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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Um programa divertido e sensual (Renata Lima)


O livro "Aluga-se um Noivo" da autora nacional Clara de Assis faz parte de uma trilogia chamada Os Di Piazzi que aparentemente vai seguir a linha dos livros da série Beautiful Bastard da Christina Lauren. As histórias serão independentes entre si com alguns personagens transitando entre elas.

Nossa Avaliação - 8,5
O livro 1 conta a história de Débora, que para encarar o ex que a abandonou por uma de suas amigas e agora será padrinho de casamento de seu irmão, decide que não vai passar por todos os ensaios e jantares sozinha. 

Munida do sentimento de vingança e com um diabinho chamado Carol pendurado em seu ombro, ela entra em contato com alguns garotos de programa até que as duas dão de cara com uma foto do corpo de Théo oferecendo seus serviços pela internet.

Trato feito com o lindíssimo rapaz, a situação vai se enrolando a ponto do diabinho Carol deixar escapar em um grupo de amigas que Théo e Débora não são somente namorados, mas estão noivos e morando juntos e por isso Débora precisa contratar Théo em tempo integral toda vez que um parente ou um amigo vai visitá-la. E, olha, é uma gargalhada atrás da outra intercalada com momentos fofos e momentos bem quentes.

Claro que Théo é lindo, mas é também espirituoso, culto, inteligente, sarcástico e cheio de mistério. Junto com Carol, eu diria que esses são os dois melhores personagens do livro. Os diálogos são muito bem feitos, a escrita flui muito bem e o livro é recheado de música romântica (e eu sou dessas que paro e vou lá pesquisar a música pra sentir o "clima").

Os dois vão se apaixonar, óbvio, mas no meio disso tudo há o ex e o trabalho chato de Débora e o fato de ela saber muito pouco sobre Théo e achar a todo instante que, como garoto de programa, ele só está interessado no dinheiro e o sexo é apenas consequência do montante que ela está pagando a ele. Além disso existem histórias acontecendo no fundo que não passam despercebidas e, creio eu, servirão como gancho para os próximos livros, mas não serão essenciais para a compreensão dos mesmos.

O livro se passa todo no Rio de Janeiro e reconhecer as paisagens descritas me trouxe uma sensação de familiaridade (Centro, Leblon, Estrada do Joá, Penedo). Apesar de uns errinhos que tiraram um pouco o meu foco, o que é compreensível já que o livro é autopublicado e nem todo mundo tem grana pra investir em uma revisão profissional, recomendo demais para quem está buscando uma leitura leva e divertida. É uma pena que ainda não tenhamos notícias de interesse por parte do mercado editorial, mas assim que eu souber de alguma coisa, venho compartilhar com vocês ou deixo a novidade no nosso Facebook.

Quem quiser comprar o e-book, é só acessar a loja da Amazon e desembolsar apenas R$5,00! 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Você já leu isso em algum lugar (Renata Lima)


É engraçado como eu sempre digo que estou cansada dos livros eróticos e basta uma livreira mais empolgada me falar sobre um livro e lá vou eu em minha peregrinação para consegui-lo. Desta vez Carla e eu estávamos na Saraiva do Botafogo Praia Shopping esperando o Flávio para nossa sessão de Noé, obviamente sem intenção de comprar nada, e uma livreira muito simpática, cujo nome eu não me recordo agora, nos abordou perguntando se já tínhamos lido alguns livros da Sylvia Day que estavam expostos. Como estou correndo de Sylvia Day, começamos a falar sobre livros eróticos em geral e havia um exemplar de "Fogo" da Maya Banks no balcão.

Nossa Avaliação - 5.0
Ela explicou que se tratava de uma trilogia erótica chamada Breathless que focava em três amigos: Gabe, Ash e Jace. Nos falou um pouco da premissa do livro e explicou que ele começava com o livro "Obsessão", que não tinha disponível na livraria, mas que eu me lembrava vagamente da capa branca e azul e sabia que tinha ele disponível em e-book.

Dias depois, vi que o livro estava em promoção em um site de e-books e o comprei a R$9,99, resolvendo então mergulhar de cabeça na história de Mia Crestwell e Gabe Hamilton achando que realmente seria um livro espetacular e acabei me decepcionando um pouco, mas vamos adiante!

Publicado no Brasil pela Quinta Essência, um selo da editora Leya, o livro contra a história de Mia, uma jovem que sempre nutriu uma paixão secreta por Gabe, que junto com o irmão dela, Jace, e o amigo dos dois Ash, administra uma empresa hoteleira com rendimentos milionários. 

Aos 24 anos, Mia, que trabalha como atendente de uma confeitaria (sério isso? Sim, é sério!), decide surpreender seu irmão e se arrumar para uma festa, mas o irmão sai mais cedo com Ash e ela encontra Gabe. Os dois já se conheciam, claro, e Gabe também já tinha uma queda por Mia, mas os 14 anos de diferença entre os dois sempre falava mais alto. Agora, aos 38 anos, Gabe decide que é a hora certa para ter Mia, já que ele tinha desejado tanto uma mulher como a desejava.

Lindo, rico, musculoso e inteligente, Gabe poderia ter todas as mulheres que quisesse, mas o que acontece é que, depois de um relacionamento ruim, Gabe aprende que qualquer mulher que quiser dividir sua cama precisa, antes de mais nada, assinar um contrato (soa familiar?). Além de um acordo de confidencialidade, o contrato basicamente diz que Gabe pode fazer o que quiser com sua amante e, apesar de preocupada com o irmão e o que pode acontecer com a amizade dele com Gabe caso descubra sobre o affair dos dois, Mia decide embarcar nessa e, como amante de Gabe, passa a trabalhar na empresa dele como sua secretária particular.

Sexo explícito e diálogos muito forçados à parte, algumas coisas me incomodaram nesse livro: 1) Essa ideia de que todo mundo transa no trabalho (cadê a ética, cadê o profissionalismo?), 2) A falta de conexão entre os personagens acaba criando uma falta de conexão entre o leitor e os personagens, 3) O conflito bobo, para não dizer infantil, de uma mulher de 24 anos que tem medo que o irmão descubra que ela está  transando com o amigo, 4) O fato de tudo ser perdoado sem uma boa conversa, 5) O que o cara faz perto do final do livro (não vou dar spoiler, mas, sério, que babaquice!).

O livro é bem escrito, não me entendam mal, os personagens são bons, mas eu não me senti conectada com a história. De fato, eu me senti tão desconectada que nem odiar a passividade dessa personagem principal eu consegui. A sensação que não me abandonava era que esse livro era uma história repetida, algo que misturava os "Cinquenta Tons de Cinza" de E.L. James sem os traumas de Christian Grey com a série dos Irresistíveis de Christina Lauren, sem o bom humor e o romantismo.

O bom é que me disseram que com o passar dos livros as histórias melhoram, mas confesso que cheguei na metade do segundo livro e não consigo avançar. Quem sabe dar um tempo no estilo não me faça mudar de ideia? Para quem quiser ler, a ordem dos livros é a seguinte: "Obsessão", "Delírio" e "Fogo".


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Retomando as rédeas da própria vida (Renata Lima)


Dia 10/02 foi o lançamento do e-book de "Tentação Sem Limites" de Abbi Glines da Editora Arqueiro e cá estamos nós com a resenha dupla do livro 01 e do livro 02 para vocês!

"Paixão sem limites" é mais um new adult que eu leio sem muitas expectativas depois do ótimo, maravilhoso, "Entre o Agora e o Nunca" da J.A. Redmerski. Para começar, eu nem li resenha dele, nem conhecia nada sobre a autora Abbi Glines, então estava pronta para ser surpreendida no segundo livro do ano de 2014 (o primeiro foi "100 Escovadas antes de Ir para a Cama" da Melissa Panarello).

Nossa Avaliação - 8.0
Publicado no Brasil pela Arqueiro, a estreia da autora em terras tupiniquins, "Paixão Sem Limites" é o primeiro livro da série Sem Limites, que depois do livro dois vai cruzar com a série Perfection, ainda sem data de publicação aqui.

Narrado em primeira pessoa, o livro conta a história de Blaire Wynn, uma jovem de 19 anos que acaba de perder a mãe e é obrigada a vender tudo que tem para pagar as despesas médicas de seu tratamento.

Há cinco anos, Blaire perdeu a irmã gêmea em um acidente de carro e quem dirigia era o pai. Culpado, o pai abandonou a família logo em seguida e Blaire quase não tem notícias dele. Ele sequer apareceu no enterro de sua mãe, mas ela não tem mais a quem recorrer e por isso deixa a pequena cidade onde mora e vai em busca de uma promessa desse pai que ela nunca conheceu de verdade: um quarto sob o teto da casa onde ele mora com uma nova família até que ela arrume emprego e possa pagar pelo próprio apartamento.

Ao chegar na Flórida, Blaire se depara com uma realidade muito diferente da sua. A mansão do pai fica de frente para a praia e uma festa cheia de jovens está rolando na casa. Seu pai está viajando pela Europa com a nova esposa e Blaire consegue que o dono verdadeiro da casa, o filho da nova esposa do seu pai com uma lenda do rock, Rush Finlay, um jovem de 24 anos, aceite que ela fique em um quartinho de empregada atrás da despensa.

O romance de Rush e Blaire é conturbado, principalmente porque a irmã mais nova de Rush, Nan, não perde uma oportunidade de destilar seu veneno sobre Blaire e rebaixá-la a uma reles caipira. A própria Blaire tem suas questões para resolver com o pai que nunca aparece, nem ao menos telefona e os segredos entre os dois serve como uma espécie de imã ao contrário, que em vez de uni-los os afasta cada vez mais, independente da paixão que os arrebata.

Outros personagens deixam a história mais leve e trazem uma pitada de humor e de amizade, como os amigos de Blaire, Bethy e Jimmy, os amigos de Rush, Wood e Jace, e o irmão de Rush, Grant. Do passado de Blaire temos Cain, um ex-namorado que a traiu quando ela mais precisava dele, mas que quer compensar seu erro e vira o melhor amigo de Blaire ao longo dos anos. 

Talvez por não ter iniciado a leitura com muita expectativa, o livro me prendeu. Eu sofri pela jovem privada dos anos de adolescência e levada à maturidade tão bruscamente depois da morte da gêmea tendo que cuidar sozinha de uma mãe doente. As ressalvas de Blaire são compreensíveis, assim como são as justificativas de Rush para guardar seu segredo, um segredo que na verdade nem é dele.

O final do livro é verossímil, apesar de não ser o final esperado. 

Capa 1
Capa 2
A VENCEDORA
Uma curiosidade bem legal é que eu soube que os fãs pediram que tivesse o Rush na capa do segundo livro e a Editora Arqueiro atendeu ao pedido e fez duas capas para votação. (Ponto pra Arqueiro!) 

No geral, pela primeira vez na minha vida, eu acho as capas brasileiras muito mais bonitas e muito mais bem acabadas do que as capas americanas. A impressão que eu tenho é que as capas lá de fora parecem capas amadoras.

O que vocês acham?


Atenção: Essa resenha pode conter spoilers do primeiro livro da série Sem Limites "Paixão Sem Limites". Se você ainda não leu o primeiro livro da série, não passe desse ponto!

Nossa Avaliação - 7.5
No final do livro anterior, depois de um confronto dramático com o pai e a nova família dele, Blaire, se sentindo traída por Rush, volta para Sumit e passa a morar na casa da avó de Cain.

Rush, desesperado, vai atrás dela, mas não consegue convencê-la a voltar, mas a melhor amiga Bethy faz seu papel e diz que vai dividir um apartamento com Blaire e que ela não vai precisar contar com qualquer membro da família de Rush. Bethy inclusive consegue que Woods recontrate Blaire e o único inconveniente disso é que ela continua trabalhando no clube de golfe frequentado por Rush e sua insuportável e mimada irmã Nan.

De volta à Flórida, é Blaire que agora tem um segredo inconfessável que, apesar de tentar esconder a todo custo, é descoberto por Cain, Bethy e até por seu chefe super protetor Woods e é guardando esse segredo que Blaire decide reconstruir sua vida do zero, colando os cacos de sua alma dilacerada, acreditando sempre na retidão de caráter de sua mãe que foi posta à prova no livro anterior.

Se o primeiro livro foi todo narrado por Blaire, nesse segundo a narração em primeira pessoa é dividida entre Blaire e Rush, o que deixou o livro mais dinâmico, mas ainda assim não me prendeu tanto quanto o livro anterior. Nan é uma personagem chata e toda vez que ela aparecia eu torcia para que alguma coisa acontecesse com ela para que ela desaparecesse da vida do irmão e de Blaire. 

O chato do livro é que quando algo finalmente acontece, mais uma vez a relação de Blaire e Rush é posta à prova e mais uma vez o leitor se pergunta se amar é realmente algo tão sofrível assim.

No mais, é um livro bom. E como eu disse na resenha do primeiro livro, as capas brasileiras são as melhores!

Uma dica importante que recebi de uma amiga que é apaixonada por essa série é que antes de ler o último livro da série "Forever Too Far", é interessante ler antes o primeiro livro da série Perfection que conta a história de Woods, o chefe de Blaire e amigo de Rush, e Della Sloane. 

Esse livro não tem previsão de lançamento no Brasil, mas tem disponível em inglês e se chama "Twisted Perfection". Eu li e achei bem legal também, mas segue a mesma linha de relacionamentos problemáticos, decisões dramáticas, amor posto à prova. Assim que souber que o livro tem data de publicação por aqui, eu faço uma resenha!

Já o último livro da série Sem Limites parece que será lançado em julho! Qualquer novidade, eu aviso pelo Facebook do blog!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Desafio Skoob de Janeiro: Diferenças e Semelhanças (Renata Lima)


No meu Desafio Skoob, decidi que leria tudo da minha lista de leitura que conseguisse encaixar no tema do mês. No caso de Janeiro (Livro que virou filme), separei para ler:

1) 100 Escovadas antes de Ir para a Cama da Melissa Panarello (filme "Melissa P." ou "100 Escovadas Antes de Ir para a Cama")
2) A Menina que Roubava Livros do Markus Zusak (Filme homônimo que a Carla já resenhou aqui pro Desafio também).
3) O Doador de Lois Lowry (Filme homônimo ainda sem data de lançamento no Brasil)
4) Dever de Capitão de Richard Phillips (Filme Capitão Phillips que a Aline já resenhou aqui pro Desafio também).
5) Ender's Game - O Jogo do Exterminador (Filme homônimo)

Nossa Avaliação - 8.0
Como o livro "100 escovadas antes de ir para a cama" foi o primeiro que eu li esse ano, resolvi utilizá-lo para resenha do Desafio junto com "O Doador".

Nesse livro, Melissa Panarello conta sua própria história: a história de uma adolescente obcecada pelo amor. Em sua busca incessante por amar e ser amada, Melissa, como quase toda adolescente, se apaixona pelo rapaz errado e tem relações sexuais banais que não resultam nem mesmo em prazer.

Ela conhece homens que querem apenas explorar seu corpo, sem acessar seus verdadeiros sentimentos, e cai em uma espiral de sexo por sexo, entrando em um mundo de sexo grupal, sexo virtual e outras experiências que não são naturais para uma menina tão jovem.

Ele me encontrou deitada na cama concentrada em observar uma mosca varejeira que batia contra a lâmpada do teto, produzindo um barulho chato. Pensei que as pessoas se jogam convulsamente contra o mundo igual àquele animal estúpido: fazem barulho, confusão, dão voltas ao redor das coisas sem agarrar nada completamente...
O livro não se presta a dar lições de moral (ao contrário do filme) e é narrado em forma de diário. Para mim foi impossível não me apaixonar por Melissa, por sua ingenuidade, por sua necessidade de amor, por sua sinceridade ao narrar a vida em família, suas amizades, seus medos e anseios. Em sua incapacidade de se adaptar ao mundo, vendo apenas mediocridade e mesmice ao seu redor, Melissa passa de um amante a outro procurando nada além de si mesma e acho que essa é uma busca eterna, uma busca por identificação, uma busca por amor.
Mas já chega eu me culpando, não quero saber dos sermões dos outros, só quero alguém que me abrace e que faça com que eu me sinta bem.
O cartaz e algumas cenas do filme
























O filme é bem diferente do livro e algumas coisas acontecem tão rápido que acabam não fazendo muito sentido. Inclusive mandaram o pai da Melissa para longe e inventaram personagens e eventos que não aparecem no livro para moralizar a história de um jeito que não gostei.

Também não gostei da direção a la "Laguna Beach". Ficou um reality show que não é reality show, sabe? Achei meio esquisito.

Na verdade, acredito que o mérito no filme está na espanhola Maria Valverde, com 18 anos na época das gravações, interpretando a personagem principal com maestria, mas de resto achei que os atores fizeram interpretações caricatas, principalmente a mãe de Melissa.

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Nossa Avaliação - 8.0
Já "O Doador", apesar da capa e do título de livro de autoajuda, é uma distopia muito bem escrita por Lois Lowry, autora americana de 76 anos, e publicada aqui no Brasil pela Sextante. O livro é o primeiro do chamado "Quarteto Doador" e foi publicado pela primeira vez em 1993 como um livro infantil - o que me causa certa estranheza por conta da temática.

Conhecemos a história de uma sociedade distópica onde tudo é mesmice e ninguém escolhe seu futuro não é completamente estranha, eu sei, mas o livro é narrado de uma forma tão interessante que fiquei realmente deslumbrada.

Jonas vive em uma comunidade organizada por regras rígidas. O clima é artificial, a reprodução é assistida (apenas as mulheres designadas são parideiras e dão seus filhos para serem criados até certa idade em um hospital e depois são "batizados" e dados para os pais definitivos em uma cerimônia), tudo é regido e esquematizado por um conselho de anciãos. Ninguém ali conhece a necessidade, a guerra, a pobreza, o medo, a dor, mas consequentemente eles também não entendem o conceito de amor, de sexo, de aventura, de desejo, exceto O Doador, que é quem detém todo o conhecimento do mundo, mas ele está velho e precisa de um sucessor.

Aos 12 anos, na cerimônia de escolha de profissão, Jonas é escolhido para ser o Portador dessas lembranças e através de sessões diárias com O Doador ele deve receber tudo de bom e de ruim que a Humanidade já fez e/ou presenciou. O conceito de frio e calor, o conceito de guerra, o conceito de desejo, de luxúria, coisas boas e ruins que há muito tempo foram banidas.

É a partir daí que Jonas começa a questionar o conceito de "felicidade" e "liberdade", "certo" e "errado" e, assombrado por um mundo até então desconhecido, Jonas precisa decidir o que fazer com todas as memórias recém adquiridas. 

Eu gostei muito do livro, a leitura fluiu muito bem e achei os personagens bem construídos e interessante. Meu único problema com o livro, e por isso eu dei nota 8.0 e não o 9.0 que ele merece, é que o final parece ter sido escrito às pressas. Há uma queda brusca no desenvolvimento das últimas 50 páginas e é alto tão perceptível que também foi a reclamação de três pessoas cujas resenhas eu li antes de começar o livro.

Como eu disse anteriormente são quatro livros e me chama muita atenção o hiato entre a publicação deles. "O Doador" foi publicado em 1993, "Gathering Blue" em 2000, "Messenger" em 2004 e "Son" somente em 2012. A Sextante não respondeu se tem a intenção de publicar os outros livros da autora, e como "O Doador" foi publicado em 2009 e até agora nada, duvido que o façam, mas quem sabe, se o filme fizer sucesso...

Por falar em filme: o filme "O Doador" estreia nos cinemas americanos no dia 15 de agosto com um super elenco: Meryl Streep, Alexander Skarsgård, Katie Holmes, Jeff Bridges, a cantora Taylor Swift entre outros. Quero muito assistir! Abaixo, uma foto do elenco postada por Katie Holmes e fotos das gravações do filme, já que ainda não saiu o pôster oficial.



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"O Jogo do Exterminador" de Orson Scott Card, publicado aqui no Brasil em 1991 pela Aleph e depois de 2006 pela Devir Editora com essa capa MEDONHA, já está em sua 4a edição. Esse ano a Devir republicou o livro com a capa do filme, dando uma roupagem mais moderna ao livro de ficção científica originalmente lançado nos EUA em 1985.

Nossa Avaliação - 9.0
A Terra foi duas vezes invadida pelos Insecta, uma raça alienígena que como o nome já diz parecem insetos. Na iminência de uma terceira invasão o governo militar procura por crianças intelectualmente superdotadas para formar uma nova esquadra ofensiva contra os Insecta, e é aí que entra nosso querido  herói e protagonista Andrew Wiggin ou Ender, ou Terceiro.

Na nova sociedade, cada casal pode ter apenas dois filhos e os dois irmãos de Andrew estudaram na mesma escola de superdotados que ele e no final falharam por motivos diferentes: Peter Wiggin, o mais velho, é cruel e sádico, principalmente com o irmão mais novo, a irmã do meio Valentine, é compassiva e amorosa demais. 

Concedida a permissão para o Terceiro filho, os Wiggins dão à luz a Andrew, um jovem brilhante que passa por todas as etapas da escola dos superdotados e por fim têm sua prova de fogo ao lidar com a decisão da escola de enviá-lo para casa sem qualquer satisfação aos seis anos de idade.

Depois de se meter em uma briga e ter um comportamento racionalmente explicável, Andrew recebe a visita do Coronel Hyrum Graff, que propõe que Andrew volte para a escola, mas que seja enviado para um treinamento mais avançado em uma Estação Espacial de gravidade zero onde ele não terá mais contato com a família, principalmente com a irmã, que através da narração em off dos diálogos entre o Coronel e o Major Anderson sabemos ser seu ponto fraco.

Uma vez na Estação, Andrew integra uma equipe e eles precisam desenvolver estratégias de guerra contra outras equipes em um ambiente militar com outras crianças de seis a doze anos de idade. São treinamentos, jogos psicológicos, estudos de biologia Insecta, o dia parece nunca acabar e aos poucos Andrew vai conquistando cada vez mais a admiração de seus colegas de "pelotão" - e a inveja de outros - e se destacando como o mais promissor dos Comandantes através de jogos manipuladores controlados pelo próprio Coronel.

Chega a hora de sair da Escola de Combate e ir para a Escola de Comando, onde as equipes já formadas deverão efetivamente combater os Insecta através, mais uma vez, de jogos estratégicos simulados. É importante ressaltar que normalmente as crianças só iam para a Escola de Comando depois dos 16 anos, mas a equipe de Ender é alçada à Escola de Combate depois de muitas complicações e revezes.

Muitos têm dito que "O Jogo do Exterminador" é uma distopia, e eu até concordo em partes, mas acho que essa história de aliens e naves espaciais militares está mais pra ficção mesmo.

Uma dica que eu vi no vlog BEmpoeirada e que eu NÃO sabia, é que "O Jogo do Exterminador" não é uma série, (cara de choque :o), mas que depois do sucesso do primeiro livro, o autor resolveu escrever mais ou menos o que aconteceu depois do livro em uma série de histórias complementares. Eu vi inclusive que tem livros de contos feitos por outros escritores inspirados no livro.

O filme é bem parecido com o livro? Sim! É uma boa adaptação? Sim! Mas há diferenças gritantes? Claro.

O livro é mais detalhista em vários aspectos, o que de um lado é bom, mas de outro é ruim. Descrições de áreas de combate ou de naves espaciais podem ser um tanto chatas. 

A perspectiva do filme é basicamente o que acontece com o Ender e o que o Ender vai se tornando sob a perspectiva do Coronel e sob a perspectiva dos comandados por ele, mas há pontos de virada na escalada do Ender ao posto de Comandante que fazem falta. O livro também traz uma visão mais ampla dos acontecimentos tanto no Espaço quanto na Terra.

O Major Anderson no livro é homem, no filme é interpretado pela atriz Viola Davis, portanto, uma mulher. Não sei se faz diferença, mas em 1985, quando o livro foi escrito, realmente havia poucas chances de uma mulher chegar a Major na carreira militar na área de combate.

Muita gente reclamou sobre a falta de emoção do ator principal - o Asa Butterfield de "O Menino do Pijama Listrado" - mas no livro existe essa ideia de que externalizar emoções é algo mal visto, tanto que os dois opostos estão nos irmãos dele: o ódio de Peter e a compaixão de Valentine. Ender é sempre obrigado a achar um meio-termo e eu achei isso muito bem feito pelo Asa. Acho que ele mostra emoção nas partes certas. E é claro que falando em Asa, ele tem 16 anos na vida real e nunca passaria por um menino de seis, então obviamente os meninos do filme são mais velhos do que os meninos do livro, mas ainda assim não chegam a quinze anos.

O final do filme destoa um pouco do final do livro, mas como não quero dar spoiler, fica a dica para quem for ler o livro depois de ter assistido ao filme.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Mais um casal BDSM na literatura (Aline Basilio)


Decidi ler “A Bibliotecária” de Logan Belle por curiosidade e porque achei a capa linda. Já trabalhei em biblioteca quando era adolescente, na escola como voluntária e depois no trabalho como auxiliar, então fiquei imaginando como seriam as cenas “hot” em uma biblioteca.

Nossa avaliação - 7.0
Regina Finch consegue um emprego na Biblioteca Pública de Nova York e nos seus primeiros dias de trabalho, visualiza dois estranhos transando em uma sala reservada do local. Tempos depois ela descobre que o homem que ela tinha é Sebastian Barnes, investidor da instituição e uma figura da alta sociedade. 

Sebastian conhece Regina e decide investir em um relacionamento com ela, que, ainda um pouco ingênua, se entrega de corpo e alma ao desejo selvagem que cresce dentro dela, apesar de o lado submissa dela continuar em alta.

“A mente é seu próprio lar, e sozinha pode tornar o paraíso um inferno, e o inferno, um paraíso.” 

Pensei que seria mais um livro do gênero erótico que leria, digamos que esse ano foi um ano meio complicado de leituras eróticas com o boom dos Cinquenta Tons, mas me surpreendi com a personagem feminina. 

Quando comecei a ler, lembrei-me de Anastácia Steele (protagonista da trilogia 50 Tons), que era inocente, ingênua, muito paradinha... Porém, Regina vai crescendo durante a história e se revela uma “selvagem”. Já o personagem Sebatian é bem caricato: rico, sedutor e viciado em sexo selvagem. (Lembrou de alguém???) Pois é. Ele não me cativou muito. Para quem não sabe, a sigla BDSM significa bondage, dominação e sadomasoquismo... imaginou o que rola?

Mas só a evolução da personagem principal foi que me surpreendeu, pois a história é fraca mesmo. Pensei que o livro enfatizaria um pouco o trabalho de biblioteconomia, mas não, nem toca no assunto. Acaba se tornando um vazio em seu conteúdo, destacando apenas o relacionamento de Regina e Sebastian. Nem o relacionamento dos personagens são muito desenvolvidos.

Uma pena mesmo! A história tinha tudo para ser excelente mas o conteúdo decepcionou. Nesse livro o principal é o sexo e a história é narrada em terceira pessoa. Acho que isso prejudicou um pouco, pois creio que a narrativa em primeira pessoa deixa a história mais próxima do leitor.

E você, já leu? O que achou?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Erotismo não combina com infantilidade (Renata Lima)


Eu poderia fazer um post genérico sobre essa febre de livros eróticos e algumas pessoas concordariam comigo, outras não e o post viraria um debate, mas prefiro dizer que, na minha humilde opinião, alguns valem a pena ser lidos outros nem tanto, o que não tira o mérito desses livros terem introduzido (desculpem o trocadilho infame) um número impressionante de leitores ao mundo da leitura. Alguns continuam só na literatura erótica, outros já dividem o tempo com outros romances, como os livros de John Green, Nicholas Sparks, Emilly Giffin etc, outros já estão lendo de tudo um pouco, então como odiar?

Nesse momento, peço um parênteses para dizer que há anos faço revisão de romances de banca de jornal (que há alguns meses passaram por uma repaginada e também estão sendo vendidos em livrarias), por isso o erotismo desses livros atuais não me assusta, nem me surpreende. Leitores de Sabrina, Bianca, da série Desejos ou Paixões Picantes sabem do que eu estou falando; ou seja, erótico não é algo novo patenteado pela Sra. E. L. James e seus "Cinquenta Tons", mas talvez a linguagem mais explícita sim.

Nossa Avaliação - 6.5
Os livros de hoje são os dois primeiros livros da trilogia "Peça-me o que quiser" de Megan Maxwell, que, nascida na Alemanha, filha de mãe espanhola e pai americano, mora a vida quase toda em Madri, cidade que funciona como pano de fundo da história.

"Peça-me o que quiser" é um livro escrito em primeira pessoa por Jud, uma mocinha um tanto atípica. Quando eu digo mocinha atípica, leia-se moleca, atleta, apegada à família, diferente das mocinhas americanas dos livros eróticos mais difundidos no Brasil. Ela é uma mulher independente que trabalha como secretária em uma empresa alemã com sede em Madri. 

Um belo dia, depois de ver sua odiosa chefe e um colega de trabalho transando no estacionamento, Jud fica presa no elevador com outros funcionários, entre eles um pedaço de mau caminho de lindos olhos azuis. Espirituosa e tentando manter a calma em uma situação de estresse, Jud faz brincadeiras descontraídas sem saber que o gostosão em questão é um de seus chefes, Eric Zimmerman, o alemão que é dono da empresa. 

Mas como no mundo nada é perfeito, depois de bancar a voyeur mais uma vez, desta vez trancada junto com o chefe em uma sala de arquivo vendo a chefe ter relações com o mesmo funcionário, Jud é convidada para jantar com Eric e ele a leva a um restaurante chique, com uma clientela selecionada que é, na verdade, a fachada de um clube de suingue (não de dança não, gente, de suingue mesmo - troca de casais, voyeurismo etc). Inicialmente, a mocinha fica incomodada, mas aos poucos começa a ceder aos caprichos do deus grego e entra no jogo dele, passando a "brincar" com algumas regrinhas verbais (sem um contrato dessa vez). Só que a inexperiência de Jud nesse tipo de "brincadeira" faz com que ela se meta em algumas confusões e situações no mínimo inusitadas.

Se por um lado, este livro é diferente de "Cinquenta Tons", principalmente quando Jud deixa bem claro que não aceita sadomasoquismo (mas uma hora ou outra ela aceita ser vendada e amarrada à cama e deixa que outros homens (e mulheres) desfrutem de seu corpo enquanto seu chefe observa), existe uma interseção entre os dois livros que reside na incapacidade das pessoas em resolverem os problemas da relação que não seja na cama ou saindo e batendo porta. Pode parecer passional, mas na minha opinião é extremamente infantil e desgastante. É um tal de um expulsa um do apartamento, o outro expulsa a outra do hotel, expulsa da sala, expulsa da casa do amigo, tem hora que chega a ser chato. Um outro ponto parecido com "Cinquenta Tons" é que Eric guarda um segredo, na verdade mais de um, mas os segredos são revelados nesse livro, então a autora não vai ficar três livros enrolando sobre o assunto - espero eu.

Eu sou uma dessas que adora "trilha sonora" em livro. Nesse ponto, "Cinquenta Tons" e "Entre o Agora e o Nunca" são mestres. A música serve para COMPLEMENTAR uma cena, ou até mesmo EXPLICAR o estado de espírito da personagem, então achei inútil saber que estava tocando "Waka Waka" da Shakira quando ela estava deprimida, não fez muito sentido. E as letras em Espanhol não foram traduzidas, acredito que valeria a pena deixa-las em coluna dupla, a original e a tradução porque ninguém é obrigado a saber Espanhol.

Problemas à parte, a história é até interessante, a narração em primeira pessoa é divertida, a mocinha não é uma mala completa e o mocinho, apesar de esquentadinho demais às vezes, não é de todo ruim. Quem tem preconceitos com essa questão sexual que envolve mais que duas pessoas em uma relação sexual, vai se sentir um tanto decepcionado.

Nossa Avaliação - 4.0
No segundo livro, Jud vai morar com Eric na Alemanha e entra de cabeça na complicada história da família Zimmerman. Mais sexo, brigas mais infantis ainda e uma briga fenomenal que dá vontade de voar no pescoço da mocinha e mandá-la calar a boca! E no mais o livro é isso e não é meu poder de síntese, o livro é só isso mesmo. E sabe o que é pior? À exemplo do "Para Sempre Sua" da Sylvia Day, o livro acaba com um "CONTINUA". Qual é o problema das pessoas em finalizar um livro, mesmo que a história continue? Para mim, pior do que o primeiro!

Infelizmente, são livros cheios de erros de revisão. Como são narrados em primeira pessoa, há muitas confusões nesse sentido, como por exemplo "Chega perto dele e sinto que me abraça com cuidado para não encostar na queimadura." ou "Desvio os olhos de mim e faz o que peço." e ainda erros em concordância nominal do tipo "Ela está ardente, encharcado e lateja." e erros de tradução como "Enquanto ouço o telefone apitar do outro lado da linha, sinto vontade de soltar um monte de palavrões. Mas só eu escutaria. Ele já foi embora." E na verdade ele desligou o telefone, não foi embora. Há também erros de digitação como "sozinos no quarto" e "beicino" (problemas com a letra "h"?) e inúmeros diálogos (com travessão e tudo) que começam bem no meio do parágrafo! Acho que a Suma de Letras tem que dar uma revisada nessa parte. (Eu li o livro oficial para Kindle!) Ah, e as músicas no segundo livro continuam em Espanhol, sem tradução!

Pelo menos, é uma trilogia, ou até agora é o que parece!

O terceiro livro "Peça-me o que Quiser ou Deixe-me" está previsto para janeiro de 2014. Já tenho o livro em Espanhol, mas estou na dúvida se encaro logo ou espero o lançamento em Português porque meu Espanhol é meio sofrível e precisei da ajuda dos universitários (na verdade da Carla) para entender uma música que aparece várias vezes durante o primeiro livro e uma música do Juanes que eu gostei!


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Girl Power em Estranho Irresistível (Renata Lima)


Semana passada, a Aline resenhou "Cretino Irresistível" dizendo que tinha amado o livro. Eu sinceramente não gostei. Achei Bennett, o personagem principal, extremamente caricato, e muito rude com as pessoas em geral. No começo a mocinha tem verdadeira aversão a ele e, fora o fato dele ser lindo, ela praticamente o odeia e uma passagem é muito reveladora:
“Atraso” era uma palavra que não existia no Dicionário para cretinos de Bennett Ryan. Também não havia “coração”, “bondade”, “compaixão”, “pausa para almoço” ou “obrigado”.

E eis que, um belo dia, quando ela está fazendo uma apresentação de trabalho, ele passa a mão na bunda dela, simples assim. E Bennett Ryan fica apaixonado pela secretária que não fez o que ele queria no escritório (o que ele queria, vocês já imaginam).

Alternando a narração com Chloe, ele revela que já a desejava há muito tempo, mas que o que aconteceu (ou não aconteceu) no escritório só serviu para tentá-lo ainda mais, então começa o chove-não-molha do bem-me-quer, mal-me-quer de Bennett e Chloe que, em certo ponto, me lembra Bella e Edward de Crepúsculo ou Ana e Christian Grey de Cinquenta Tons. É só rolar um toque entre os dois que o mundo deixa de existir e o fato de ele ser um cretino (na verdade eu acho que ele é um escroto, mas tudo bem) cai por terra.

Mas enfim, como a Aline já falou do livro, eu só queria dizer que não achei ele muito interessante, apesar de Chloe revidar à altura mesmo, como ela colocou na resenha, o que pelo menos não deixa o livro cair na monotonia. É quase um A Gata e o Rato para quem é dessa época (uma série de TV dos anos 80 com Bruce Willis e Cybyll Shepherd) sem as tiradas espirituosas do personagem de Bruce Willis. É bom, daria nota 6.0, não mais do que isso.

Nossa Avaliação - 8.0
Já a história do segundo livro, "Estranho Irresistível", foi uma surpresa muito bem-vinda! É uma pena que editorialmente o livro tenha erros tão básicos, mas vou falar deles mais tarde.

Sara é uma jovem que deixou sua cidade natal para trás fugindo de um relacionamento fracassado. Ela era constantemente traída pelo noivo, Andy, um aspirante a senador, e descobre que ele só tinha se aproximado dela porque achava que sua família era influente e poderia ajudá-lo em sua ascensão política. 

Inicialmente devastada, Sara liga para a amiga Chloe (sim, a Chloe do primeiro livro) e aceita um emprego na empresa de Bennett Ryan (vulgo Cretino Irresistível), o agora noivo de Chloe.

Na primeira noite em Nova York, Sara sai com as amigas disposta a se divertir e esquecer o passado e topa com um estranho irresistível em uma boate, para quem faz uma dança sensual e logo depois os dois transam. 

Mas Sara não quer saber de nomes, ela está disposta a ficar solteira o máximo possível, a se redescobrir depois de tanto tempo vivendo praticamente em função de outra pessoa. Mal sabe ela que o britânico misterioso é na verdade Max Stella, um amigo de faculdade de Bennett Ryan e que os dois praticamente frequentarão os mesmos círculos.

Com a mesma narrativa do primeiro livro, alternando capítulos narrados por Max e com capítulos narrados por Sara, somos transportados para o mundo de uma mulher que só quer recuperar sua feminilidade e auto-estima e de um homem que sempre tem tudo muito fácil, mas de repente se vê em uma situação inversa: não é ele que manda, é ela. E Sara só está disposta a se relacionar com ele se concordarem com uma pequena regra: ela será dele apenas uma noite por semana, às sextas-feiras, e ele não poderá ter outras mulheres.

E é claro que os dois vão se apaixonar e se envolver, mas o mais legal do livro é que Max é um cara tão fofo, tão preocupado, tão sincero, que chega a irritar o fato de Sara manter o pé atrás e não ceder todas as vezes que ele dá a entender que quer um relacionamento de verdade. É claro, todo mundo já sofreu um dia por causa de alguém e ser traído não deve ser nada fácil, mas o homem está caído aos pés dela e ela tem a capacidade de virar as costas e ir embora para depois ficar se remoendo sozinha em seu mini apartamento.

O ponto positivo do livro, além da história e da narrativa, é que, embora essa seja uma série, esse livro e o terceiro podem ser lidos fora de ordem. Claro, Chloe e Bennett voltam nesse livro, mas aqui eles são coadjuvantes e pouco (quase nada na verdade) interferem em termos de enredo.

Eu daria nota 9.0 para o livro se não fosse a infinita quantidade de erros editoriais, como "tinha pago", vários "se" no lugar de "que" e frases como "Que você já está atrasado nessa moda, seu idiota" que não fez o menor sentido no contexto do que estava sendo dito. Outro erro constante é começar a chamar o Max de senhor e terminar com você por causa do pronome "you", em inglês. Mas nada é pior do que o pleonasmo vicioso e irritante de "entrar para dentro", "sair para fora" e "subir para cima". 

Exemplos:
enquanto eu entrava lá dentro do elevador
ele subiu por cima de mim e me beijou profundamente.
ela disse, subindo em cima de mim.
ela entrou dentro do apartamento.

Absolutamente imperdoável!

Quanto às capas, eu achei o carinha da segunda capa meio magrelinho, meio sem gracinha, mas os "modelos" da capa do primeiro e do terceiro livro realmente são inspiradores. As capas são as mesmas capas americanas, então acho que só escalaram o modelo errado...

Vou ler o terceiro livro? Claro. Como vocês já devem saber, eu sofro do "mal das séries", uma doença que não permite que eu abandone a série até estar absolutamente de saco cheio dela (como foi o caso da série House of Night, que eu abandonei no 7o livro "Queimada").

Então, que venha "Beautiful Player"! O livro já está em pré-venda nos EUA (com lançamento previsto para 29/10), mas ainda não foi divulgada a data de lançamento no Brasil.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um título e nada mais que um título (Renata Lima)


Quando eu li sobre o lançamento desse livro, fiquei muito interessada, principalmente porque Sasha Grey, hoje com apenas 25 anos, ex atriz pornô, é uma mulher extremamente inteligente e articulada. Atriz, modelo, DJ e cantora, Sasha Grey contribuiu com inúmeros artistas e fez parte da banda aTelecine até julho deste ano.

Nossa Avaliação - 6.0
O livro "Juliette Society" promete na sinopse revelar um clube secreto formado por membros do mais alto escalão – banqueiros, milionários, magnatas da mídia, CEO’s, advogados, autoridades, traficantes de armas, militares condecorados, políticos, oficiais do governo e até mesmo o alto clero da Igreja Católica – que usam as festas do clube como "uma válvula de escape do cansativo e estressante negócio de estragar ainda mais o mundo e criar novas maneiras sádicas e diabólicas de torturar, escravizar e empobrecer a população. E o que eles fazem em seu tempo livre, quando querem relaxar? Deveria ser óbvio. Eles fazem sexo."

O livro seria muito interessante se fosse realmente sobre isso, mas não é. 

Narrado em primeira pessoa, "Juliette Society" conta, na verdade, a vida de Catherine, estudante de Cinema, e seu chato namorado Jack, assessor de um político em ascensão, praticamente viciado no trabalho, que só quer saber de chegar em casa e dormir, negligenciando assim os desejos sexuais da namorada com quem mora junto.

Quase na mesma proporção do vício de Jack em trabalho, Catharine é viciada em sexo. Ela se imagina em cenas picantes o tempo todo, seja nos filmes que assiste ou fantasiando com seu professor da faculdade, Marcus, por quem ela fica ainda mais interessada depois que Anna, uma colega de turma, revela as fantasias sexuais do professor a quem ela atende em casa como garota de programa que é.

Aos poucos, Catherine é incluída, através de Anna, em um círculo sexual restrito, onde há sexo puro e simples e perversões inimagináveis em festas privadas e exclusivas onde tudo pode acontecer. Cada vez mais excitada, Catharine exige mais do namorado e é repelida várias vezes, mergulhando fundo no mundo do sexo que mesmo pago não deixa de ser prazeroso. 

É claro que, entendida do assunto como é, Sasha Grey escreve cenas de sexo como ninguém, mas à medida que o livro vai chegando perto do fim, eu esperava que ela realmente esmiuçasse mais a tal Juliette Society e não apenas as fantasias e as práticas sexuais de Catherine e Anna, ou ainda de outros personagens tão desinteressantes que às vezes me faziam pular algumas páginas.

O livro tem pontos altos e baixos que praticamente se equivalem e eu daria uma nota 5.0 se não fosse o trabalho editorial quase perfeito da Leya. A capa é muito bonita, a tradução é muito bem feita, dando a ideia das coisas mais cruas, menos enfeitadas, exatamente como a personagem quer transmitir, e quase não há erros de revisão!

Eu esperava mais do livros, esperava mais da Juliette Society, esperava mais de uma personagem que se libera sexualmente (mas ainda ama o namorado babaca), mas como eu já vi algumas pessoas dando nota 100 para o livro, pode ser que eu esteja errada, então leia outras resenhas para comparar. Aqui tem uma do O Globo.

Há rumores de que o livro vai virar filme, então, fiquem ligados, porque eu acho que como filme vale mais a pena, desde que explorem a Juliette Society e não a personagem principal ao extremo, como foi feito no livro.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

De profundo não tem nada (Carla Cristina Ferreira)



Vou contar uma coisa para vocês: o que eu não faço por esse blog? Além de ter lido toda a trilogia “Cinquenta Tons” só para poder comentar aqui, acabei iniciando a nova saga erótica “Crossfire”, sendo o primeiro volume “Toda Sua” (péssima escolha de título para o português, o original é Bared to You, tradução literal Nua Para Você), publicado pela Paralela.

Nossa avaliação - 6.5
Então vamos lá... O livro de Sylvia Day é um pouco melhor do que os livros de sua concorrente, mas definitivamente não é meu gênero literário favorito. Vamos começar dando um panorama geral da trama: Eva muda-se para a cidade de Nova York e um dia antes de começar no novo emprego dá de cara com um deus grego, ou como ela chama de Moreno Perigoso, aquele homem que você põe os olhos em cima e já quer ir logo tirando a roupa dele e levá-lo para cama. Ao que parece o sentimento é mútuo, pois o sedutor moreno, chamado (pasmem) Gideon Cross, logo vai com tudo para cima de Eva, dizendo que quer fodê-la.

O ponto positivo do livro: ADOREI a descrição logo no início da cidade de Nova York e suspeito que terei uma impressão semelhante quando colocar os pés na Big Apple pela primeira vez. Consegui ver-me percorrendo as mesmas ruas, vendo as mesmas coisas. Fora esse pequeno detalhe, que não tem nada haver com a trama, a linguagem do livro é bem mais adulta em comparação à utilizada por E. L. James: mais direta, dando o nome aos bois, sem rodeios. Os personagens são mais adultos e ambos mais experientes, sexualmente falando. Não há primeira vez para ninguém e o romantismo juvenil passa longe. Aquela descrição detalhada das cenas de sexo não existe, apenas algumas são um pouco mais longas, mas não é muito repetitivo e cansativo. Outra vantagem: só tem 280 páginas.

Os  pontos negativos infelizmente acabam falando mais alto... Primeiro a trama tem muitas semelhanças com “Cinquenta tons”: os traumas, os pesadelos, gritar o nome do outro SEMPRE ao gozar, obsessão por controle, paixonite imediata e por ao vai... São detalhes que acabam detonando com o livro.

O que empaca a relação dos dois? Ambos são traumatizados: ela foi abusada quando criança; ele sofre de uma tal de parassonia sexual atípica, mas para mim ainda tem muito caroço nesse angu.

Para ter uma ideia a melhor cena não é de sexo, mas sim uma sobre biscoitos da sorte entre Gideon (ô nome horrível), Eva e Cary.

Apesar de ainda ter um mistério quanto ao passado de Gideon, a trama não convence; a relação é muito abrupta e superficial para atingir tão profundamente os personagens. Falta uma cola para fazer com que a coisa faça sentindo. E por falar em profundamente... O segundo livro “Profundamente Sua” (Reflected in You – tradução literal Refletida em você) já foi lançado e está na minha lista para este ano que se inicia, apesar de não esperar nada do livro.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Fechando a tampa de 50 tons (Carla Cristina Ferreira)



Chegou a hora de fechar de vez a trilogia de “Cinquenta Tons” (graças a Deus, porque eu já não estava aguentando mais!).

Apesar de ter achado o primeiro livro “Cinquenta Tons de Cinza” chato, sem história e nem um pouco envolvente, o segundo livro “Cinquenta Tons Mais Escuros” teve uma trama mais interessante e chamou a minha atenção, já que não focava tanto em sexo. Mas o terceiro livro, “Cinquenta Tons de Liberdade”... realmente me senti livre para deixar a leitura entediante de completamente de lado.

Nossa avaliação - 5.0
Engraçado como um autor às vezes não percebe que é um erro continuar com uma saga, só porque teve uma ‘sacada’ que deu certo. No caso de E. L. James fiquei me perguntando (enquanto lia “tons de cinza”) como ela iria desenvolver a história para escrever três livros de 500 páginas. O primeiro livro foi previsível, apesar das cenas quentes, que confesso chamaram minha atenção. O segundo teve sua relevância para explicar fatos que não haviam sido abordados antes, com relação ao passado de Christian. Mas o último foi uma completa encheção de linguiça.

O meu maior problema com a série é que todos os problemas entre Christian e Ana nunca são realmente resolvidos, pois sempre são deixados de lado e toda a frustração, raiva e angústia que sentem por si mesmo ou um pelo outro são "resolvidos" através do sexo. Venhamos e convenhamos, por mais libertador que uma transa seja, os problemas não são resolvidos assim. Eles persistem e acho que essa é uma das razões de não existir uma verdadeira evolução no relacionamento do Sr. e da Sra. Grey, já que todas as brigas e discussões giram em torno dos mesmos temas: a insegurança e a necessidade de controle excessivo de Grey.

Para uma mulher que no primeiro livro não conseguia entender como alguém poderia se sujeitar a uma relação de submissão, eu poderia dizer que Ana teve um fenomenal caso de regressão durante os livros, pois ela acabou sendo exatamente aquilo que o seu dominador sempre quis, com alguns poucos lapsos de autopreservação.

Acho que acima de tudo o que mais me tira do sério é que por mais que Ana não queira ser submissa ao Christian, ela está sempre implorando para ele deixá-la gozar; chega a ser enervante tanto “por favor”.

A trama em “Tons de Liberdade” é ainda mais fraca do que no primeiro volume. Desnecessário todas as lembranças de lua de mel, todas as cenas de sexo e todas as briguinhas infantis. Talvez a única cena que valha seja a previsível reação intempestiva de Christian quanto à novidade de Ana.

Gia Matteo, a viagem à Aspen, boate, acidente de carro, sequestro?? Tudo supérfluo. Alguém realmente acreditou nessa história para boi dormir do Jack Hyde? Socorro, né? 

Eu sei que muita gente amou a série, o Christian e as cenas quentes, mas sinceramente o livro é muito mais vazio do que “Crepúsculo”. POR FAVOR, NÃO ME XINGUEM! KKKKK 

Quero deixar bem claro que não tenho nada contra o personagem Christian Grey; afinal de contas quem não deseja um homem como ele: lindo, rico, gostoso e insaciável? Mas para uma amante de livros como sou, ficou faltando muita história aí. Tem muito livro com cenas quentes de sexo, mas como uma trama muito mais interessante e se a pessoa só está interessada em sexo é só comprar um exemplar de Bianca, Sabrina ou Júlia em qualquer banca de jornal.

Isso sem contar que o livro é muito mal escrito, seja em inglês ou em português! Inclusive algumas cenas são tão desconexas... sem nenhuma coesão entre os diálogos. Vamos combinar que até Stephen King (que eu não curto) é muito melhor!

Desculpem, mas é a minha opinião. Não gostei do livro e pronto.



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Mais tons de Christian Grey (Carla Cristina Ferreira)


E lá vamos nós outra vez adentrar o misterioso universo do homem mais cobiçado do momento (adeus, Edward Cullen), agora é a vez de Christian Grey: o lindo, gostoso e sádico milionário criado por E. L. James.

Nossa avaliação - 5.5
Apesar de ter achado o primeiro volume da trilogia “Cinquenta Tons” bem fraco em termos de trama, mas bem picante com relação às cenas eróticas, tenho que dar o braço a torcer no segundo volume “Cinquenta Tons Mais Escuros” que conseguiu o que parecia impossível: atrair minha atenção! Isso mesmo! Mas não pense que é pelas cenas picantes (que são poucas em relação ao primeiro livro) que eu me entreguei ao Grey.

Como eu disse no outro post, o mistério de Grey reside em sua infância traumática onde sua mãe e seu cafetão não se importavam com ele, utilizando apenas como uma válvula de escape. Grey é um homem quebrado que nunca soube o que é amor e que nunca conseguiu aceitar isso nem mesmo de seus pais adotivos.

A forma encontrada por Grey para aplacar seu ódio e sua frustração veio após o seu envolvimento (aos 15 anos) com a amiga de sua mãe adotiva que o inicia nos mistérios do sadomasoquismo, mas é somente no segundo livro que entendemos o porquê de Grey ser tão focado e dependente deste tipo de relação.

Aqui encontramos um homem que vive em um mundo escuro no qual, apenas depois de encontrar alguém como Anastácia Steele, é que ele consegue enxergar outras tonalidades. Afinal, é Ana que não suporta uma relação na qual a dor está intrinsecamente relacionada ao prazer e não consegue se submeter ao Christian Dominante.

Venhamos e convenhamos, não é fácil uma mulher se submeter totalmente a um homem, principalmente a um que é tão compulsivo e obsessivo com Grey, por mais lindo que ele seja! E é essa atitude inesperada que o choca e o faz perceber que ele não precisa ser totalmente dependente desse tipo de relação.

É aqui também que encontramos os nossos antagonistas desta obra: uma ex-submissa louca, uma ex-dominante ciumenta e um chefe assediador.

Como a relação entre as pessoas ficou muito mais interessante neste volume e as cenas de sexo ficaram em segundo plano, eu me vi mais evolvida com a trama e fiquei feliz da vida ao ver o confronto entre Ana e a Sra. Robinson. \o/

Para mim, a história poderia se fechar no segundo volume, mas é claro que teria que haver um gancho para uma continuação. Agora é saber se o último livro “Cinquenta Tons de Libertação” penderá mais para as cenas calientes ou terá foco nas relações... Eu torço pela segunda opção; até porque tudo indica que muita roupa suja será lavada. Mal posso esperar! J



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Erotismo em 50 tons (Carla Cristina Ferreira)



O novo boom do momento é o famoso livro erótico “Cinquenta Tons de Cinza” de E. L. James, lançado recentemente pela editora Intrínseca. 

Nossa avaliação - 6.0
O livro conta a história do Dominante/Amo Christian Grey e da candidata à Submissa Anastácia Steele. O dominante é um homem lindo, rico, com 27 anos, possuidor de lindos olhos cinzas e capaz de tirar o fôlego de qualquer mulher; além de ser CEO de uma grande empresa. A aspirante à submissa é uma garota comum, preste a se formar na faculdade, com alguns pretendentes (para os quais não dá a mínima bola), 21 anos e acreditem virgem. Isso lembra alguma coisa? 

Apesar do conteúdo erótico do livro (um tema que não é muito recorrente – imagino a dificuldade que a autora teve para conseguir publicá-lo), o livro me trouxe algumas semelhanças com o livro de Stephenie Meyer, no quesito virgindade de sua protagonista e no fato do “mocinho” ser filho adotivo, assim como seus irmãos Elliot e Mia, e de um de seus pais ser médico. 

Tirando as descrições de cenas eróticas e da defloração da mocinha, o livro não tem muito a acrescentar em termos de conteúdo. No máximo talvez ajude algumas mulheres a desenvolver a sua feminilidade e a descobrir a sua sexualidade. 

O ponto mais interessante do livro fica por conta de Grey que possui um passado sombrio, no qual confessa ter sido “molestado” sexualmente aos 15 anos pela amiga da mãe adotiva e ter sido subjugado sexualmente por ela (apesar de não ver isso como algo negativo), até que o marido desta descobriu tudo (o que deixa Anastácia revoltada), mas ao mesmo tempo nos dá a impressão que isso ocorreu para o bem de Grey. 

Subentende-se que este homem maravilhoso teve uma infância traumatizante na qual foi torturado por sua mãe biológica, que se prostituía para conseguir algumas pedras de crack, ao mesmo tempo em que fica implícito que Grey também passou fome em grande parte da sua infância e teve o tórax queimado por guimbas de cigarro. 

O problema do “relacionamento” deste estranho casal é que Grey não está acostumado com uma relação “normal”; para ele tudo está relacionado a sexo/dor/prazer, algo que Anastácia não está totalmente segura de que seja capaz de oferecer ao seu Amo. 

Apesar de possuir um conteúdo fraco e pouco envolvente, muitas mulheres (sem dúvida, não é um livro para homens) se sentem atraídas por esse livro talvez porque seja um “Sabrina” um pouco mais apimentado; porque venhamos e convenhamos o livro é bem explícito em todos os detalhes. O que me leva a imaginar qual será a classificação do filme quando este chegar às telinhas. 

Mesmo com todo o mistério que ronda a infância de Grey e sua obsessão por controle e sexo/punição/prazer, não vi necessidade de a autora escrever uma trilogia. Realmente não há conteúdo para tudo isso, mas vou levar até o fim só para ver qual é. 

Resumindo: um livro bem água com açúcar. Ou seria algo mais chocolate com pimenta? Bastante pimenta...