segunda-feira, 15 de abril de 2013

A caçada a Bin Laden (Renata Lima)


Quem não se lembra da imagem das Torres Gêmeas queimando no dia 11 de setembro de 2001? Para todos nós, essa data virou um marco histórico. Para os americanos marcou o início do que seria a década da Guerra ao Terrorismo e do slogan "Morte a Bin Laden".

Nossa Avaliação - 7.0
No livro "Não Há Dia Fácil", Mark Owen (um pseudônimo de um Seal da Marinha americana - e daí o nome do livro, porque o lema dos Seals é “O único dia fácil foi ontem”) conta detalhes sobre a Operação Lança de Netuno que localizou e matou Osama Bin Laden em maio de 2011. 

Através de um relato detalhado (até demais às vezes), o autor conta a trajetória dos Seals, seus treinamentos extenuantes, nos leva à vida desregrada e sem destino, nos mostra o cansaço e a dedicação integral ao trabalho.

Evoluímos com Mark enquanto ele passa dos testes físicos e psicológicos do DEVGRU (que seria quase a nossa Tropa de Elite do BOPE antes da massificação dos soldados) às missões e aos treinamentos dos quais ele participou ao longo da carreira e que foram abrindo caminho para que ele e outros colegas fossem escolhidos a integrar a Operação que vingaria o povo americano dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Em algumas partes, o livro lembra muito o filme "A Hora Mais Escura", principalmente quando fala da mulher (no livro Jen e no filme Maya) e da equipe que rastreou os passos de Bin Laden por anos a fio até chegarem no complexo em que ele morava com a família quando foi morto. Detalhes da Operação também são explicados no livro como no filme, principalmente a última parte.

Mas o livro também deixa a desejar no quesito linearidade. A narrativa de Mark vem e vai, muitas vezes nos leva ao presente para depois voltar a uma passado muito anterior ao fato narrado, deixando com que às vezes fiquemos confusos e sem saber do que exatamente ele está falando e para que serve essas voltas ao passado. 

O que realmente me irritou no livro é que ele acaba legitimando a soberania americana, justificando a morte de Bin Laden e exaltando um patriotismo que beira o fanatismo. Mas no fim, em um relato mais do que sincero, Mark resume para que servem todas as operações policiais e tentativas de vingança: política. A política infelizmente ainda move o mundo.

Se fosse para destacar algumas partes do livro, eu destacaria "Não há honra em mandar as pessoas morrerem em nome de uma causa pela qual nós mesmos não lutaríamos." porque isso vale tanto para Bin Laden quanto para os soldados americanos. Mas o engraçado é que o autor e seus companheiros não veem isso.

2 comentários:

  1. Hum, interessante. Talvez, não sei, esse livre ajude tirar algumas dúvidas sobre o acontecido. Eu digo por mim. Na época da morte, na real eu duvidei se realmente era o Bin Laden mesmo. Sei lá foi meio que muito rápido e rasteiro. Não apareceu corpo,não foi vazada imagem, como aconteceu com o Sadan. Tipo, jogar o corpo no mar e pronto?! Mas enfim... Quando eu tiver um tempo, quem, sabe não o pegue para ler.

    Bjos

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    1. Como eu disse, é um tanto confuso, mas valeu a pena!

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