que ela gosta de fazer pedacinhos dos nossos corações, então preparem-se, juntem os lenços e bebam muita água pra não desidratar, porque nesse livro as lágrimas serão garantidas.

Espero que tenham gostado da resenha.

Espero também que leiam o livro e venham me contar suas opiniões.

Até a próxima!

  

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Quando Deus quer algo, Ele faz acontecer. LUCYCLENIA

"E se você ainda não encontrou o amor da sua vida, confie, espere em Deus e quando você menos esperar o amor baterá em sua porta de uma forma inesperada."


Olá, queridos.

Hoje mais uma vez trago a resenha de mais um livro estilo sessão da tarde, para ser lido em uma única sentada.

Nossa avaliação: 8.0
Nas primeiras páginas, somo apresentados a Patricia Queen, filha única de um dos maiores empresários do Rio de Janeiro, patricinha assumida, daquele tipo de pessoa que só nos irrita, que menina mais mimada e ridícula, meu Deus. Namora o carinha mais popular da faculdade e ainda tem duas amigas que praticamente lambem os seus pés. 

Já nos primeiros dias de aula, pós ferias, ela e sua turma é convidada para uma festa e voltando para casa, ela sem sequer sintoniza na rádio e se depara com uma voz que lhe desperta alguns sentidos, como se o rapaz estivesse olhando em seus olhos e dizendo palavras que ela precisava mesmo ouvir.

Pati então passa a ouvir o programa de rádio diariamente e o locutor lhe faz começar a ver as coisas de um jeito diferente e mesmo que (acredito) inconscientemente ela passa aos poucos, se tornar alguém melhor. 

Ao longo do enredo, ela se encanta ainda mais com a voz do locutor, que não se identifica, o qual ela o apelidou de "O garoto da rádio". O fato dele preferir não se identificar, aguça ainda mais a curiosidade de Pati. 

Até que certo dia, ela manda uma menagem para a rádio e pede um louvor evangélico a escolha do locutor, que não a decepciona, atende o seu pedido com uma música que, eu particularmente, gosto muito e para surpresa de todos, ainda responde a sua mensagem. Daí se inicia,  a troca de mensagens pelo celular.

Como está história irá terminar, hein? Deem os seus palpites nos comentários abaixo.


Gostei muito do livro, tanto que inconscientemente terminei em poucas horas.
O livro tem uma mensagem muito bonita, onde nos mostra que devemos parar de julgar as pessoas, deixar o preconceito do lado e buscar conhecer mais as pessoas que estão ao nosso redor. 
Como já falei, Patricia no começo é uma menina extremamente arrogante, ignorante e antipática. Gostei do fato de "O garoto do rádio", mesmo que só por troca de mensagens e ligações, conseguiu quebrar esse coração de pedra e ajudar essa pobre criatura a ser uma pessoa melhor. 

Ah, Lucy. Se gostou tanto da História, porque não favoritou ou deu nota 10?

A Rayna Alencar é extremamente detalhista, nunca vi ninguém tomar tantas duchas na minha vida. E sem contar que este fato se tornou bastante repetitivo "tomo uma ducha, enrolo a toalha em meu corpo e vou até o meu closet", isso ao acordar, ao chegar da faculdade, pra sair e a mesma frase todos os dias. Além da maneira que "O garoto da rádio" iniciar o programa, de segunda a sexta, todos os dias com o mesmo textinho decorado.
O livro também apresenta alguns erros na revisão, mas nada que interfira na leitura.


"Eu o aguardo todas às noites como uma coisa sarada que eu precisasse para sobreviver. As suas palavras mexem comigo, me fazem me sentir alguém melhor. Sabe aquelas pessoas que sempre tem a resposta para as suas perguntas e te acalmam? Ele é assim, isso é algo quase impossível, surreal."


Até a próxima e ótimas leituras.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Almas quebrantadas se encontram através da Arte da Música. (Renata Lima)


Antes de começar a resenha desse livro propriamente dito, tenho que pedir desculpas a vocês por nunca ter resenhado um dos melhores romances que li na minha vida e que é da mesma autora desse livro, Brittainy C. Cherry, intitulado "O Ar que Ele Respira". Isso é quase uma falta de caráter minha e prometo resolver essa gafe logo logo!

Mas vamos ao que interessa, que é o livro de hoje "Arte & Alma", publicado pelo selo Galera Record ("O Ar que Ele Respira" é um livro mais adulto, então foi publicado pela Editora Record). 

Nossa Avaliação - 8.5
Nesse livro, conhecemos Aria Watson, de 16 anos, que é amante das artes, principalmente de arte abstrata. Apesar de seu irmão ser um dos mais populares do colégio, Aria sempre se sentia meio invisível, sem saber que isso estava prestes a mudar agora que ela está grávida e não quer revelar a ninguém, nem à sua melhor amiga, quem é o pai do bebê.

É quando está se sentindo-se incrivelmente solitária e enfrentando brigas homéricas entre os pais (a mãe decide apoiá-la, mas o pai muda completamente seu comportamento com ela e até para de falar com a própria filha, PASMEM!) que Aria conhece o novato na cidade Levi Myres, que vem do Alabama para morar com o pai a quem não vê há muitos anos.

Levi não teve uma vida muito fácil e decide morar com seu pai para fugir da mãe, que tem sérios problemas emocionais e psicológicos. Mas morar com o pai se mostra tão difícil quanto ter que lidar com as crises da mãe, já que seu pai (antes tão amoroso) revela-se um homem estúpido e muito ranzinza. Apesar disso, Levi é um rapaz divertido, lindo e comunicativo e, portanto, não encontra problemas para se encaixar na cadeia alimentar do colégio, atraindo a atenção dos mais populares, mas Levi escolhe se juntar à turma de Aria, os excluídos, principalmente depois que os professores de Música (Levi toca violino) e Artes (a turma de Aria) resolvem juntar as duas turmas e fazer pares para uma apresentação de final de ano.

Aria e Levi se tornam parceiros e, mais que isso, amigos e, mesmo depois que a escola inteira descobre a gravidez de Aria, Levi não a abandona. Existe uma conexão entre a alma desses dois que as adversidades não conseguem penetrar. O fato é que esses dois jovens perdidos e desesperançados encontram um no outro um motivo para continuar, mesmo que a vida seja difícil e que as pessoas tornem tudo ainda mais complicado. É uma relação difícil e ao mesmo tempo bonita porque é como se um virasse a tábua de salvação do outro. Sabe quando você tem problemas, mas conhece pessoas que está passando por coisas piores que você e você tenta ajudar, mesmo estando sobrecarregado? É exatamente assim.

Não sou muito de confessar essas coisas, mas em diversas partes do livro fiquei com um nó na garganta. Pela Aria e seus problemas, pelo Levi e seus problemas, pelos dois juntos e ao mesmo tempo separados, tentando lidar de forma madura com suas aflições quando os adultos, que deveriam ter uma postura mais serena e conciliatória, têm posturas absurdamente infantis e revoltantes (como o pai da Aria e o pai do Levi).

A parte cômica fica por conta do Simon, amigo da Aria, um rapaz cheio de TOCs e que, sem querer, acaba falando demais e revela para a fofoqueira de plantão a gravidez da amiga, mas não é por mal, ele só é uma pessoa muito efusiva. Gostaria que Simon e sua parceira tivessem tido mais destaque, mas entendi que havia uma história para ser desenvolvida ali e a autora não queria tirar o foco do tema principal.

No geral, apesar de ter lido duas resenhas bem negativas, gostei bastante do livro, mas confesso que fui sem muitas expectativas, porque não gostei muito do livro "A Chama Dentro de Nós", da mesma autora. Há muitas referências nerds, musicais e artísticas interessantes que aparecem quando menos a gente espera e achei que por isso houve sim uma identificação forte entre os personagens, ao contrário do que li nas resenhas a história ganha força a partir do momento em que os dois personagens principais se identificam e se compreendem respectivamente como Arte (a Aria) e Alma (o Levi).

Espero que vocês gostem do livro! Eu adorei!

Até a próxima!






sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Uma segunda chance para ser feliz! (Lucyclenia Santana)


“Pela primeira vez questionei por que estava tão motivada a demolir um mundo que podia ser muito melhor do que aquele no qual eu vivia.”


Nossa avaliação: 9.0
No livro "Uma Curva no Tempo" de Dani Atkins, publicado no Brasil pela editora Arqueiro, jovens amigos de colégio e de infância se reune para uma despedida. Eles estão prestes a irem para a faculdade e cada um seguirá seu caminho, em busca do desconhecido, de novas experiências. Eles sentem que têm a vida toda frente.

Acontece que a vida é um caixinha de surpresas e uma grande tragédia se abate sobre eles, despedaçando seus sonhos, destruindo amores e ceifando, prematuramente, uma vida.

Rachel tinha tudo o que sempre quis e sonhava com o futuro, mas ao perder seu melhor amigo, Jimmy, lhe dá a sensação de não ter mais nada além de uma enorme cicatriz no rosto e um coração partido pelo pela perda do amigo, o fim de um relacionamento e o afastamento dos amigos.  

Rachel passa a ser uma pessoa solitária e deprimida. Sua vida passa de uma forma entorpecida. Seus sonhos foram deixados para trás, seu pai está com câncer, sua carreira está na pior e, como se tudo isso já não fosse ruim o suficiente, Rachel está fugindo dos médicos para não realizar o tratamento de suas dores de cabeças constantes, ocasionadas pelo grande impacto no acidente.

Mas agora uma das suas amigas daquela turma de amigos que foi destruída está prestes a se casar e Rachel terá que reunir forças para enfrentar sua antiga cidade e rever antigos amigos. Tudo é tão difícil e dolorido, que o estresse emocional está lhe causando dores de cabeça que estão a cada dia pior, o que resulta em um apagão. A partir daqui a história toma um rumo completamente diferente e voltamos a um passado diferente.

Rachel sente que recebeu uma segunda chance: ela acorda em um leito de hospital, noiva, com uma vida bem-sucedida e de repente, Jimmy está ali do seu lado. VIVO. Seus amigos estão bem, seu pai não está com câncer e sua carreira vai muito bem. Só que Rachel insiste que nada disso faz sentindo, ela não se lembra de nada do que aconteceu após o acidente, ou melhor, ela até se lembra, mas não do jeito que realmente aconteceu.

O que vocês acham que podem ter acontecido? Como ela pode ser uma lembrança distorcida da realidade?

 “Quando é que um sonho se torna pesadelo? Sempre achei que fosse no momento em que o que é familiar de súbito se torna estranho e ameaçador; ou quando você se perde em algum lugar que pensou conhecer bem; ou ao ser invadido por um sentimento de impotência – quando sabe que está falando com clareza, mas ninguém parece ouvir. Mas meu verdadeiro pesadelo começou com o entendimento de que eu não ia acordar: que, de alguma forma, impossível e inacreditavelmente, aquilo estava mesmo acontecendo.” 

Li este livro totalmente às escuras e a primeira coisa que me chamou atenção foi a capa (como de costume), mas venhamos e convenhamos que capa linda essa, né? O livro é bem fluído, a autora conseguiu construir uma história ótima, mas o final não me surpreendeu, muito pelo contrário, me decepcionou pela obviedade.

Claro que me senti na pele da personagem, tudo o que ela passou, perder seu melhor amigo, enfrentar a doença do pai, a confusão ao acordar e todos acharem que ela estava louca. O fato é que a vida anterior de Rachel era uma vida sem propósito, que gerou uma depressão profunda, tema esse que me doeu muito, principalmente por perceber que a depressão é algo sorrateiro e que todos estamos passiveis a ela. Infelizmente tem muitas Rachel pelo mundo e muitas Rachel dentro de nós. Triste realidade.

Uma curva no tempo é narrado em primeira pessoa pela Raquel. Com uma narrativa envolvente e emocionante, a obra é bem reflexiva e que deve ser lido minunciosamente a fim de se absorver todos os detalhes e a mensagem que ele quer nos passar. O livro é recheado de detalhes, daqueles que temos que descobrir sozinhos e mexe  muito com  o emocional, o que me faz acreditar que cada um de nós terá sua experiencia particular ao se entregar à essa leitura.

Na nova realidade, onde ela é bem sucedida, Rachel é uma mulher bem diferente, que vai em busca dos seus sonhos e confesso que isso me fez torcer muito pela protagonista. Desejei com todas as forças que esta realidade fosse a "real". Foi muito boa a sensação de que a esperança ressurgia, de que o amor iria curar toda a dor que ela passou e de que o final feliz, embora sem surpresas e já revelado a mim, estava tão próximo, ou melhor, bem ao lado dela.

Não esperem um simples romance, chick-lit, até tem um pouco, mas a autora não romantizou muito os fatos, nem os dramatizou demais. Para mim, o foco principal do livro foi a realidade paralela que resgatou o sentido da vida em Rachel. E, apesar do livro não ser de cunho espiritual, ao resenhá-lo me veio a seguinte reflexão: às vezes passamos por muitas coisas nessa vida e é incrível como, por maior que seja a nossa dor, Deus tem um futuro lindo reservado para cada um de nós. Muitas vezes o final de uma história, seja, na verdade, a segunda chance que Deus nos proporciona de buscarmos nossos sonhos e objetivos, de sermos felizes. O final de uma história pode ser o começo de novas oportunidades.

Pensem nisso.

Leiam e voltem para contar suas experiencias.

Até a próxima.



sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O amor é fazer escolhas corajosas todos os dias!!! (Lucyclenia Santana)


Atenção, essa resenha pode conter spoilers dos livros anteriores da série, intitulados Para todos os garotos que já amei e P.S.: Ainda amo você. Se você ainda não os leu, não leia essa resenha!

Olá, queridos!

Chegamos ao fim de mais uma série queridinha em nossos corações! Confesso que enrolei bastante pra ler o último livro mas enfim, aproveitei uma oportunidade no Desafio das Estrelas que propôs ler infanto-juvenis e este foi o primeiro livro em que pensei.

Vamos a resenha!

Nossa avaliação - 8.0

Só para recapitular, no primeiro livro da série, Lara Jean escrevia cartas para os garotos pelos quais ela já havia se apaixonado (O título do livro já deixa isso bem óbvio), cartas essas em que ela se despedia do sentimento, dizia o que a tinha conquistado no garoto e porque imaginava que o relacionamento não daria. O pulo do gato é que ela escondia as cartas e não as enviava, até que, inexplicavelmente, estas cartas acabaram sendo enviadas aos seus respectivos destinatários. E a partir daí sua vida vira de cabeça para baixo.


No segundo livro "P.S.: Ainda Amo Você", Lara Jean teve que assumir a responsabilidade das cartas escritas, entre conversas e explicações dadas. Após ter combinado com Peter que iriam fingir um namoro, ela se deu conta de que ainda nutria um sentimento por ele. |O segundo livro é todo explorando o fingimento do namoro, um possível namoro de verdade (será?) e as muitas inseguranças típicas de relacionamento adolescente.

No terceiro e último livro, um ano se passa, Lara Jean e Peter estão no último ano do colegial, o mais importante e decisivo de todos! O foco aqui é a própria protagonista, diferente dos outros livros que tinham um enfoque mais voltado para seus relacionamentos.
"Não sei o que há depois da curva, mas vou acreditar que é algo melhor."
Resumindo este livro em palavras-chaves, eu destacaria: amor, recomeços e amadurecimento. Lara Jean agora não é mais aquela garota bobinha que precisou aprender a conviver com as dificuldades da vida sem a ajuda da mãe e agora também sem a ajuda da irmã mais velha, que foi fazer faculdade fora da cidade. Ela agora é uma moça muito madura, decidida e, como qualquer garota do último ano do ensino médio, quer aproveitar seus últimos momentos com os amigos antigos, as viagens da escola e a festa de formatura, enquanto espera, com apreensão e ansiedade, as cartas de aceitação das universidades nas quais se inscreveu.

Peter, por ser atleta, já está com a vaga garantida na universidade dos sonhos, a UVA, universidade em que Lara também se inscreveu, por ser na cidade, perto da sua casa, e, é claro, porque é onde Peter estará. Mas algo inesperado acontece e ela terá que rever suas escolhas.

O que mais gostei nessa série é que Lara Jean é muito parecida comigo: muito família, ligada aos princípios ensinados pelo pai, muito companheira, com uma dose de romantismo um pouco além da conta, ama cozinhar e fazer artesanato. Ela se entrega a essas paixões para se distrair dos assuntos mais sérios de modo que aproveita o fato de que o pai está preste a casar para desviar o foco da sua atenção das inseguranças da vida.

Quando digo que ela é parecida comigo, ela é tipo muito mesmo. E achei isso impressionante como, na minha adolescência, pensei como Lara e até fiz muitas das coisas que ela fez. Ao ler o livro, me deparei com situações em que eu dizia: "Não faça isso, Larinha! Não siga por esse caminho!" e fiquei feliz demais da conta por ver que de alguma forma a autora parece que me ouviu!
“Mas parece que tudo ao meu redor está mudando de formas inesperadas, quando eu só queria que permanecesse igual.”
Como toda a série, este livro é fluido, leve e envolvente, daqueles de ler em uma sentada e morrer de amores.

Super indico!!

Depois me conta o que achou.

Até a próxima!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Estilo Sessão da Tarde, para ler comendo pipoca! (Lucyclenia Santana)


Olá, queridos. 

Quem me conhece sabe o quanto eu gosto dos livros da Carina Rissi, a ponto de já ter lido quase todos os livros publicados por ela. Sabem também que não leio sinopses e que os livros dela vão para a minha lista sem que eu saiba nada a respeito.

Nossa avaliação: 80
Como de costume, Carina costuma surpreender com suas histórias apaixonantes com toques de humor, o que torna a leitura ainda mais gostosa. E não é diferente em Quando a Noite Cai que, além de ser uma história sentimental recheada de reviravoltas, tem um pouco de drama e um relacionamento familiar de dar inveja

Carina sabe nos envolver, é daquelas que te arranca altas gargalhadas, suspiros e te faz, além de tudo, esquecer do mundo lá fora e mergulhar em suas histórias.

“Muito tempo atrás, nas belas terras misteriosas da Irlanda, dois jovens se encontraram de todas as maneiras possíveis. Da amizade nasceu o querer, do anseio brotou a paixão, e dela o amor. E assim as duas almas se fundiram uma na outra, os dois corações bateram como um. Eles se amaram profundamente e intensamente, vivendo felizes, ainda que o "para sempre" tenha sido breve. Algumas pessoas acreditam que aquele sentimento tão puro e ardente não se perdeu, e que ainda hoje pulsa no peito daqueles que se recordam. E elas estão certas.”

Nas primeiras páginas, conhecemos a história de Briana Pinheiro, uma moça de 23 anos, que vive com a mãe e irmã mais nova em uma pensão que herdaram da avó. Após a morte do pai, como filha mais velha, ela precisou abandonar seus sonhos e focar nas necessidades da sua família. Só que ela é pessoa mais azarada da face da terra. Por onde ela passa, desastres acontecem. Coisas quebram, voam, acidentes acontecem, e essa lista só aumenta. Coitada (risos).

Obviamente por isso ela não dura nos empregos e portanto continuar trabalhando no mesmo lugar por uma semana é um milagre.

Como se tudo isso não fosse o suficiente, Briana carrega um segredo:  há cinco anos ela sonha, quase que diariamente, quando a noite cai, com uma terra medieval, onde ela vê Lorcan, um guerreiro irlandês que sabe como ninguém manejar uma espada. Lorcan é lindo, romântico, fiel e protetor e apaixonado por sua princesa Ciara. Em seus sonhos Briana não apenas os imagina, mas vivencia tudo que acontece, como se no sonho ela tivesse sido transportada para séculos atrás.

Surpreendentemente, e sem pretensão nenhuma, ela consegue um novo emprego. O que ninguém esperava, e Briana também não, é ver que Gael O’Connor, seu patrão, tem a aparência idêntica ao guerreio que habita os seus sonhos, com exceção do olhar negro e do mau humor insuportável. Como isso é possível? Como separar sonhos da realidade?

“Eu reconheceria aquele rosto em qualquer lugar do mundo. (…) Era o rosto de um anjo. Do meu anjo guerreiro. Lorcan, suspirou meu coração. E ele estava ali, bem na minha frente.”

Apesar de  ser um livro grande, a leitura flui maravilhosamente bem. Como já falei, é bem envolvente e fiquei apaixonada pelos mocinhos e torcendo por um final feliz. A obra gira em torno daquele velho e tão famoso clichê de que o amor supera todas as barreiras, inclusive a do tempo. Unindo realidade com fantasia, a história nos impressiona, cativa e nos deixa com aquele sorriso bobo no rosto.  

Porém por ser um livro da Carina, acho que fui com muita sede ao pote, comecei a ler cheia de expectativas e algumas foram frustradas ao longo do livro. Acho que algumas cenas não eram necessárias e que ela enrolou um pouco para desvendar alguns mistérios, o livro não precisava ser tão extenso.

Ainda sim, gostei muito. Amei o fato de ter cultura irlandesa (afinal de contas Lorcan era irlandês). e do livro trazer uma mensagem sobre perdão e recomeços. Acredite, o amor pode bate duas vezes na sua porta e está história comprova isso muito bem. 

Sério, gente.
Simplesmente leiam!

Beijos.

“O amor encontra alegria na felicidade do outro, porque não é feito de posse, de matéria, mas de abnegação e doação".

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

A leitura de romances leves nem sempre dá certo. (Renata Lima)


Wait for You é uma série da escritora americana Jennifer L. Armentrout, escrevendo sob o pseudônimo de J. Lynn, publicada aqui no Brasil pela editora Novo Conceito, e podem ser lidos fora de ordem porque não seguem o mesmo casal.

Nossa avaliação: 8.0
No primeiro livro da série "Espero por Você", Avery é uma universitária incomum: ela tem poucos amigos, não é muito dada a festas e saídas e está muito longe de casa. Mesmo com a personalidade introvertida, ela conhece seu vizinho de apartamento, Cam, e os dois começam uma amizade. Por meses a fio Cam convida Avery para sair, até que ela finalmente aceita e assim começa o relacionamento amoroso entre os dois.

Com o avançar do relacionamento, Cam nota que Avery esconde um segredo e para que ela confie nele, ele também divide um segredo com ela, mas para Avery seu segredo é inconfessável e ela teme que contar tudo possa acabar com o pouco da tranquilidade que ela ainda tem.

Obviamente, resumir o livro em dois parágrafos foi fácil, mas dizer os motivos pelos quais eu gostei do livro não é, mas vou tentar! Não é que eu não goste de romance fast food (daqueles que a mocinha e o mocinho se olham e de repente é aquilo, já se pegam, viram namorados e um não consegue mais viver longe do outro), tem ótimos romances fast food por aí, mas o que eu gostei nesse livro é que o romance se desenvolve com o tempo.

Cam vai aos poucos conquistando Avery com seu bom humor e seu jeito relaxado de ser e antes de caírem na cama os dois passam por uma fase bem bonitinha de amizade, ainda que desde o início ele tenha segundas intenções. O romance é bem desenvolvido, a escrita é ágil, não tem muita enrolação.

Já no segundo livro, a história é outra!

Nossa Avaliação -  4.0
"Fique Comigo" narra a história de Jase e Tess, que se beijaram há algum tempo, mas desde então não tinham muito contato, além de Jase ser o melhor amigo do irmão de Tess. O plano A de Tess falha quando ela sofre uma lesão e é obrigada a abandonar a carreira de bailarina, então ela coloca em prática o plano B que é ir para a faculdade. Lá ela encontra Jase, o mocinho que (como sempre) guarda um segredo e carrega o mundo nas costas.

O que me incomodou nesse livro é o fato de que mocinha e mocinho vivem praticamente embriagados até a metade do livro, quando um acontecimento finalmente joga um nos braços do outro e eles se rendem à paixão e mandam para o espaço as dúvidas.

Outra coisa que me incomodou bastante foi a lesão do joelho da Tess e o fato de que ela largou o sonho de toda uma vida para ir para a faculdade não terem sido mais explorados, foram apenas uma desculpa para que ela fosse pra faculdade e pouco se fala sobre o assunto ao longo do livro. 

O segredo de Jase fica bem óbvio para um leitor mais atento, então não tem nenhuma surpresa aí. 

Achei esse livro bem ruim, de verdade!

A série já está no sexto livro (publicados aqui, só esses dois) e tem também um monte de contos (nenhum deles foi publicado no Brasil ainda). Haja paciência!


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Romance recheado de lições para se ler em apenas um dia. (Lucyclenia Santana)

"Não consigo definir o formato do seu rosto, muito menos se aquele borrão embaixo é uma barba rala ou não. Percebo que o cabelo é volumoso e tento desenhar na minha mente as ondas que aqueles fios formam".
Nossa avaliação: 100


No livro de Pedro Guerra "Como eu Imagino Você", já nas primeiras páginas somos apresentados a Helena Curval, Lena para os mais íntimos. Lena é uma jovem de 18 anos que foi diagnosticada com uma deficiência visual chamada Stargardt em sua infância. Stargardt é a perda da visão de maneira progressiva ocasionada pela morte de células fotorreceptoras, ou seja, a visão central é progressivamente diminuída, enquanto a visão lateral geralmente é preservada. 

A patologia não a torna cega, mas Lena apresenta dificuldades visuais e atualmente está com 20% da visão central, o que a faz enxergar as coisas que estão à sua frente de maneira desfocada, precisando muitas vezes do auxilio de uma lupa para ver melhor ou pra ler (coisa que ela ama fazer).


"O mundo é cego. Ninguém se importa com a história dos outros. Somos todos videntes para aquilo que nos importa e só isso".

A equipe médica já a desencorajou, afirmando que em breve ela não enxergará mais e por isso seus pais são bastante protetores, nunca a deixam sem supervisão, mas, mesmo com sua deficiência, Lena busca sua independência e a faz não gostar da superproteção, o que a torna uma jovem guerreira. Somente uma única pessoa a apoia em tudo, seu único e melhor amigo, Lucas, com quem ela compartilha tudo, seus medos, anseios, sonhos e inseguranças.

Surge então uma viagem a trabalho inadiável e Lena aproveita o gancho para provar aos seus pais de uma vez por todas que não precisa deles o tempo todo e que pode ficar sozinha por uns dias. Depois de tantos argumentos, seus pais lhe dão um voto de confiança e aprovam a ideia da viagem. 

Sua avó há pouco havia falecido e, quando está prestes a viajar, a mãe de Lena a lembra que tinha acertado com um jardineiro para cuidar do jardim que era o xodó da vovó. Ao saber que terá que lidar com o jardineiro sozinha, um misto de medo e ansiedade percorre Lena, que fica assustada acreditando o moço pode se aproveitar da sua deficiência e abusar dela.

" – Tem um cara com quem eu venho sonhando. Essa noite foi a quinta vez. E… sei lá, não acontece nada de especial nos meus sonhos. Ele não está voando pelo espaço rodeado de fatias de pizza nem nada. São os sonhos de sempre, com o mesmo cara".

Rotineiramente, Lena sonha com o mesmo homem, homem este que ela nunca viu na vida, não sabe por que sonha com ele. Intrigada, ela confidencia seus sonhos a Lucas, que acha que os sonhos não querem dizer nada, pois sonhos são normais, principalmente no caso dela que nunca teve um namorado. Mas por que ela sonha sempre com a mesma pessoa? O que desencadeia esses sonhos? Por que esses sonhos agora? Quem é o rapaz? Como será o encontro dela com o tal jardineiro? Qual será a do jardineiro misterioso?

"Como eu imagino você' é um livro com uma história bonita, leve e envolvente, pra ler em uma única sentada e que nos faz enxergar o mundo com outros olhos. Lena é uma grande guerreira, que, apesar da sua patologia, não abaixa a cabeça e fica se lamentando, ela é altiva e não deixa que nada a abale.

Gostei muito da interação da Lena com seus pais, que, apesar de todos os cuidados, não chegam a sufocar a filha. Eles respeitavam o espaço dela e a deficiência que ela tem torna a superproteção compreensível. Sua amizade com Lucas é daquelas que a gente quer pra vida, arrisco dizer que era uma relação de irmãos. Gostei também do desenrolar da história, da escrita do Pedro Guerra, com sua linguagem clara e objetiva sem muita enrolação, recheado de lições que guardarei para a vida, algumas delas quero aqui destacar: mesmo que não saibamos o que esperar do futuro, devemos levantar a cabeça e viver o agora!

Super indico.

"Tudo na vida depende do tempo...quando você tem muitas horas, não se importa em perder alguns minutos do seu dia. Porém, quando você passa a ter apenas alguns minutos, cada segundo vale muito.”

P.S.: O autor estará lançando o seu sétimo livro, no próximo dia 14. O livro contará com 48 crônicas que relatam o cotidiano, ou seja, é sobre tudo. "As Lágrimas que Não Chorei" é ilustrado pela Carolina Santos e não estará à venda em livrarias de todo o Brasil, apenas nas livrarias de Caxias do Sul e região. Aos interessados, o livro também estará disponível em sua loja online (https://www.escritorpedroguerra.com) a partir das 23h59min. do dia 13/09 (SIM, AMANHÃ!), com frete grátis. #ficaadica.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Todo mundo entra numa banda nesta vida!! (Lucyclenia Santana)



Sabe aqueles livros que você compra na empolgação de promoção, que você nunca ouviu falar do autor ou nem escutou alguém falar sobre o livro, mas que por fim se revela um livro surpreendente, de leitura leve, cheio de lições, sensível e mágico? Pois é, este é mais um neste estilo.  

"Todos os humanos são musicais. Por que outro motivo o Senhor daria a vocês um coração pulsante."

Nossa Avaliação: 100
Em "As Cordas Mágicas" conhecemos a história de Francisco de Assis Pascual Presto ou Frankie Presto, como preferir, desde o seu nascimento até a sua morte. O livro é narrado em terceira pessoa, por ninguém mais, ninguém menos que a Música. Isso mesmo que você acabou de ler, pela Música. 

Confesso que não me identifiquei muito com a narração nas primeiras páginas, mas insisti mais um pouco e não consegui mais largar. Achei o livro fantástico e entrou na lista dos favoritos da vida, daqueles que a gente quer que todo o mundo leia, sinta as emoções que o livro proporciona e chore de soluçar no final.

Como já falei, a Música, como narrador observador, tem um papel indispensável neste livro. Ela vem para contar a história de vida do seu filho querido e amado, Frankie Presto, a quem acompanha desde sua gestação, e a quem manteve vivo através de uma canção cantarolada por sua mãe logo após seu nascimento.   

Toda a narração se passa durante o velório, missa e sepultamento de Frankie. Ali, a Música recapitula episódios de sua trajetória de vida e nos mostra como foi uma vida cheia de obstáculos, lutas, pessoas importantes, que o tocaram de alguma forma e o fizeram chegar até onde ele chegou. Por fim, Frankie é o somatório de tudo o que ele passou e cada etapa de sua vida nos faz refletir e nos torna, mesmo que de maneira direta, uma pessoa melhor.

"Eu tenho o poder de fazer você recordar-se das coisas. Absorvo suas memórias; quando me ouve, você revive lembranças. Uma primeira dança. Um casamento. A canção que tocava quando recebeu uma grande notícia. Nenhum outro talento proporciona uma trilha sonora para a sua vida. Sou a Música. Marco o tempo."

Frankie teve uma infância difícil, cheia de tragédias e perdas, nossa como eu chorei já no começo do livro. Em muitos os momentos, fiquei vidrada na leitura, querendo saber desesperadamente o que aconteceu depois. Ah! Como eu queria entrar lá e cuidar do pobrezinho.

Em um momento importante da sua vida, Frankie ganhou um violão e cordas do seu professor de música, cordas essas que, ao longo da história descobrimos, são mágicas. O livro é, portanto, dividido em seis partes, cada uma se referindo a uma das cordas de seu violão que, assim como a Música, o acompanhou por anos a fio. Mas se engana quem pensa que essas cordas são iguais a quaisquer outras, não senhor ou não senhora, essas cordas se revelam mágicas quando Frankie descobre que com música pode mudar a vida das pessoas e cada vez que Frankie consegue salvar alguém, a corda fica azul e por fim se quebra.

Ao longo de sua vida, Frankie se torna musico, compositor e cantor famoso, daqueles que todos querem ter em sua banda, então ele é considerado um astro do rock. Porém, como muitos. Frankie acaba por se envolver no mundo das drogas, bebedeiras e prostituição, fazendo surgir assim problemas mentais, físicos e pessoais que em algum momento da vida lhe afastarão dos palcos.

Mas calma, a história não é só feita de choro e tristeza: ela nos mostra o significado da verdadeira amizade, do verdadeiro amor, que tudo espera, e como a música, de forma mágica, faz parte da vida de cada um de nós.

“A coisa mais importante que você vai aprender um dia. É simplesmente amar e ser amado de volta”.

Assim como 90% dos livros que leio, a primeira coisa que me chamou atenção neste livro, foi a capa. Que capa linda, foi amor à primeira olhada. O livro tem muitos personagens secundários que se tornaram peças fundamentais para a construção do enredo, são aqueles que marcaram a vida de Frankie e que de certa forma marcam a nossa também; como o seu professor de música, Maestro, seu pai, Baffa, Aurora, seu primeiro e grande amor, e seu cão pelado. Guardem bem esses nomes, pois foram eles os responsáveis por tantas lágrimas que derramei.

Outro ponto que deve ser citado é que o livro é cercado por um mistério: como Frankie veio a óbito? Entre um capitulo e outro encontramos a narração de alguns músicos que fizeram parte da vida dele e todos parecem não saber como e a não acreditar que ele morreu mesmo. Este mistério só será solucionado, nos últimos capítulos e adivinhem quem vai nos revelar o que realmente aconteceu? Ela mesmo. A Música.

"As cordas, ele entendeu naquele momento, de fato tinham vidas dentro de si, mas não era o modo como ele tocava que as deixava azuis, era o seu coração."

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

A vida é feita de recomeços e perdão! (Lucyclenia Santana)


“ Mantenha a cabeça erguida. Não importa o que foi feito ou dito, o perdão existe para aqueles que enfrentam seus erros, superam o passado e constroem um novo futuro. Nunca esqueça disso, minha menina. ”
Trecho da carta de Rowena Hamilton para a filha Brianna

Nossa Avaliação: 100
Já conheço a Paola, “Pah” para os mais íntimos, há algum tempo, através do seu canal no YouTube Livros & Fuxicos e do grupo no Facebook “Lendo com o Livros & Fuxicos” e não é surpresa para ninguém que seu estilo literário favorito é romance de época. A sensação de acompanhar a evolução e a escrita de seu primeiro livro de perto e esperar ansiosamente pelo tão sonhado lançamento é indescritível.

Em seu primeiro livro, ela já chega chegando e mais uma vez nos conquista através de uma escrita madura, doce e envolvente, com rica descrição de detalhes, que nos faz chorar, rir, sentir os medos e anseios dos personagens e querer saber mais e não desgrudar do livro enquanto não terminamos a leitura, que, quando acaba, já nos deixa com saudades e querendo a continuação para saber mais.

“ Não esqueça que eles a amam e que o amor é capaz de curar qualquer ferida, senhorita Brianna.”

Mas, vamos ao que interessa:

"Volte para Mim" tem início quando Brianna Hamilton, depois de ter fugido de casa na Inglaterra aos 16 anos para a casa do seu avô na Escócia, se vê em uma situação complicada que a obriga a voltar para a casa os pais, após 11 anos de ausência.

No primeiro capítulo, já nos deparamos com um misto de medo e insegurança por ter que lidar, junto com ela, com as consequências de suas escolhas do passado. Já nas primeiras linhas ficamos a indagar: “será que ela será bem recebida?, a deixarão ficar ou ela terá que assumir a as consequências e voltar para a Escócia?, Qual será a reação dos seus pais e da sua irmã mais nova?”. Como se todos esses questionamentos não fossem o suficiente, ela ainda terá que encarrar Desmond Hunter, seu melhor amigo de infância e primeiro amor. Como ele reagirá ao saber que ela está de volta?

Narrado em primeira pessoa, com capítulos intercalados entre Brianna e Desmond, entre passado e presente, com trechos de cartas enviadas ao longo dos 11 anos da ausência da Brianna, como já citado, a leitura é fluida e envolvente de maneira que é possível sentir o que cada personagem expressa no momento. A cada virar de pagina você é transportado para dentro do livro e se vê no lugar da Brianna, Desmond e até no da querida Malvina. Ah! Malvina, você tem um lugarzinho especial em meu coração.

“ Aprendi que o amor pode ser sentido mesmo com o mar nos separando. Estão pode ir par aonde quiser e passar quanto tempo desejar longe, Bri. Dessa vez não vou deixar a distância nos separar”.

A relação de Brianna e Desmond é um ponto importante, porém não é somente nisso que aborda o enredo: o livro também tem como foco a relação familiar, a união da família, daquela que aconteça o que acontecer estarão juntos para o que der e vier, onde cada um tem suas qualidades e defeitos, mas onde juntos se completam e se tornam um.

A busca pela própria identidade é outro ponto que não posso deixar de mencionar. Nos deparamos com Brianna em uma grande autodescoberta: quem ela é, quais são os seus sonhos e o que ela realmente quer ser. Ela aprende a correr atrás dos seus objetivos.

Confesso que foi o primeiro livro neste estilo (romance de época) que li, me prendeu e que consegui terminar. Este conquistou meu coração na primeira página e me fez devorar o livro em três dias.

Já deixo aqui o recado para a Paola: quero a continuação, hein, lindona! Preciso saber a versão da Malvina o mais rápido possível. Estou completamente sem palavras para descrever tudo o que senti ao ler este livro: chorei com a Brianna, Malvina e sua mãe, me acabei de rir com Desmond e seus irmãos Ian e Garret e seu cachorro Pie.

Só tenho uma coisa pra dizer: leiam!

Super recomendo.

P.S.: E aproveitando o clima da Bienal do Livro, que começa amanhã em São Paulo, a Paola estará lá nesse final de semana! Comprem seus livros e peçam autógrafo, ela é uma fofa!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Amizade colorida (Renata Lima)


Eita que eu falei que não ia ler mais sobre Os Sullivan e cá estou eu fazendo a resenha do livro 11...

Antes de resenhar esse livro, confesso que dei uma bisbilhotada em algumas resenhas amigas e acabei me surpreendendo um pouco com as opiniões, porque é meio unânime ler que os livros da Bella Andre são muito clichê, muito água-com-açúcar etc, mas eu leio justamente por esse motivo, então quero avisar logo que posso não falar bem do livro, mas também não vou atestar o óbvio. 


Nossa Avaliação - 6.5
"Preciso do Seu Amor" conta a história do roqueiro famoso Ford Vincent e da corretora Mia Sullivan, que viveram um romance tórrido (e relâmpago) há cinco anos. Um belo dia, Ford e Mia se reencontram, mas parecem não estar mais em sintonia. Mia quer esquecê-lo a qualquer custo, mas Ford não está disposto a deixar que isso aconteça.

Obviamente, o livro é sobre Ford tentando reconquistar Mia, e fazendo loucuras para isso, e Mia com o pé atrás, receosa e magoada pelo que houve no passado, mas ao mesmo tempo atraída por ele de um jeito que ela nunca se sentiu por outro. 

O ruim do livro, na minha opinião, é que os dois concordam em ser amigos, mas só pensam em sexo, então que amizade é essa? Além disso, parece que os personagens estão numa bolha e que só existem os dois. Acho que a autora poderia ter explorado mais a profissão do Ford, sua vida de rock star, contraponto com a vida pacata de Mia. 

No geral é um livro bom, sem grandes novidades, mas que preencheu bem o tempo livre entre um romance policial e um livro de teoria literária bem chato: um livro despretensioso e legalzinho.

Vocês já leram? Deixem um recadinho pra gente!

Até a próxima!

quinta-feira, 24 de março de 2016

"Para vencer na vida exija muito de si e pouco dos outros" (Lucyclenia)

Eis o primeiro romance do Augusto Cury: "O Futuro da Humanidade".

Com uma abordagem fascinante e de forma envolvente, aprendemos a mais uma vez deixar o preconceito de lado e dar valor às coisas simples da vida.

Nossa avaliação: 10.0
Conhecemos Marco Polo, um estudante de Medicina, cheio de expectativas e sonhos que, em seu primeiro dia de aula de anatomia, se choca com a dura realidade: ao confrontar o professor a respeito da história dos cadáveres que estão sendo expostos, o professor, sem a menor ética profissional, o humilha na frente de todos e o desafia a encontrar a identidade de um dos cadáveres sozinho.

Em sua busca, ele descobre que aqueles corpos são de indigentes, moradores de rua e até portadores de doenças mentais que ao morrerem tiveram seus corpos doados para as universidades. Mas Polo achou isso tão vago que decidiu ir mais além em sua pesquisa.

Em uma praça ele conhece Falcão, um  mendigo que pregava gentileza e dizia certas verdades a quem passasse, porém poucos lhe davam ouvidos. Com o passar dos dias, Falcão e Marco Polo tornam-se amigos e ouvindo a história de vida do amigo, Marco toma conhecimento de que ele era um filósofo e professor altamente inteligente, mas que se entregou à depressão ao ser traído pela esposo o que levou a também ser expulso dá docência.

Seu sogro alegando que sua doença mental seria passada para o filho, o proibiu de ver a criança, o seu "pupilo", como carinhosamente era chamado. Por esse motivo, Falcão se entregou ainda mais à depressão e decidiu partir e viver como andarilho.

Nas ruas, Falcão conhece o Poeta da Vida, um mendigo médico que após perder esposa e filhos em um acidente ficou com um nível elevado de depressão e também se tornou andarilho.

Um dos objetivos deste livro é nos fazer questionar certas coisas. Como universitária, me questionei o que "eu" estou fazendo em prol da sociedade, o que posso oferecer e se o que já estou há quatro anos estudando tem me preparado apenas para o sucesso ou também para a vida e os fracassos.

"Ser Feliz é ser capaz de dizer 'eu errei' e ter sensibilidade para falar 'eu preciso de você; é ter a ousadia para dizer 'eu te amo' "

Cury nos apresentou sua teoria de forma clara e evidente, com dados e fatos por muitos desconhecidos, mas comuns para as pessoas da área da saúde, mas de fácil entendimento, não se preocupem.

Uma história que acima de tudo fala do amor, da amizade, solidariedade, empatia, do respeito com o próximo.

Leitura rápida e leve que nos traz conhecimento e experiencia para o resto da vida.

Este é o primeiro livro classificado por mim como favorito de 2016. Um livro que deveriam ser lido por todos, inclusive profissionais de saúde que muitas e muitas vezes deixam as emoções de lado e se tornam frios e carrascos.

Boa leitura.

Até a próxima.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A verdadeira beleza vem do coração... (Lucyclenia)


Não há palavras no mundo que descreva a vocês o quanto eu amei este livro e o quanto ele mexeu comigo. Nada que for dito aqui irá se comparar à experiencia que tive ao deliciar-me nessas páginas. Demorei um pouco pra terminar de ler afim de absorver tudo o que estava sendo transmitido, mas acabou, e ah, como eu vou sentir falta!
Nossa Avaliação - 100

Desta vez irei fazer uma resenha diferente: não vou introduzir o enredo, nem falar características dos personagens. Assim como todos os livros que já li, não li nenhuma resenha de "Beleza Perdida", encarei na cara e na coragem e foi a melhor coisa que eu fiz, deu aquele quê de mistério sabe? E ao dar detalhes, acredito que posso estragar todos os sentimentos que o livro nos proporciona a cada capítulo. 

A capa não nos revela muito, a sinopse (que eu só li depois que terminei o livro) também não, mas aí é que está a graça: desvendar o enigma, se deliciar com as descobertas desse primeiro livro da Amy Harmon publicado no Brasil. (Ela já tem sete livros publicados e se forem excelentes como este, eu já os quero para mim.) 

Não é amor 
O amor que muda quando encontra mudança,
Ou se move e remove em desamor.
Oh, não, o amor é marca eterna,
Que enfrenta tempestades e não se abala.

Amy nos descreve uma história com total referência ao 11 de setembro e Shakespeare, uma versão moderna do conto A Bela e a Fera, nos forçando a ter um olhar diferenciado quanto a violência doméstica, a deficiência física e ao preconceito. 

Neste livro, tudo tem um motivo e nada acontece por acaso. Com personagens incríveis que se conectam perfeitamente, o foco está em Deus, na amizade, na fidelidade, na família, na coragem, no amor-próprio e, principalmente, na perda e nos momentos bons que não voltam mais. 
Talvez todo mundo represente uma peça de um quebra-cabeças. Todos nós nos encaixamos para criar essa experiência que chamamos de vida. Nenhum de nós consegue enxergar o papel que desempenha ou a forma como tudo vai acabar. E talvez a gente apenas não reconheça as bênçãos que resultam de coisas terríveis. 
Uma história linda, poética, alegre, triste e cheia de lições. Estou extremamente feliz por alguém ter me recomendado a leitura deste livro, que vou guardar pra sempre comigo e está em primeiro na lista dos favoritos. Como já disse a Amy Harmon ganhou mais uma fã. 

Parando por aqui para não falar demais, desejo a todos uma ótima leitura!

Até a próxima!


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Corra atrás dos seus sonhos e tudo irá dar certo... (Lucyclenia)


Olá, amigos leitores, Feliz Ano Novo para vocês!
Nossa Avaliação - 9.5

Venho hoje resenhar um livro que me marcou em 2015 e que é uma ótima pedida para este ano que está começado.

Este livro começou a me encantar assim que bati os olhos na capa, que capa mais linda, né? E o melhor: tem tudo haver com o enredo. Sim, escolhi pela capa e não me decepcionei, como já falei foi o melhor dos que li no ano que findou.

Narrado em primeira pessoa, Lori Nelson Spielman nos conta a história de Brett de uma forma envolvente, leve e divertida, mas que mesmo assim nos leva à reflexão e nos coloca no lugar da personagem principal. 

Brett tem 34 anos, trabalha como executiva na empresa da sua mãe, tem um namorado e mora em um apartamento muito moderno. Porém sua vida vira de cabeça para baixo com a morte da sua mãe. No dia da leitura do testamento, Brett é surpreendida ao saber que foi deixada de lado e que, portanto, não receberá herança.

O advogado da mãe, Brad em uma reunião particular com Brett, lhe informa que a mãe, antes de morrer, lhe entregou uma lista de desejos escrita pela própria Brett aos 14 anos e que ela teria que cumprir todos os itens desta lista de sonhos para poder obter a sua parte da herança.
- É verdade. Sou uma pessoa de muita sorte. Mas há um limite para o que as fadas madrinhas podem fazer. Eu acho que cada um tem o poder de realizar os próprios desejos. Só precisamos encontrar coragem para isso.
Uma das coisas que mais gostei neste livro foi que as coisas não acontecem tão rápido e fácil como em outros livros que já li, tudo acontece de forma lenta que foram muito bem descritas por sinal. A cada meta alcançada, ela receberia uma carta da mãe e no final de um ano caso todas as metas fossem alcançadas, Brett receberia sua recompensa. 

Com o passar do tempo, ela começa a se conscientizar de que sua vida não está do jeito que ela queria, seu namorado não tem tempo pra ela e ainda por cima só pensa em dinheiro.

Chorei em todas as cartas que a Brett recebeu da sua mãe, era como se ela estivesse viva e lesse cada um dos pensamentos da filha.

Uma coisa que não gostei na Brett, foi que depois que terminou o namoro ela começa a achar que qualquer um era a sua alma gêmea e passa a se atirar no primeiro que abrir os braços.

Uma leitura que flui facilmente, com capítulos curtos e sem erros. 
Todos os dias, faça algo de que você tenha medo. Continue se obrigando a fazer coisas que lhe dão medo. querida. Assuma os riscos e veja onde você aterrissa, pois são eles que fazem a jornada valer a pena.
Eu amei, amei, amei, este livro.

Super recomendo.