quinta-feira, 11 de junho de 2015

Romance e imaturidade (Renata Lima)


"O Noivo da Minha Melhor Amiga" de Emily Giffin é um dos poucos livros que eu li somente depois de assistir ao filme e antes de mais nada quero dizer que eu gostei mais do filme do que do livro, podem me bater!

Nossa Avaliação - 7.5
Narrado em primeira pessoa por Rachel, uma advogada na casa dos 30 que está ansiosa para começar sua própria família, o livro conta a história de uma espécie de triângulo amoroso entre Rachel, Dexter (advogado amigo de Rachel) e Darcy, outra amiga de Rachel que é mais ou menos o alvo de sua inveja por ter uma vida quase perfeita.

O problema é que, bêbada depois da comemoração de 30 anos de aniversário, Rachel foi para a cama com o noivo da melhor amiga. Poderia ser algo "esquecível" e irrelevante se Rachel não descobrisse que está apaixonada por Dexter e que, de uma forma estranha, é correspondida.

Sempre fiel em suas relações, preocupada em ter caráter e manter uma postura idônea em tudo que faz, Rachel precisa agora decidir o que fazer com esse sentimento. Ela deixará a oportunidade de ser feliz escorrer pelos dedos? Estará disposta a roubar o noivo da melhor amiga? E será que os sentimentos de Dexter são fortes o suficiente para que ele deixe Darcy, uma mulher cheia de vida, divertida e exuberante, por ela, uma mulher sem graça e com tão poucos atrativos (na opinião dela, é claro!)?
O livro é divertido, não posso dizer que não me tirou algumas gargalhadas, mas essa da personagem principal viver se depreciando já deu, né? Rachel é uma mulher tão insegura e cheia de questionamentos e neuroses que parece uma adolescente. Para mim, o único atrativo de Rachel é o fato de que ela não é cínica com relação ao mundo e a seus próprios sentimentos, ao contrário de Darcy, que de tão cínica parece que não tem consideração e sentimentos por ninguém e por várias vezes me perguntei se não era interessante que as duas amigas conversassem sobre os sentimentos das duas para que a lenga-lenga do "não posso fazer isso com ela porque ela é minha melhor amiga" não fosse logo esclarecida!

Conversar, aliás, é uma coisa que os personagens não fazem e alguns problemas que são colocados no caminho para criar dramaticidade soam tão bobos e inverossímeis que dá vontade de entrar na história e falar "sério que vocês vão discutir sobre isso o capítulo todo?". Fora que Rachel está sempre servindo de "bucha" para as ausências e armações de Darcy.

No mais, existem outros personagens que tornam o livro mais leve e interessante e foi por causa deles que eu decidi dar nota 75 ao livro - também porque o final é bem legal, confesso!

Para quem se interessou, dê uma olhada no trailer do filme, quem sabe ele instigue você a ler o livro, como fez comigo, e espero que seja uma experiência melhor do que foi para mim!





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